Três coisas que você deve evitar depois de entrar no “Casamento-a-Três”

Nestes tempos loucos, todo cuidado é pouco. Com a guerra declarada à Moral cristã (que hoje em dia só tem quórum quando grita contra a corrupção, e dos outros), sobretudo à Moral sexual, ninguém pode mais titubear na avaliação dos corações pós-modernos, pois eles podem enganar até seus “proprietários”, como muito bem denunciou o profeta Jeremias (Jr 17,9).

Casamento feliz tem flores e bíblia3Por mais que saibamos que os relacionamentos amorosos estão mais próximos da realidade do que da fantasia, algumas pessoas ainda insistem em projetar-se além das possibilidades físicas e possíveis a um ser humano. Aqui como na nossa Escola, precisamos aprender a separar o joio do trigo, a mágica da Magia, e compreender que todos nós, sem exceção, podemos tornar nossos relacionamentos mais “encantadores”.

Tudo depende aprioristicamente de nós mesmos e de nossa fé em Cristo, e por isso precisamos parar de botar nas costas do cônjuge a responsabilidade por nossa felicidade, quando nós mesmos somos o elemento principal para alcançar tal objetivo. E para chegar no ponto onde Deus quer, não precisamos de muitos esforços; na verdade, são as boas atitudes que, com o passar do tempo, nos tornarão pessoas melhores e mais preparadas para as situações difíceis, inesperadas e/ou ameaçadoras.

Precisamos ter a consciência (e lembrar todo tempo) de que não somente o nosso próprio “eu”, mas também o nosso parceiro, está em caminho de um aprendizado eterno, proposto por Deus, e por isso “cobrar perfeição” do(a) outro(a) nesta vida é, além de injusto, completamente descabido de qualquer racionalidade. É preciso bater na tecla bíblica da direção da cura divina, pois enquanto tivermos na mente a ideia tosca de que nós temos que aceitar (na verdade engolir, como diz o Zagalo) as pessoas do jeito que elas são, ao invés de colaborar para que elas se acheguem a Deus para uma mudança drástica de vida, nosso relacionamento vai claudicando aos poucos, até que um defeito não curado, um vício não confessado, chega e desmorona toda a nossa segurança e o casamento vai “pras cucuias”.

Não pense que estas aparentes inverdades ditas contra nós referem-se a coisas que não ocorrem em casamentos cristãos legítimos (“Casamento-a-Três”)! Claro que ocorrem! Só que como no nosso caso Deus está mais presente nas nossas decisões do que na maioria dos nossos desejos, então a solução dos problemas é menos traumática, e o casal cristão sempre sai fortalecido das crises, sobretudo daquelas motivadas por pecados não confessados [Por falar em pecados não confessados, a bíblica transparência que deve reinar entre o casal cristão impõe que o homem e a mulher confessem tudo um para o outro, e até, se possível, confessem para seu pastor/pastora, ou para seu padre].

Assim sendo, digamos que seu relacionamento faz valer a pena todos os esforços, mesmo que seu parceiro lhe deixe “irada” em determinadas situações. Então, este artigo é para você mesmo(a), e essas três dicas são de extrema importância para construir um casamento mais harmonioso e feliz (como dizem por aí: “quando um não quer, dois não brigam”). Veja as nossas dicas:

Dica 1: Nada de “venenos”!

Bruxa fazendo a poção-1É costume comum, depois de uma discussão ou decepção, ficarmos pensando nos erros do(a) parceiro(a); que ele/ela deveria fazer isso ou aquilo; que não merecemos uma dor dessas; etc. Existe gente que nem consegue trabalhar direito só de pensar em tais “tragédias”, e com isso vão ficando cada vez mais irritados(as), decepcionados(as) ou anulados(as). E pior, ao chegar em casa, diante “do responsável por toda aquela injustiça”, ou ofende, ou se defende ou simplesmente dá continuidade à sua vida, pensando que aquilo não tem solução e que “pau que nasce torto morre torto”.

Entretanto, a verdade é que não podemos nos anular e também não podemos contra-atacar uma “ofensa” que nosso parceiro muitas vezes “nem tem consciência de que a cometeu”, e por isso é super importante manter o diálogo o mais aberto e saudável possível, para ir aparando as pontas ou reparando as arestas assim que o problema surgir (esta atitude “preventiva” evita ficarmos nos envenenando com cada situação imprevista que não seja do nosso agrado!).

Dica 2: Cuidado com a língua solta!

Vai_um_beijo_de_linguaNas discussões comuns do cotidiano acabamos falando o que queremos e o que não queremos, o que nos leva a ouvir o que não queremos ouvir, na reação natural de quem tem o sangue esquentado por uma discussão repetida e muitas vezes boba. O problema é que, mesmo depois das pazes feitas, dos beijos e dos abraços, algumas palavras proferidas na discussão deixam suas marcas, e estas podem ramificar no nosso coração feito erva daninha (Jr 17,9). Por isso é absurdamente importante que, ao perceber que está a ponto de dizer uma palavra que magoará bem fundo, sair do recinto onde a discussão está se dando, pedindo desculpas por alguma dor no peito ou na barriga, e correr para o banheiro ou para a varanda (qualquer coisa é melhor do que deixar uma ferida no coração alheio).

Tudo é uma questão de bom senso e do diálogo franco e aberto. E então você pode deixar claro ao seu parceiro(a) a necessidade de se retirar de uma discussão em nome da saúde do relacionamento, pois este é mais importante do que a vaidade de ganhar uma discussão, mesmo que num tema importante. O(a) parceiro(a) precisa saber que, se você saiu do ambiente, é por que estava em seu limite de nervos e que, a partir dali, não poderia mais garantir manter a calma, e assim suspender a subida do sangue à cabeça era a decisão melhor para se tomar na ocasião. Depois que o sangue baixar, ficará muito mais fácil explicar que, quando ficamos irados como um animal, costumamos realmente dizer o que não queremos dizer, ou simplesmente falamos coisas das quais poderemos nos arrepender para o resto da vida! E melhor: O outro dificilmente recomeçará a discussão e entenderá perfeitamente a sua saída estratégica. Vá por nós: este é o caminho! Pode crer!

Dica 3: Limpe seus ouvidos e dê toda atenção ao(a) seu/sua parceiro(a)

Limpando os ouvidosÉ extremamente recomendável demonstrar, sempre que possível, todo interesse e dedicação ao parceiro(a). Por exemplo: Não custa nada fazer uma ligação para perguntar se tudo está bem, ou simplesmente perguntar como foi o seu dia. Quando demonstramos interesse e atenção na vida de nosso cônjuge, fortalecemos os laços que nos unem e o relacionamento se torna mais resistente aos problemas que sempre acontecem ao longo do caminho.

Enfim, nunca deixe de observar os pequenos gestos de seu/sua parceiro(a); de fazer (em algum momento) algo para satisfazê-lo(a), ou simplesmente procurar agradá-lo(a). Com certeza essas boas atitudes trarão reflexos benigníssimos e vantajosos para o relacionamento, inclusive o sexual, sem mencionar a saúde psicológica e espiritual dos dois, como Deus quer. Pode apostar que esta é uma orientação que encontra toda base na Sagrada Escritura.

 

Sobre John Valente

Prof. John Valente - Especialização: relacionamento conjugal cristão; Formado em Administração de Empresas e Teologia, especializou-se em Ciências da Religião, e participou de diversos cursos e treinamentos na área de relacionamento conjugal, inclusive o Seminário de Relacionamento Afetivo da “Agência de Casamento” que lhe apresentou à sua esposa.
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