Só existem dois tipos de namoro: o certo e o errado

“O certo e o errado como únicas ferramentas para a sanidade mental (que fica sob risco de desequilíbrio toda vez que o relativismo insidioso entra em cena). O mesmo se aplica ao namoro e ao casamento, quando os parceiros entendem que o prazer sexual não foi criado por Deus para existir isolado dos outros prazeres da vida a dois, segundo CS Lewis”…

Namoro certo e o erradoOs grandes sábios cristãos de todos os tempos, e também alguns sábios mais recentes (como CS Lewis, GK Chesterton e Willian Lane Craig), sempre pontuaram a noção de que todo o equilíbrio sadio da mente humana dependeria de se situar o Homem num “universo parametral”, ou seja, num planeta cujos parâmetros fossem apenas 3 dimensões distintas, ou num mundo físico como o nosso, onde a lei da gravidade obriga o cérebro a saber o que é embaixo e o que é altura, e onde a lei da aceleração obriga a saber o que é largura e o que é comprimento, o que é ontem e o que é amanhã.

Estas mesmas leis valeriam para tudo o mais, constituindo um ser de carne e osso cuja mente enxergue seu próprio limite pelos limites de seu mundo, e as dimensões divinas continuassem distantes do Homem, no sentido positivo de distância qualificada, i.e., uma diferença objetiva de valoração, centrada muito mais na qualidade que na quantidade, mas sem desprezar esta.

A mesma lei entraria na capacidade de julgamento da mente humana, pois a Justiça por nós captada teria que assimilar obrigatoriamente o lado certo e o errado, para que a saúde mental mantivesse o equilíbrio de uma avaliação precisa dos perigos da maldade e das bênçãos da bondade.

Velha Moral e bons costumesPor esta razão CS Lewis estabeleceu este ponto para gerar o único entendimento possível do enigma da vida e do universo, a saber, a Lei da Moralidade, ou Lei Natural, pela qual a mente humana ganha seu único “valor útil”, a saber, ser capaz de distinguir bem o que faz mal e o que faz bem, enquanto estiver em sã consciência, e vice-versa.

Declinamos o raciocínio a partir deste ponto para alcançar, nos degraus inferiores (por assim dizer), a noção de que assim como o universo inteiro, para se fazer inteligível e não-absurdo, precisa de uma lei reconhecida a partir da mente humana, qualificando certos atos de malignos e outros de benignos, os relacionamentos humanos também precisam desta lei, sob pena de constituírem mais uma loucura no cardápio de esquisitices da história da Humanidade.

Logo, se um homem e uma mulher, por exemplo, procurarem se relacionar para verificar se sua união daria certo ou não no futuro, o mais lógico a deduzir era que ambos precisam de estágios de descortinamento para se conhecerem melhor, sob pena de encontrarem na relação apenas uma perda de tempo, de dinheiro, de honra e até quem sabe, de vida. Uma relação, por exemplo, que durasse apenas o tempo que dura o desejo sexual, certamente seria uma relação inútil, e, porque não dizer, uma experiência frustrante e decepcionante, capaz de arruinar até o desejo de encontrar outra pessoa. Sabe aquela história do medo de amar? Pois é: mas é que aquilo não era amor. Era só desejo.

Namoro certo e errado2Enfim, este arrazoado deixou claro que se há razão para averiguar e avaliar certas coisas como certas e outras como erradas, o mesmo se deve aplicar em relação às relações amorosas, e assim se pode afirmar que na prática existem dois tipos de namoro: o certo e o errado. Então, a pergunta é: que critério usar para se avaliar um namoro? Resposta: o mesmo critério que se deve usar para se avaliar um bom e um mau amigo, pois o primeiro lhe faz bem, e o segundo é até pior que um inimigo.

Mas o que é que faz bem numa relação? É a constatação de que as almas comungam dos mesmos objetivos, gostos e ideais de vida, e possuem qualidades que tornam os tempos ruins em algo menos insuportável do que seriam sem a presença daquele(a) parceiro(a).

Sabe aquela frase patética que engana todo mundo, dizendo que “os opostos se atraem”? Ora, os malucos que a inventaram ouviram o galo cantar e não ouviram Pedro negar Jesus, e por isso a baboseira é grande. Só um borra-botas poderia utilizar uma lei da eletrodinâmica dos materiais para avaliar uma lei espiritual das consciências, enrolando toda a raça humana em idade hormonal para infelicitar os futuros relacionamentos, pondo em risco toda a instituição divina do matrimônio e até a paz da Humanidade.

Opostos se repelemA lei verdadeira é: siga o contrário daquela frase. Se o cara ou a moça é o seu oposto, não se apaixone e nem sequer se aproxime. Se é seu oposto agora, no início, quando seus hormônios querem a toda força extravasar com você, imagine o quão oposto não será quando todo o tesão tiver ido embora? Na verdade, não há nenhuma prova mais dolorosa de falsa esperança do que aquela frase diabólica, que procura unir, a mando do diabo, dois pobres corações tão diferentes e até inimigos, se tivessem nascido em dois países em conflito! Fuja dos seus opostos! Procure os seus iguais: gostos iguais, objetivos iguais, sentimentos iguais, ideologias políticas iguais, religiões IGUAIS e, se possível, até profissões iguais. Vá em busca de seu sonho: o sonho da Trindade divina, que arquitetou o matrimônio para ser também uma trindade, e por isso você deverá fazer um “Casamento-a-Três”, entre você, o(a) seu/sua amado(a) e seu Deus. Faça o teste e me mande informar (nosso e-mail está no site, na aba “fale conosco”).

Finalmente, sendo o certo e o errado as únicas ferramentas capazes de garantir a sanidade mental dos seres humanos (que ficam sob risco de desequilíbrio toda vez que o relativismo insidioso entra em cena), o mesmo se aplica ao namoro e ao casamento, quando os parceiros entendem que o prazer sexual não foi criado por Deus apenas para existir isolado dos outros prazeres da vida a dois. Pode apostar que esta ideia não será o galanteio de seu par romântico, se você tiver seguido a regra de fugir de seus opostos, amando os seus próprios pontos-de-vista, pois estes serão, obviamente, os pontos de vista de seu próximo, de seu “amado próximo”…

Sobre John Valente

Prof. John Valente - Especialização: relacionamento conjugal cristão; Formado em Administração de Empresas e Teologia, especializou-se em Ciências da Religião, e participou de diversos cursos e treinamentos na área de relacionamento conjugal, inclusive o Seminário de Relacionamento Afetivo da “Agência de Casamento” que lhe apresentou à sua esposa.
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