Separações não existem no dicionário dos casais cristãos

Para os casais do mundo, a antevisão de uma separação é até algo pensável para a realização de um bom casamento oficial, devido à questão do patrimônio e das brigas. Para os cristãos, esta hipótese não existe, exceto…

Separação NÃO e frase antidivórcioCasamento é casar de fato. É fazer casar duas cartas do baralho divino, e trabalhar para que elas jamais “casem” com outras cartas, pois uma nasceu para a outra e vice-versa. É uma aliança feita com o ouro maciço das montanhas celestiais, acertada com o próprio extraidor deste ouro nas minas mais ricas do universo. É mais que um “acordo nupcial” entre seres humanos; é um acordo espiritual entre três pessoas distintas (o Homem, a Mulher e Deus), programadas para ressuscitar e continuar aquele amor infindo que as uniu na carne, mas unindo-as para sempre no Espírito do Amor que reina no Céu.

Por tudo isso é certo afirmar que o amor é eterno (“jamais acaba”, como disse São Paulo aos Coríntios – I Co 13,8a), e por isso seus símbolos terrestres precisam ser dignificados por elementos nobres, como o ouro das alianças, o diamante das bodas, o pão e o vinho consagrados no altar. Tudo, portanto, contém uma diferença gritante para com o casamento no entendimento do mundo, o qual o enxerga apenas como uma hesitante TENTATIVA de fazer duas almas livres se unirem (às vezes à força, isto é, tão somente para unir as riquezas de duas famílias), lutando para vencer as expectativas de ruptura que o futuro invariavelmente trará, como sina maquiavélica de alguém que detesta uniões duradouras.

Uma prova de que o amor humano também pode ser eterno se encontra NESTE link, que esta Agência fez questão de selecionar para que seus leitores casados conheçam e se deleitem, e para que seus leitores solteiros possam sonhar com algo que o mundo já sepultou (o Amor Verdadeiro), mas que Deus reserva para eles. E a lógica diz que se uma coisa é eterna, então está unida desde todo o sempre, e por isso o ideal cristão é que nem mesmo entre namorados haja separações!.

Cristianismo AutênticoIsto leva ao raciocínio subsequente: se o casamento entre crentes é eterno (“Casamento-a-Três”) e se os casais cristãos casam bem ajustados entre si e afinados com a vontade de Deus, não há razão alguma para a palavra separação entrar no dicionário do Matrimônio Cristão, e por isso, como recomendava CS Lewis, a Igreja nem deveria se preocupar com os divórcios no mundo, pois o que ela deveria ter era a consciência clara e firme de que “a maioria das pessoas não é cristã, e por isso as regras do nosso matrimônio não deveriam ser nem exigidas nem esperadas de casais não-cristãos, por lógica e aliviante conveniência”. Lewis explicou isso NESTE livro extraordinário (ao lado, está a antiga capa deste livro com um título muito melhor).

A Igreja alega que todos são filhos de Deus. Sim, é verdade. Filhos por Adão e Eva, filhos por Noé e sua esposa, filhos pela criação original de Deus. Porém a vida casta e decente, que Jesus veio trazer para os seus “filhos adotivos”, não deve ser exigida de ninguém a não ser daqueles que se entregaram a Jesus, que são os filhos espirituais do amor e da fé, que se situam naquele pequeno rebanho que agrada a Jesus e põem azeite nas suas lâmpadas na hora que o Noivo chama. Porquanto se muitos são chamados mas poucos os escolhidos, as regras da vida sexual do mundo não podem ser as mesmas da vida sexual cristã, a qual abre exceção apenas para o amor marital e a procriação.

Ninfomaniaca-poster-2Como colocar isso na cabeça de gente que viveu a vida toda seduzido por paixões carnais desregradas, com a mídia empurrando sexo todo dia goela a dentro e a sociedade inteira aplaudindo os avançados e as avançadinhas que usam seu corpo apenas para o prazer? Quem de nós não sabe (ou não soube na própria pele) o quanto é difícil ser santo na modernidade, quando até as carmelitas sentem dificuldade de vencer a tentação quando assistem televisão?

É por isso que as regras e a cura devem ser diferentes, porque seus pacientes também diferem tanto quanto a água e o vinho. No mundo, os casais vivem soltos e à solta, levados por qualquer vento de doutrina, e ouvindo o galo cantar sem saber onde está o galo, e vendo apenas as galinhas. Pior, no mundo aquilo que os casais pensam que é liberdade, é exatamente o oposto, i.e., uma escravidão medonha de consciências, quase obrigando os corpos – muitas vezes exaustos – a continuar transando adoidado e matando neurônios, para só se darem conta do estrago aos 60! (Isto quando se dão!).

Cérebro_masculinoA coisa é tão aleatória ou lotérica que os mitos mais descabidos surgem a 3 por 4 nas alcovas e nos apartamentos modernos, trazendo sempre a intenção de aumentar a frequência sexual e a experimentação de novidades (até outros corpos para experimentar), além de acessórios médicos para aumentar a libido, o tesão e o tempo da transa sem ejaculação, sem que ninguém (nem mesmo os médicos, todos tarados e seduzidos pelo mesmo tesão) diga uma palavra acerca do desgaste celular e físico irreversível, e do decréscimo paulatino e contínuo da resposta do organismo ao aumento da frequência, a saber: que quanto mais se deseja o sexo (e tudo, qualquer coisa), menos o corpo é capaz de dar a resposta à altura da fantasia, e assim o viciado em droga tem que usar cada vez mais droga para obter a mesma satisfação de antes (os psiquiatras e os ex-viciados sabem muito bem disso!).

A coisa é tanta que o mundo vive a criar expectativas para aumentar a curtição do prazer, sendo algumas delas até meio ridículas, como pensar que “casar pouco antes dos 30 anos diminui as chances de ocorrer um divórcio” (veja AQUI). Ora; os divórcios nada têm a ver com a idade dos cônjuges, e sim com a espiritualidade (embora saibamos que ninguém deveria casar novo demais, porque é a imaturidade que vai determinar a duração da relação que a imaturidade iniciou)…

A idade ideal estaria entre os 30 e os 40 anos (para gente decente e consagrada a Deus, ou que pensa como antigamente), e entre os 20 e os 30 anos, para o restante (casar na adolescência nem pensar! Mas se alguns disserem que isto deu certo no passado, deve-se perguntar o que havia no passado que fazia uma adolescente respeitar um marido jovem e vice-versa: será que isto existe hoje?: aí está o “X” da questão, pode apostar!).

Galo-cornoMas o divórcio não é fruta sazonal e não há uma idade mais propensa ao divórcio: há situações que potencializam os conflitos e estas se agudizam mais nas questões que envolvem dinheiro, trabalho e criação dos filhos. Somente numa única hipótese o divórcio entre cristãos pode ocorrer por permissão da Palavra de Deus, pelo mesmo motivo que o casamento mundano também não tolera tal coisa, a saber, a infidelidade contumaz (aqui dizemos contumaz porque no mundo uma traiçãozinha basta para gerar uma separação e às vezes até uma briga feia, mas para cristãos sempre pode haver lugar para o perdão!)…

Entre os crentes não é assim: a esposa crente tem que “comprovar” que o caso do seu marido é contumaz e vice-versa, pois ambos foram instruídos por Cristo a perdoar 70×7 (setenta vezes sete), e ninguém merece mais perdão do que um pobre crente que ainda não conseguiu vencer-se a si mesmo em sua luta contra a Tentação!). E ela também sabe disso, pois no mundo moderno, até as crentes já conhecem o poder da sedução sexual, o qual muitas vezes é manipulado até pelas moças crentes da igreja, sendo muitas delas lobas com pele de ovelhas!

Finalmente, excetuados estes casos tristes onde a fé fraqueja perante o bombardeio erotizante da mídia, os casais cristãos seguem fazendo casamentos melhores e mais felizes, geralmente indo até o fim de suas vidas físicas sem maiores atropelos. E eles sabem mais do que ninguém que, nas Escrituras Sagradas, o diabo é chamado de “o separador” (‘dia-bo-los’ significa separar e ‘sim-bo-los’ significa unir) e “o acusador dos irmãos” (Ap 12,10), vindo sempre sorrateiro e pondo no ouvido qualquer coisinha chata, geralmente uma reclamaçãozinha que um dia vai virar vício de reclamação constante. No meio das reclamações virá uma que desconfia do cônjuge, e esta apontará para uma traição. Naquela hora, se os dois não forem fortes no amor um ao outro e sobretudo no amor a Deus, e se não tiverem os joelhos calejados de oração, certamente irão entrar na estatística mundana dos divórcios, para tristeza de Deus e da comunidade cristã.

 

Sobre John Valente

Prof. John Valente - Especialização: relacionamento conjugal cristão; Formado em Administração de Empresas e Teologia, especializou-se em Ciências da Religião, e participou de diversos cursos e treinamentos na área de relacionamento conjugal, inclusive o Seminário de Relacionamento Afetivo da “Agência de Casamento” que lhe apresentou à sua esposa.
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