Quando um não quer, dois não brigam

Aquela pérola antiga da sabedoria popular, que diz “quando um não quer, dois não brigam”, continua forte e decisiva na avaliação positiva de qualquer relacionamento amoroso… E vale até para o Casamento-a-Três…

É preciso ter sempre em mente que, além das pessoas terem seus próprios limites, alguns erros são irreversíveis, e lutar em situações assim é contraproducente, pois estará forçando um dos dois a fazer aquilo que não quer, enquanto o outro estará se humilhando para tentar recuperar aquilo que se perdeu por seu próprio erro…

Chega um momento em que, para o casal, a melhor saída para um casamento feliz é sentar, conversar e perceber que fizeram tudo o que podiam fazer para dar certo, e que às vezes nem todo o esforço do mundo serve para fazer unidas duas pessoas que não vieram ao mundo para ficar juntas. Isto pode acontecer, sem dúvida, mesmo num “Casamento-a-Três”, mas esta Agência tem como certo que esta hipótese entre os cristãos é uma exceção. Ou pelo menos deveria ser.

Relacionamentos são experiências que nos aprimoram o tempo inteiro, numa preparação para novos relacionamentos que estão para chegar, cada qual em seu nível de qualificação histórico e espiritual. Isto serve para qualquer amizade ou companheirismo, e cada pessoa que conhecemos nos enseja a chance de “treinarmos” para uma futura vida a dois.

Mesmo assim, com todo esse treinamento ao longo da vida, ainda é possível fazer um casamento naufragar, e às vezes o naufrágio vem até com ameaças e morte. Assim, quando uma alma infeliz percebe que seu casamento não tem mais salvação, procura criar ardis para manter a proximidade do outro, ardis que vão de chantagens emocionais a ameaças de não ver mais os filhos, ou até mesmo de suicídio ou homicídio.

Casal brigando-9Acreditem, aqui está uma coisa que esta Agência desconhece: se existem casos de casamentos cristãos que mergulhem tanto na desgraça ao ponto de terminar em crime. Não temos conhecimento disso, mas, num mundo insano como o atual, somos forçados a dizer que tudo é possível! Sim, tudo é possível, mas afirmamos com firmeza que os casamentos cristãos terminam muito antes de um dos dois cair tão fundo na desgraça, ou tão fundo nesta verdadeira paranoia a dois. Pelo menos esta é a tendência geral, levando em conta um juízo mínimo nos dois.

Para um casal cristão amadurecido, é incompreensível que um dos dois caia em desespero por questões de pecados rebeldes, uma vez que essa é uma história a ser resolvida com Deus e com arrependimento e perdão, e não com o cônjuge injusto ou injustiçado. Se tudo for levado a Deus em oração, tudo ficará mais fácil, até a conversa com o cônjuge. Aliás, quem possui pecados rebeldes (ou vícios) nem deveria casar, pois já deveria saber que será a peça central na infelicidade de alguém.

Mulher chorando sua culpaInfelizmente, algumas pessoas só percebem seus erros quando já estão DENTRO do casamento, ou simplesmente não percebem, por nefasta influência da mídia (que sempre sussurrou nos seus ouvidos: “não se culpe e não se arrependa de nada”). Por isso esta Agência ainda crê que grandes problemas podem incidir DENTRO de um “Casamento-a-Três”, apesar de toda a assistência divina e eclesial, e de toda a ajuda de agências cristãs de matrimônio. Não adianta insistir: pessoas assim dizem que vão mudar e realmente mudam, durante um mês ou dois, mas logo voltam a cometer os mesmos pecados/vícios.

Caso você esteja numa situação dessas, observe as desgraças chegando e tome uma providência imediata e definitiva, antes de ver seus anos passarem e a chance de ser feliz ir por água abaixo, no esgoto da rebeldia.

Vergonha de confessar nos leva a errarSim, amigo(a). Precisamos aceitar nossas derrotas. O mundo não é feito apenas de vitórias. Muitas vezes, deixamos as coisas seguirem rumos que não deveriam e só nos damos conta disso quando não tem mais jeito. Isso é como a pior doença: se você procurar se tratar no início, sua chance de cura é imensa. Se insistir no erro, Deus não lhe poupará da desgraça, pois nem mesmo Jesus foi poupado, apesar de nunca ter errado. Confessar é o primeiro passo na cura.

Por último, algumas pessoas renitentes no erro podem até conseguir que seus cônjuges se mantenham no lar, mas com certeza seu/sua parceiro(a) nunca mais estará do seu lado como você gostaria que estivesse, e na primeira chance que tiver ele/ela fugirá.

Abaixo, citaremos algo que poderíamos pensar que é totalmente inútil, e por isso o faremos apenas uma única vez (aqui). Trata-se daquilo que poderíamos chamar de “três promessas ou ameaças” que um cônjuge jamais deveria fazer para o(a) outro(a) que desistiu de se manter casado com ele/ela. Elas constituem o mais rasteiro degrau de baixaria que uma alma humana pode chegar antes de se juntar de vez ao demônio, responsável final por todas as separações e infelicidades humanas. Quem tiver estômago, que continue lendo…

1ª Desgraça: “Se você me deixar, eu me mato!”

Margarida se matandoCom isso, você pode até conseguir segurar o cônjuge que deseja partir (talvez por alguns poucos anos), mas saiba que, se por ventura ele/ela ficar por causa de tamanho absurdo, saiba que, a partir desse dia, ele/ela estará contigo por obrigação e por você ser uma pessoa fraca e doente, que não sabe lidar com separações e que, no ponto de vista dele/dela, você mesmo(a) é o(a) causador(a) dessa doença.

Ao pensar que você é uma pessoa fraca e doente, ele/ela também estão se preparando para arranjar para ti um bom psiquiatra e, após conseguir seu primeiro mês de consulta, poderá fugir aliviado. Logo, para você que é doente, atente para aquilo que diz e pondere o seu senso crítico. Em outras palavras, respire fundo e saiba aceitar e compreender que nem sempre podemos conseguir tudo aquilo que queremos, e o próprio Deus irá dificultar as coisas para você, visando conseguir alcançar a sua alma e salvar você do inferno.

2ª Desgraça: “Se você me deixar, não verá mais seus filhos!”

Vc não verá mais seus filhosTremenda injustiça e idiotice contra seus próprios filhos! Loucura total! Não é à-toa que seu cônjuge pensa em lhe arranjar um psiquiatra! Ora, Maria doida, usar os filhos para segurar o cônjuge demonstra (além de burrice e desespero de quem ameaça) também uma pessoa que é capaz de tudo para fazer valer a sua vontade! Isto é puro egoísmo e inimizade contra Deus, que também virá em seu encalço: Deus não deixará por menos o mal que você fará às suas crianças, pode apostar! Você simplesmente não pensa na felicidade de ninguém, a não ser na sua própria, e nem precisa sorrir com ela: você já está tão louca que se satisfaz com a própria (des)ilusão.

3ª Desgraça: “Se você me deixar, eu te mato!”

Homem aponta arma pra mulherSem comentário. Mas outro ponto que perturba são aquelas pessoas que deixam os relacionamentos chegarem ao fundo do abismo, para só depois fazer algo para mudar (lembra aquelas mulheres imensas de gorda que passaram a vida inteira ouvindo os médicos pedirem para fazerem um bom regime e elas só vão tentar emagrecer depois que chegaram aos 300 quilos e precisam de uma bariátrica para sobreviver!). Tais pessoas chegam a se separar formalmente, mas acabam tentando trazer o marido de volta com ligações demoradas e cheias de choro e dor (falsas vítimas!). O mundo é mesmo um grande hospital psiquiátrico!

O pobre cônjuge até ouve as ligações, por educação; mas com o passar dos dias e com a insistência da louca, ele acaba desistindo de se separar e volta atrás. Mesmo com todos os problemas já conhecidos e com o casamento destruído (e destruindo o resto de esperança de ambos serem felizes noutra relação – talvez a louca nunca fosse feliz em lugar nenhum, nem no Céu!), eles voltam e correm o risco do amor se transformar em ódio

Sei que este artigo não possui nada agradável como “dicas para salvar um casamento”, mas às vezes o tempo de salvar já passou há muito tempo! E seguir dicas de terceiros para tentar salvar os restos de um amor que já morreu, pode ser completamente inútil, mesmo contando com a ajuda de uma Agência Matrimonial cristã. Pois nenhum casal deve se esforçar para fazer seu casamento dar certo apenas quando percebe que já está acabando: a dica maior é procurar a cura antes de a doença apresentar sintomas exteriores irreversíveis!

Precisamos ter consciência de que um casamento é feito por duas pessoas e não por uma. No nosso caso, por três pessoas e não por duas! De qualquer modo, ambos são responsáveis pelo sucesso ou pelo fracasso, se não ouvirem a Deus. Somente os dois podem chegar a um consenso de tentar novamente, ou simplesmente desistir de tudo. Deus chorará em silêncio.

Por isso, antes de sair por aí tentando salvar seu casamento, certifique-se de que ainda haja (dentro de você) a mínima possibilidade de salvá-lo; caso contrário, seja honesto(a) consigo mesmo(a) e com Deus, e peça para Ele encerrar tudo, na santa paz.

 

Sobre John Valente

Prof. John Valente - Especialização: relacionamento conjugal cristão; Formado em Administração de Empresas e Teologia, especializou-se em Ciências da Religião, e participou de diversos cursos e treinamentos na área de relacionamento conjugal, inclusive o Seminário de Relacionamento Afetivo da “Agência de Casamento” que lhe apresentou à sua esposa.
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