Os jogos de fingimento da arte da paquera

Apresentando um quadro altamente falso e inseguro, o jogo da paquera sempre constitui uma armadilha para desavisados ou inocentes, até que o sofrimento continuado mina a crença no amor.

O ambiente social para rapazes e moças conseguirem uma relação de confiança se apresenta sob os piores disfarces, e não é raro encontrar quem se “especialize” em táticas vergonhosas de engodos e enganos para puxar o tapete de quem pretende namorar a sério.

Jogos fingidos da paqueraAfora isto ainda se deve atentar para o fato de que existe a competição “natural” entre os sexos, sendo comum encontrar machos que sempre se sentem ameaçados por outro, mesmo que menos belo e até de poucas condições financeiras, além da terrível rivalidade entre as mulheres, cuja incidência se dá independente se duas delas estarem lutando pelo mesmo homem.

Infelizmente, isto tudo é essencialmente sinal de imaturidade da alma, que desta forma demonstra estar ainda presa à velha natureza animal, herdada da contagiante genética dos primatas dominantes da pré-história. Não há aqui, pois, sinal de evolução alguma, e por isso a falsidade e a dissimulação são tão presentes em certa fase da vida, com prejuízos para todos os envolvidos no jogo da paquera.

America 1976 X Queen 1980Neste jogo ou “crazy game” (como cantaram muitos bons músicos do rock: Ouça uma com o QUEEN e outra com o AMERICA), são utilizados os maiores e piores estratagemas para alcançar o tão pouco compensador “descanso emocional”, devido a eterna e rígida insegurança das relações humanas. Porquanto, e muito pior é saber que, depois de todos os artifícios e armadilhas preparadas para se dar bem, o máximo auferido é a companhia incerta de alguém cujo coração não se conhece, e para quem as mesmas dúvidas estão presentes, com a relação configurando uma loteria das mais loucas, quando não se sabe os números jogados, nem os números sorteados e muito menos o coração dos próprios jogadores, desconhecidos para si mesmos!

[Exemplos? Ora vejamos: as pessoas fingem-se de puras quando não são; fingem-se de amigas; fingem-se de cupido e trabalham para separar; fingem-se de bons conselheiros e no fundo desejam o contrário do que propõem; fingem-se de namorado quando nunca pretenderam ser um (o que queriam era apenas sexo, dinheiro ou coisa pior); fingem-se de fiel quando traem; fingem-se de bom caráter e são cruéis].

Enganos e solidãoNão sendo este quadro suficiente para descrever a tremenda desventura das aventuras 100% aleatórias e malogradas aqui comentadas, ainda há que se fazer frente a resultados os mais catastróficos, sendo o pior deles quando se mina o coração e a alma perde toda a confiança de encontrar um amor, terminando por gerar a desesperança, a solidão e o sofrimento sem remédio.

Log de Casamento-a-Três Transparent (180 x 250)Neste mister, como Deus fez o mundo dando a cada problema uma solução, “quando não existe remédio o remédio está dado”, como diz a sabedoria popular. Mas é em Deus que se pode achar ou é a Ele recorrendo que se pode ter, não uma solução prática de um príncipe encantado ou de uma princesa, mas a cura da alma para amores mais elevados e mais fiéis, com garantia de recompensa 100% satisfatória para as coisas do alto, onde habita o amor de Deus. Só Ele pode possibilitar o que chamamos de “Casamento-a-Três”, formando uma trindade com o casal consagrado a Cristo.

Depositando toda a confiança no único amor santo e verdadeiro, e único capaz de retribuir com perfeição todos os esforços do coração humano, a alma descansa em paz na alegria de uma boa amizade sincera, e pode enfim fazer amigos ou um amigo com quem dividir seu tempo, mas sem esperar ou cobrar dele nada de divino, pois sempre será verdade que de divino só Deus pode dar.

Freira feliz dançandoO exemplo mais definitivo se dá com a prova de que muitos celibatários são felizes (como muitos padres e freiras) e poderiam até fazer famílias mais felizes, justamente porque já curaram a ferida de um coração magoado pela infidelidade e pela traição.

Moral da história: aqui se dá o caso que se vê similar naquela velha situação de trabalho, quando o empregado que melhor abraçaria a função de chefe é justamente aquele que nunca lutou para ser um superior hierárquico. Já o empregado bajulador que faz de tudo para ser o superior, dificilmente chegará a ser, e se o for, logo se vergará até quebrar seu orgulho e descansar o coração.

Sobre John Valente

Prof. John Valente - Especialização: relacionamento conjugal cristão; Formado em Administração de Empresas e Teologia, especializou-se em Ciências da Religião, e participou de diversos cursos e treinamentos na área de relacionamento conjugal, inclusive o Seminário de Relacionamento Afetivo da “Agência de Casamento” que lhe apresentou à sua esposa.
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