Orientações para salvar, manter ou aprimorar um casamento

Para apontar a realidade completamente diferente dos rumos que este século está tomando, segue neste artigo as primeiras informações deste Site no sentido oposto ao do divórcio, mostrando como a felicidade está muito mais perto de Deus do que do mundo.

 

Casal em carícias na praia-1Apesar de terem casado aos pés de Cristo no “Casamento-a-Três”, e este ser conduzido pela Palavra de Deus, cada cônjuge tem a sua vida até certo ponto independente um do outro, tanto porque trabalham em lugares diferentes, têm profissões diferentes, usam meios de transporte diferentes, têm níveis salariais distintos, enfim, muita coisa que não colabora para promover aquele grau de afinidade que o “Casamento-a-Três” recomenda.

Muitas vezes, por mais que gostassem de estar conectados um com o outro, os cônjuges quase sempre ficam incomunicáveis durante suas jornadas de trabalho, tornando difícil até mesmo falar ao celular, exceto quando as intermináveis “reuniões” dão uma trégua e permitem um tempo a sós para uma chamada rápida, a qual jamais deveria prescindir de uma palavra de carinho ou mesmo um simples “eu só queria ouvir a tua voz”.

Pior, é comum os dois chegarem em casa com cargas emocionais diferentes, cansaços irritantes, humor alterado, enfim, ensejando a que um ou outro cônjuge não perceba ter o outro chegado em casa sem a mínima disposição para nada, às vezes nem àquela conversa comum da hora do jantar.

cupim-de-solo1Se isso tudo tem a ver com você, ou quando essa situação acontecer com mais frequência, não corra o risco de deixar o caldo entornar, esperando que o marido ou a mulher perceba por si próprio o estado emocional da ocasião. Por isso, faça um favor a você e a ele(a): avise-o(a) sobre seu estado e peça-o(a) para compreendê-lo(a), até que tenham um tempo melhor (talvez no fim de semana, para conversar ou coisa que o valha). Enfim, uma atitude tem que ser tomada, tal como não se pode deixar um ou dois cupins andarem livremente pela porta de seu guarda-roupa, pois em breve eles chamarão “a tropa” e seu móvel estará perdido.

É claro que, infelizmente, algumas grandes discussões acabam acontecendo devido ao estresse do dia-a-dia; e, de qualquer modo, é sempre em casa que os problemas devem ser discutidos: se possível, quando o cansaço e o desânimo tiverem cedido. Graças a Deus este fato possui uma explicação inteligível…

É em nosso lar que nos desligamos de tudo o que está lá fora. No ambiente de trabalho não podemos dizer certas coisas para o nosso chefe e, ao contrário, quase sempre temos que baixar a cabeça e aceitar tudo, para não perder a simpatia ou a vaga.

Em casa as coisas não funcionam assim: Deus especificou uma “ordenação” para o lar cristão, que é a única fórmula de evitar a desgraça de uma separação ou coisa pior, e o casal tem que cumprir as ordenanças de Deus se quiserem mesmo receber dEle proteção e bênçãos! A organização da hierarquia e a eliminação de qualquer infidelidade (pela rígida castidade voluntária assumida na vida extraconjugal) são os dois pontos mais importantes e decisivos para a paz no lar: só para citar dois exemplos…

Todavia e lamentavelmente, mesmo os lares cristãos podem se transformar num verdadeiro campo de batalha, quando um dos cônjuges ou os dois não decidem as coisas de joelhos no chão, ou quando deixam o ego ultrapassar a humildade de Cristo. Com efeito, por causa das tristes estatísticas a respeito, preparamos algumas orientações que poderão ajudar ou reforçar o “Manual do Bom Cônjuge*” que as páginas da Bíblia sutilmente apresentam. Elas virão a seguir. Veja…

1 – Cuidado com a (des)carga de estresse

Mulher estressada-2Da mesma forma que deixamos nossos problemas pessoais longe do ambiente de trabalho, precisamos deixar os nossos problemas profissionais do portão de casa para fora. Lembre do perigo de descarregar suas frustrações profissionais e pessoais em pessoas que nada tem a ver com suas irritações, principalmente se fizerem parte de sua família e constituírem o objeto mais precioso de seu coração. O que você deve fazer nessas horas é ficar sozinho em oração, ou no máximo conversar racional e descontraidamente.

2 – Controle, controle MESMO, a sua raiva

Se e somente se algum dia discutir com seu cônjuge, não erga a voz; pondere sempre; e, caso ele ou ela ergam a voz, lembre a ele ou a ela que não precisa gritar (falando com carinho, diga assim: “amor querido: você pode falar mais baixo que eu ouço”). Como um crente no Senhor Jesus, ele/ela provavelmente abaixarão o tom de voz e com isso estarão a meio caminho do término da discussão e do abraço da paz.

3 – Os problemas do casal, são problemas do casal

Evite falar mal das atitudes de seu parceiro para amigos ou amigas: os problemas do casal devem ser resolvidos somente pelo casal, e não por terceiros. Isto dizemos pensando em casais cristãos que nunca chegam a um ponto de atrito tão sério que necessitem da regra de Mateus 18,15-17. Porém, se já são um casal antigo e as discussões estão a ponto de perder o controle, então a regra a ser aplicada é mesmo a de levar o caso para terceiros, mas estritamente aos terceiros descritos em Mateus 18,15-17 (se for, por exemplo, um psicólogo de sua própria igreja, melhor ainda). Este cuidado é indispensável: não sabemos quem possa estar interessado em ver nosso lar desintegrado por desavenças. Aliás, sabemos muito bem, o cão.

4 – Podem ou aparem suas arestas

Podem suas arestas-3Todos nós somos diferentes um do outro e, quando essas diferenças são postas a viver juntas, muitas vezes suas pendências com Deus terminam por minar a relação, e assim podemos conduzir o casamento para o abismo, se não tivermos espiritualidade suficiente para deixar Deus dirigir a nossa casa. Matrimônio é, a rigor, uma convivência impossível, exceto se Deus for de fato o Senhor do casal, e cada cônjuge esteja perfeitamente afinado com as regras dadas pela Bíblia para cada um dos sexos. Somos seres completamente diferentes que se apaixonaram e decidiram compartilhar suas vidas, e Deus sabia do imbróglio que isto poderia proporcionar, e por isso deixou a estrutura do lar a cargo dos leitores fiéis das Escrituras.

5 – Falta de sexo não é o problema!

O sexo entre cristãos é completamente diferente do sexo praticado no mundo, e esta é uma verdade raríssima de se ouvir hoje em dia, pois a maioria dos padres e pastores tem por certo que aquilo que o mundo sente em relação ao sexo (e aquilo que a mídia mostra) é também o sentimento dos crentes, por serem seres humanos iguais aos mundanos! Isto é um erro terrível, e deve, com urgência, ser encarado como tal. Cristãos são almas regeneradas, almas espiritualizadas, cujo corpo não obedece mais aos instintos, e possuem autocontrole exemplar para a sociedade (pelo menos DEVERIA ser assim!). Logo, um crente jamais deveria utilizar a desculpa da falta de sexo ou menos sexo para alfinetar um ao outro. Todas as diferenças e problemas precisam ser solucionados de maneira sábia e adulta, como ensina a Palavra de Deus.

6 – Não se levante contra velhos hábitos do cônjuge

Homens jogando futebolNão se levante contra algo que sempre fez parte da vida de seu marido. Por exemplo: quando vocês namoravam, ele jogava futebol todos os domingos das 14 às 18; você conviveu com esse costume dele durante os quatro anos que namoraram antes de casar; assim não seria justo de sua parte querer mudar as coisas depois de casada, sobretudo coisas que já fazem parte da realidade dele.

É preciso saber reconhecer o seu valor enquanto “item tardio” na vida do(a) outro(a), pois você chegou muito depois de ele/ela ter consolidado sua atual maneira de ser. Assim, respeitar a vida pregressa do outro é fundamental e é um ponto muito forte a favor da humildade espiritual que Deus exige de todos nós. Continuar aceitando o que aceitou no início da relação é a chave-mestra para um casamento feliz, aquele que chamamos de “Casamento-a-Três”.

A única exceção é se tratar de um mau hábito (por exemplo, beber com os amigos): neste caso, sem criticar jamais, leve-o a refletir se o tal hábito está de acordo, não com o que você quer, mas se combina com a espiritualidade cristã e com a vontade de Deus. Em último caso, se for algo que passou a incomodar a sua vida-a-dois, não tente você a mudá-lo(a). Em vez disso, dê-lhe um livro que fale no assunto ou convide um amigo de confiança (pode ser seu padre ou pastor) para uma conversa, avisando ao convidado para usar estratégia e não ir direto ao assunto, e muito menos contar que foi ideia sua. Ao final, prepare-se para aceitar o resultado da melhor maneira possível. Se seu esforço não deu resultado, deixe o nó cego para Deus desatar: Ele entrará em ação, do modo dEle.

7 – Bom humor, sempre!

RABUGENTO-RINDO1Manter o bom humor é extremamente importante em qualquer relacionamento, sobretudo na vida conjugal. É com ele que enfrentamos os problemas com confiança e sociabilidade, e assim relaxamos para encontrar as soluções. Logo, se você estiver de mau-humor, prometa para si mesmo o seguinte: antes de fazer qualquer coisa, reflita a respeito da situação que o levou a ficar alterado. Caso for algo profissional, deixe o problema fora de sua casa. Caso seja doméstico ou na pessoa de seu/sua cônjuge, tente facilitar um momento para sentar e conversar com ele/ela sobre o que lhe incomoda (usando a Bíblia como exemplo para vocês dois, como sempre). Se isto não resolver, talvez deva ser o caso de tentar a solução contida em Mateus 18,15-17.

8 – Não deixe de se cuidar

Procure manter a organização interna do lar em tudo, até na boa forma física do casal, ao contrário do que acontece nos casamentos mundanos, onde os casais relaxam (em diversos campos do relacionamento) e param de se pentear, de se vestir bem, de passar perfume, passam a arrotar na frente do outro, soltam gases, não passeiam mais juntos, não fazem mais qualquer exercício físico, etc., denotando descuido com a própria relação (e não ponham a culpa no trabalho e muito menos na igreja!). Além do mais, deve-se manter cuidado com certas intimidades, pois “acidentes” podem acontecer.

9 – Não deixe de observar e recompensar o bem

Dando anel de diamanteNão deixe de apontar as virtudes de seu cônjuge; não deixe de observá-lo com ternura; não deixe de fazer carinho e de estar perto da pessoa que escolheu para viver até o último dia de sua vida. O “Casamento-a-Três” fortalece os laços de amor entre os dois e Deus, mas são as atitudes que perpetuam e fortalecem esses laços; portanto, não pense que depois de casar não precisamos mais “conquistar” o outro ou que não precisamos mais ser gentis; pelo contrário: é depois desse marco de nossas vidas que precisamos mostrar ainda mais aquilo que verdadeiramente sentimos e o que já avançamos em nossa espiritualidade. Lembre daquela linda máxima que diz: “Grande homem não é o que ama muito cada mulher que arranja, mas aquele que ama cada dia mais a única mulher que escolheu”.

10 – Reservem sempre um tempo para oração

Todas as orientações dadas aqui podem variar de acordo com os hábitos mentais das pessoas, mas em essência são aquilo que de melhor se pode colher da instrução bíblica para a vida conjugal, como ensinaram todos os grandes terapeutas cristãos da família. De qualquer modo, a boa vontade para com o casamento é decisiva, pois ambos têm que manter acesa a chama do primeiro amor, a vontade de ficar juntos, a atração que os motivou a jurar fidelidade eterna até que a morte os separe, enfim, a (pré)disposição do coração para com o futuro a dois (e a três). Enfim, para coisas assim darem certo é preciso que ambos decidam fazer de tudo pelo bem do casal, pois até mesmo a felicidade deve ser conversada, compartilhada e trabalhada para que ela tenha presença garantida no lar cristão.

(*) Este Site tentará compilar todas as lições do Manual para a formação de um bom cônjuge e, em conseguindo tal feito, disponibilizará uma página especial para ele.

 

Sobre John Valente

Prof. John Valente - Especialização: relacionamento conjugal cristão; Formado em Administração de Empresas e Teologia, especializou-se em Ciências da Religião, e participou de diversos cursos e treinamentos na área de relacionamento conjugal, inclusive o Seminário de Relacionamento Afetivo da “Agência de Casamento” que lhe apresentou à sua esposa.
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