O que fazer para seu casamento ir bem?

Orientações para ajudar a manter o bom funcionamento de uma relação conjugal nestes tempos de crise, especialmente em relação às crises interiores, sejam elas do lar ou dos corações envolvidos.

Casal feliz em piquenique-1Muitas pessoas no mundo, ao se casarem, acham que já fizeram tudo que é necessário para serem felizes: já quitaram as dívidas da festa, compraram casa, apartamento, móveis, etc.; já fizeram a lua-de-mel dos sonhos, já curtiram e comemoram muito esse passo decisivo na relação e agora é só compartilhar suas vidas e seguir rumo ao futuro.

Os dias vão passando e o amor parece ir na mesma profusão de sentimentos. Depois os dias vão se tornando em meses, os meses em anos e, inesperadamente, em algum ponto da caminhada, percebe-se que o relacionamento perdeu alguma coisa pelo caminho. O que terá sido? A saudade é aquela visitante prazerosa que aparece de vez em quando para nos fazer pensar que o amor, aquele sentimento que julgávamos perfeito, se diluiu no decorrer dos anos, e então um sinal de desânimo começa a se insinuar em nosso coração. Isto que para nós cristãos é um pesadelo dos piores, nas relações mundanas parece ser uma dor anestesiada que se mistura à malícia de desejar “carne nova”, ou uma relação extraconjugal.

“Remédios” que podem ajudar contra esses perigos

O amor é o melhor remédio-2Apesar de assumirmos, perante os convidados de nosso casamento, que a partir daquela data nós “somos um só corpo” (como diz a Bíblia), as coisas na prática podem não funcionar bem, e então é chegada a hora de pensar com a cabeça e deixar o coração de lado (afinal foi isso que Jesus sugeriu em Mateus 15,19). Para efeito da cerimônia na igreja e para a sociedade, sim, a expressão cabe; mas não para a vida em si, pois o ser um só corpo precisa ser vivenciado com total maturidade e espiritualidade.

Após aquela linda cerimônia, os dois continuam sendo duas pessoas distintas, com sonhos, desejos, defeitos e qualidades. Pessoas que decidiram se unir em nome do amor e que acabam construindo um sonho juntos, sim, mas isso não quer dizer que seus sonhos particulares devam se perder. É preciso encontrar o equilíbrio entre as coisas compartilhadas e as mantidas intactas em nós, pois ambas são fundamentais para levar o matrimônio até que a morte os separe.

As preocupações da vida acabam asfixiando o bom ambiente entre o casal e levando para longe os momentos íntimos. Com isso, as palavras aos poucos vão deixando lugar para gestos e tensões, criando hiatos de silêncio entre o casal (tudo isso sem contar com a presença de filhos, que muitas vezes até aumentam os hiatos, sem querer, criando abismos perigosos que o casal precisará de muita fé e carinho para transpor).

“Remédios” que podem evitar que o casamento caia no silêncio

Maior-desafio-1Não estamos dizendo que ter filhos significa “colocar o casamento em risco”; pelo contrário, isso simplesmente coroa a relação séria que o casal assumiu com Deus, que mais do que ninguém, deseja consolidar. Entretanto, é preciso ter consciência de que, antes dos dois serem casados ou serem papai e mamãe, o casal era um par enamorado, que estava muito feliz com passeios, viagens, diversão, etc., e todas essas coisas simplesmente não podem ser retiradas daquele romance eterno que constitui o “Casamento-a-Três”.

Por isso o casal precisa separar um momento exclusivo para viverem, a vida toda, aquelas situações que os fizeram felizes antes de se casarem, e os fizeram se apaixonar e subir ao altar. Claro que nós vamos mudando em tudo, às vezes até no nosso bom humor, e isso muito mais se levarmos em conta as influências da sociedade moderna, verdadeiro veneno com gosto de mel. Seja como for, e por mais que estejamos vigilantes para com a nossa espiritualidade, será sempre algo a se acostumar o fato de sermos “obrigados” a dormir a vida toda com alguém que até o último dia de nosso namoro, estava acostumada a dormir de maneira completamente diferente do modo como dorme um casal casado.

RIR é o melhor remédio-1Por tudo isso é que a nossa disposição de ânimo é tão importante para a saúde do casamento, e o marido e a esposa devem se programar para separarem um tempo exclusivo para a curtição dos dois. Até sair para dançar, apenas os dois, é uma ótima saída, mesmo que seja um casal cristão: quem disse que Deus proibiu o marido e a mulher de dançarem, se Ele os permitiu transarem? Que piada é essa? (Tudo isso sem falar dos programas comuns, como ir a um cinema, a um restaurante romântico para um jantar à luz de velas, ou fazer qualquer outra coisa que eles gostavam de fazer quando namoravam!).

De novo: Tirem um tempo para si próprios; deixem os filhos na casa dos avós e aproveitem um final de semana para revisitar os lugares saudosos de vosso amor e, com isso, reencontrar aquele jovem e aquela jovem que se apaixonaram e subiram ao altar de Deus, prometendo todo o coração até o encontro final com o Senhor.

Sentar para conversar também é muito bom, deixando de fora assuntos relacionados a supostas crises do casamento e sem fazer DR (discutir a relação), obviamente. Quem discute a relação não percebe que esta é a melhor maneira de satanás encontrar uma brecha para gerar um atrito, um conflito, uma briga ou uma mágoa, que só serve para infelicitar o casal. A chamada “DR” só deve ser um recurso procurado quando de fato o conflito já tiver se instalado, mas mesmo assim deve ser tentada com cuidado e carinho, e muitas vezes com ajuda profissional (ou espiritual, de seu pastor ou igreja). Faltar a DR pode; o que não pode faltar é “CR”, curtir a relação.

 

Sobre John Valente

Prof. John Valente - Especialização: relacionamento conjugal cristão; Formado em Administração de Empresas e Teologia, especializou-se em Ciências da Religião, e participou de diversos cursos e treinamentos na área de relacionamento conjugal, inclusive o Seminário de Relacionamento Afetivo da “Agência de Casamento” que lhe apresentou à sua esposa.
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