O que está por trás do desejo é muito pior do que ele…

Um artigo pesado sobre a questão do estupro coletivo ilumina uma área da sociedade até então soterrada na hipocrisia e na mentira, deixando expostos os piores sentimentos humanos (na verdade desumanos) aos olhos de todos, e nos fazendo, enojados, refletir sobre a frequente “inutilidade” das propostas de santificação da Humanidade.

Quem está por trás das orgias-4Atenção: A leitura deste artigo deve ser feita apenas após a leitura de um outro excelente artigo, que o leitor encontrará clicando NESTE link por nós sugerido.

Esta Agência tem se esmerado na reiteração de um tema assaz perturbador, a saber, a inexorável perversão humana da pós-modernidade, aquela centrada sobre o atual afrouxamento moral do mundo e sobre a insidiosa aceitação passiva da permissividade sexual, na qual tudo é aceito, tudo é degustado, inclusive a inclusão de crianças nas “rodadas” sexuais de adultos. Este site tem sido um verdadeiro arauto na denúncia da perversão sexual como prova da rejeição social da moralidade cristã, a tal ponto que nem é mais preciso acrescentar alguma coisa às dezenas ou centenas de artigos publicados neste mister. Inobstante e contudo, agora um novo e mais horripilante cenário descortinou-se diante de nossos olhos, a saber, a introdução de práticas violentas de penetração, expressão mais clara para estupros, sejam eles praticados por bandidos ou “aparentes cidadãos pacatos”.

Pior, as sevícias a que nos referimos agora já assumiram sua fisionomia mais diabólica, a saber, o estupro coletivo de indefesos, sobretudo mulheres mal saídas da adolescência, cujos infortúnios quase sempre escapam dos noticiários pelo medo da denúncia infligido pelos criminosos sobre suas vítimas. Não fossem raros espasmos de coragem desesperada, a sociedade hipócrita mal chegaria a saber de tais ocorrências, e o inferno marcharia incólume e vitorioso até sua apoteose sórdida!

Graças a essas poucas vítimas que abrem a boca contra toda a insegurança de que também é vítima num estado desgovernado e machista, nós temos a tristeza de saber e o dever de divulgar mais uma prova inconteste de que a Humanidade caminha para a barbárie, ou retorna para ela, ao invés de a estar reprovando e enterrando sobre toneladas de concreto (como faria se estivesse sendo devidamente evangelizada!).

Foi também devido a essas poucas vítimas corajosas que revelam seus momentos de terror que o articulista brasileiro (especialista em outros assuntos, mas ótimo divulgador de temas “insólitos”) Philipe Kling David publicou em seu Blog “Mundo Gump” uma matéria de peso, um texto portentoso sobre as “razões macabras” por trás do vício masculino de estuprar e violentar mulheres. Isto posto, este artigo do Ca3 deverá, tanto quanto possível, utilizar pensamentos – talvez até expressões – de David para espalhar o horror por ele explicitado, único sentimento extraível por quem tem o mínimo de saúde mental para lê-lo e entendê-lo.

Philipe Kling David e o Mundo GUMP

Philipe Kling David “arrasou”…

Pontue-se “saúde mental para lê-lo e entendê-lo” como um ponto chave, dadas as inequívocas demonstrações de conivência implícita desta sociedade perversa e corrupta (para usar palavras de Jesus) para com a liberdade sexual total, que é a pura irresponsabilidade e a flagrante violação dos direitos fundamentais da vida, além de ser o sonho macabro de todos os pervertidos do mundo!

Philipe K. David foi genial em sua abordagem. Ele não poupou nenhum leitor de empurrar-lhe goela a dentro todos os horrores encontrados nas cenas de estupros, ao ponto de incluir a noção estarrecedora – filosoficamente – de que o estupro parece parte integrante da condição de “SER macho”, e aqui entramos para acrescentar “ser macho sem Cristo”. De fato, voltando ao velho tema por nós tão batido de todas as desgraças advindas da Queda do Homem, o desejo de estuprar mulheres – que a Queda ensejou – foi mistagógica e espiritualmente retransmitido inclusive para os animais, como numa espécie de “contágio infernal”, como se o único objetivo do inimigo fosse a mera curtição da dor alheia como parte do “sublime” prazer de desmoralizar e desintegrar o Reino de Deus, em sua parte terrestre chamada Jardim do Éden.

Com efeito, se alguém duvidava que o inferno tinha sido galgado para a superfície de Tellus, agora não mais encontra razão para descrer disso, uma vez que o único futuro aparentemente oferecido para a Humanidade é o da convivência com os demônios, quando a sociedade enfim tiver “engolido” a diabólica noção de que “as crianças também têm direito ao prazer sexual”: aqui todos verão, finalmente, o fim de tudo. Os demônios terão vencido…

Terão vencido se e somente SE o Senhor da Santidade e do Amor não fizesse nada para se opor ao caos, cuja duração não passará da idade da Terra, ou melhor, da era da igreja. Porquanto uma vez iniciado o Juízo Final pela conclusão do período da Grande Tribulação (ápice do terror e da perversão), Deus enxugará todas as lágrimas de todos os olhos e a dor terá sido extinta para sempre. Este é o quadro futuro profetizado, e o prognóstico é seguro por vir do próprio Deus. Mas voltemos ao artigo de David.

Golfinhos falandoO eficiente pesquisador nos brinda com informações assaz perturbadoras. Sua descrição da prática do estupro em todos os quadrantes da vida biológica deste planeta corrompido talvez nem chegue a espantar quem já estuda a perversão humana há décadas, embora é devastador ouvir que até animais aparentemente pacatos e inteligentes – como os golfinhos –, que podem inclusive estar na remota raiz genealógica do próprio Homem, constitui uma bofetada difícil de suportar, não apenas por ser incrível, mas por ser desmoralizante, apontando o dedo diretamente para nós, criaturas aparentemente mais “evoluídas” que os golfinhos.

Pior: os macacos também estupram! As mulheres poderão então dizer: “Macacos me mordam, mas não me estuprem!”. É uma bofetada com manopla! E nós homens de bom caráter (“existe isso???” – David nos autoriza a perguntar isso!) somos forçados a perguntar, com razão: onde ficam as mulheres? Cadê o ar para elas respirarem? O que restou de espaço para elas? Que mundo elas ganharam após a Queda de Adão? Não lhes impomos um planeta onde sua única saída seria o suicídio? Enfim, são perguntas que nos dão náusea e cheiro de vômito, se olharmos para nós mesmos!

A imundície começa quando, ao olharmos para nós mesmos, enxergamos o mar de lama que nós próprios trouxemos para este mundo, e que nenhuma solução se apresenta se não houver a ocorrência de um prodígio duplo (a união da vontade santa de Deus com um milagre de santidade em nós), e sem ele nada mais veremos a não ser a ampliação ou “elevação” do inferno! Ou seja: se nada for feito – se Deus fosse irresponsável ou impotente – não haveria mais futuro algum, como uma galáxia que entra por um buraco-negro.

Moça fugindo de estupro coletivoCom efeito, alguns raciocínios podem ser tentados enquanto não conversarmos sobre a única solução já citada. Assim sendo, permitimo-nos meditar que o que espanta nisso tudo é descobrir que o que estava a ditar o desejo sexual – desde os primórdios – não era a mera satisfação da tensão ejaculatória (até certo ponto “normal”), mas sim a crueldade humana propriamente dita, que nestes casos se direciona para a violência pura e simples, gozando mais quando a vítima é uma mulher que grita de dor! (Porquanto o ‘consenso’ dos homens imorais levado pelos impulsos da testosterona fatalmente os reunirá para o sacrifício das mulheres ou de uma mulher em particular, já que o estupro de uma só por muitos machões é o que garante maior resultado em termos de satisfação das fantasias eróticas mais sórdidas. I.e., quando há muitas mulheres envolvidas, o consenso prevalecente geralmente é o da prática da suruba, e não a do estupro, que dificilmente encontrará consenso pelas ‘vítimas’, mesmo no meio das vadias mais depravadas dos subúrbios sombrios! Logo, é a covardia e a crueldade das cópulas de muitos homens com uma só mulher que seduz a escória do submundo, como sendo uma concessão consciente da Humanidade a convidar demônios para o “festim diabólico”! Isto é o mínimo que podemos deduzir se analisarmos bem fundo até onde chegou a perversão da Humanidade).

Na alvorada de um tempo sombrio, mas que é véspera da chegada do Reino de Deus, o Criador ainda está permitindo à Humanidade encontrar alguma luz no mundo, enquanto houver Bíblia por aqui e enquanto ainda houver uma alma boa, como ficou exemplificado no caso de Sodoma, com o justo Ló. O problema é que as almas boas, conquanto ocultas pela carne densa, não deixam provas de sua confiabilidade, e por isso a crença geral é de que elas não existem (e com razão nestes tempos loucos).

Tão violenta época vivemos e tão degenerados ficamos que até a Obra Sagrada de Evangelizar está “obscura” nestes tempos pós-modernos, e o resultado é a ausência total de confiança no próximo (às vezes nem quando o próximo é pai ou mãe ou filho!). Com o respaldo de verdades aterradoras como as descritas por Philipe K. David e com a luz do Evangelho que o endossa dizendo “os inimigos do homem serão os de sua própria casa” (leia-se “os inimigos da mulher serão os de sua própria casa”), a única e última missão dada a nós será a de salvar almas, sem dúvida, mas somente se começarmos por nós mesmos!

 

Sobre John Valente

Prof. John Valente - Especialização: relacionamento conjugal cristão; Formado em Administração de Empresas e Teologia, especializou-se em Ciências da Religião, e participou de diversos cursos e treinamentos na área de relacionamento conjugal, inclusive o Seminário de Relacionamento Afetivo da “Agência de Casamento” que lhe apresentou à sua esposa.
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