O desastre dos casamentos “mistos” e seu desabono pela Bíblia

A Palavra de Deus pede com ênfase que o homem não case com uma mulher que tenha religião diferente da sua e vice-versa, e isto é tão sério que a diferença não deve existir nem mesmo entre denominações cristãs!

casal-judeu-israelenseA Palavra de Deus é amiga, é mãe, é prudente e é antes de tudo ponderadora, bem ajuizada e equilibrada no bom senso, como jamais se vê em qualquer outra fonte de informação para a alma humana, nem mesmo em livros de auto-ajuda. E antes de iniciarmos este artigo, é bom o leitor lembrar que aqui há uma semelhança incrível entre o caráter “maternal-equilibrado” da Bíblia e o da Igreja, cujo lema geral incrustado em todas as suas ações é, justamente, ser mãe e amiga da Humanidade.

Por que cargas d’água a Palavra de Deus recomendaria (ou proibiria) o casamento entre pessoas de religiões diferentes? (Malaquias 2,10-12). Não foi o próprio Cristo que, instado a separar bodes e ovelhas, manteve juntos o joio e o trigo até o fim dos tempos? (Sim, Ele viu “vantagens recíprocas” na convivência conturbada entre os extremos da santidade e da depravação, quase contrariando Paulo que perguntava: “Que comunhão pode haver entre a luz e as trevas?”)…

O Perigo do Casamento MistoO mistério é grande e o buraco pode ser mais embaixo. Tentando ser o mais racional possível, talvez o motivo superior para a inteligência divina manter juntos o trigo e o joio seja que, na convivência diária, os pecados de ambos se esmerilhariam, lapidando as almas no enfrentamento diário das injustiças cometidas, o qual traz a lição óbvia de que a Justiça divina só é implantada ou restaurada quando é aplicada indiscriminadamente, ou imparcialmente, não importando os indivíduos, e sim as suas ações e ideias.

E o que tudo isso tem a ver com o pobre rapaz que se apaixonou por uma moça de outra religião e vice-versa? Ora, talvez o perigo comece justamente na paixão-cega do instinto, que por impulso descontrolado obriga a Razão a ficar presa a outra pessoa, independente de a inteligência já ter visto os riscos de desgraça que ali residem. Então, como Deus vê tudo com perfeição e antecipação, Ele deixou na Terra um “mapa de sobrevivência” (a Bíblia) no qual o perigo do casamento misto seria explicitado, ajudando homens e mulheres conscientes a evitar uma desgraça que mais cedo ou mais tarde cobrará os seus dividendos.

coloque-a-biblia-em-praticaMas precisa ser um homem e uma mulher conscientes, bem conscientes, tendo a Bíblia por sua regra de vida e de fé, e procurando cumprir dela todas as exigências morais santificadoras. Assim sendo, a regra de não se casar com uma pessoa de outra religião é absolutamente particularizada, voltada exclusivamente para o homem e a mulher cristãos, assim como a lei do divórcio é particularizada para casais não-cristãos (ou pelo menos deveria ser).

Porquanto Deus pressupõe que, uma vez entregue o coração a Jesus, a consciência espiritual leve o homem e a mulher salvos a buscar aquilo que de melhor se poderia fazer para se sobreviver na Terra (o “Casamento-a-Três”), e isto é, a rigor, aquilo que o próprio Jesus faria se estivesse no nosso lugar.

Briga_discussão_casal_conflitoEntão um cristão verdadeiro sabe – ou tem que saber – que a união com uma alma de outra religião poderá não apenas provocar sérios danos à educação dos filhos (lembrar que o matrimônio cristão tem a finalidade básica da procriação), como poderá até desencaminhar o espírito de cada um, levando o cônjuge cristão ao desequilíbrio e à insensatez, podendo até embaralhar a fé e perder-se no final. E nem se deve cogitar a questão de “QUEM sofreria influência maior: se o namorado(a) crente venceria a namorada(o) não-crente ou se o(a) não-crente venceria o(a) crente”, pois nestas coisas a melhor política é deixar para Deus os mistérios do futuro, e estes estão seriamente abalados na atual conjuntura, quando as falsas religiões estão seduzindo muitos seguidores de dentro do próprio Cristianismo, para vergonha nossa!

belmiro-de-almeidaFoi-se o tempo em que, munidos de sua couraça da justiça e escudos da fé, os crentes se sobressaíam vitoriosos em todos os embates da vida, e suas escolhas amorosas (namorados, namoradas, noivos e noivas descrentes) sempre fraquejavam suas forças na hora do confronto com a fé cristã, levando o(a) escolhido(a) à igreja de Cristo e até vendo o grande dia em que uma conversão grata e arrebatadora era comprovada na frente de muitas testemunhas. E quando o caso era de namorado ou namorada cristãos, um dos dois mudava de denominação por amor ao seu/sua amado(a) e pela condução deste ou desta à igreja do outro em longa frequência, e o escolhido(a) terminava por ficar na igreja do outro todos os domingos e perceber ali os valores morais de ter um(a) namorado(a) crente.

Pelo menos era esta a vontade de Deus. Era este o plano santo dEle (o Casamento-a-Três), corroborado por todas as páginas “familiares” do Novo Testamento, onde os apóstolos deram instruções de como o crente deveria proceder para enfrentar, casado, a difícil luta pela sobrevivência num mundo caótico (já que sobreviver num mundo imoral sem estar casado era muito mais difícil, com o irresistível risco de cair nas malhas da depravação e da promiscuidade).

Log de Casamento-a-Três Transparent (180 x 250)Então está claro o que Deus queria e o que Ele ainda quer, sendo um Deus que jamais muda nada em suas leis eternas. Ele quer o lar cristão, ou o lar doce lar dos seus filhos adotivos. O lar que obedece a uma só Igreja, e não uma casa vadia onde o homem vai ao culto e a mulher à missa. De fato, Deus queria o “Casamento-a-Três”, que é o matrimônio perfeito de uma casa com o respeito entre os cônjuges e a obediência dos filhos aos pais. Um domicílio feliz onde há culto espiritual e submissão à Palavra de Deus, e onde os pecados do mundo não penetram. Se possível, um lar onde as crianças freqüentem uma escola cristã, e onde os professores também sejam crentes genuínos no Senhor Jesus, felizes com sua missão de educar para a santidade do mundo.

Finalmente, após todas essas ponderações plausíveis para o crente leitor(a), a sua missão é, se ainda não está namorando ninguém, procurar somente um(a) namorado(a) crente, se possível de sua mesma denominação (se possível talvez até de sua própria igreja!), sem contar as avaliações preliminares do caráter e da integridade moral e familiar do(a) pretendente. Tudo em nome de se buscar, com a devida antecipação, a futura construção de um lar onde Cristo seja o centro, e onde a ordem e a decência tenham lugar no cotidiano, visando a criação e educação das gerações seguintes. Mas se você já está namorando e se já errou na escolha, então cuidado! Fique atento! Nunca tire os olhos da Palavra de Deus, quando é ela quem aponta os perigos de uma escolha errada.

Sobre John Valente

Prof. John Valente - Especialização: relacionamento conjugal cristão; Formado em Administração de Empresas e Teologia, especializou-se em Ciências da Religião, e participou de diversos cursos e treinamentos na área de relacionamento conjugal, inclusive o Seminário de Relacionamento Afetivo da “Agência de Casamento” que lhe apresentou à sua esposa.
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