Já casamos… Mas COMO casamos?

Ao contrário dos casais mundanos, o casal cristão leva o casamento tão a sério que sempre reserva um tempo para analisar o estado emocional da relação, conscientes de que aquele amor, embora sacramentado e cultivado por Deus, precisa ser cuidado e regado até a última gota d’água.

Casamento na praia-2Se você já casou e ainda está como que vivendo uma lua-de-mel, onde ainda nem chegou a sentir qualquer “desafinidade” entre você e seu/sua cônjuge (naquela época maravilhosa onde não há receio algum de nada), então este artigo foi escrito para você. Assim sendo, em primeiro lugar, não perca a realidade terrestre de vista, e mantenha-se lembrando que “o mundo inteiro jaz no maligno” e que seu casamento (mesmo se tiver sido um “Casamento-a-Três” como ensina ESTA Agência) também constitui um relacionamento humano, e todos os relacionamentos humanos são complicados (para não dizer coisa pior), mas isso não quer dizer que sejam impossíveis.

É aqui que entra a sua fé. Seu Casamento não pode jamais ter qualquer semelhança com os casamentos mundanos, pois no mundo se casam sempre dois (às vezes duas, às vezes três, no mau sentido, e muitos outros absurdos abominados por Deus). Assim, se você fez o verdadeiro Casamento-a-Três e se tem boa vontade cristã de fazer a sua parte na obediência ao Senhor, então pode dormir tranqüilo e feliz, mas jamais cochile nas suas responsabilidades e nunca permita qualquer brecha para a negligência na aplicação da Palavra de Deus.

Este artigo servirá prioritariamente como orientação para o cristão que tenha casado com uma não-cristã ou ‘novata’ na fé, ou para uma cristã que tenha casado com um não-cristão ou novato na fé, situações que constituem uma complicação muito maior, e onde a santidade e a espiritualidade precisam estar muito mais elevadas no convívio com Deus, sob pena de o futuro ensejar a chegada de um problema insolúvel, que fatalmente poderá terminar em divórcio.

Neste caso, pode-se iniciar dizendo que nem sempre a fonte de nossos problemas provém de nossa parte (mas quase sempre é), e por isso é extremamente importante o casal, além de estudar a Bíblia juntos, manter o mínimo diálogo espiritual e terem abertos os seus corações ao perdão, à compreensão e às opiniões um do outro. Quanto aos demais casais, aqueles que fizeram o Casamento-a-Três e estão bem afinados com a disciplina bíblica para o lar cristão, este artigo servirá sim, mas muito mais como “espelho” de autoanálise para o casal seguir bem antenado com a vontade de Deus.

E quando meu parceiro parece não ouvir o que eu digo?

Surdo-1Às vezes nosso cônjuge parece não prestar atenção naquilo que precisamos, ou naquilo que sentimos, e estas duas desatenções podem iniciar uma ferida que demore a sarar ou aumente com o tempo, fazendo a relação correr riscos desnecessários.

No primeiro caso, não espere que seu parceiro perceba o que você precisa; muitas vezes aquilo que precisamos é mais psicológico/emocional do que material; ou seja, evite frustrações dizendo o que de fato precisa. Às vezes a vida nos consome de tal maneira que, infelizmente, algumas coisas acabam passando sem que nos toquemos absolutamente.

Assim sendo, observe seu parceiro e escolha aquele “momento ideal” para dizer, com delicadeza, aquilo que é importante para você. Não invente de falar quando estiver assistindo algum filme interessante ou revisando algum trabalho importante. Escolha aquele momento no qual será para ele/ela um prazer de ouvir e não uma obrigação. Não se esqueça de que, da mesma forma que você tem uma vida psicológica e um universo mental distinto de todo mundo, ele/ela também tem, e precisam praticamente das mesmas felicidades objetivas e subjetivas.

Se chegar a discutir, seja sempre num tom educado

Sejamos francos: discussões são comuns e muitas vezes até importantes para o crescimento da maturidade individual, e do relacionamento, por tabela. Porquanto é 100% verdade que a grande Escola da Vida (criada por Deus) tem como base de sua pedagogia o resgate da Razão mediante o aproveitamento didático dos nossos erros, com os quais aprendemos os nossos pontos fracos/falhos, e onde precisamos, na próxima vez, acertar para que tudo corra bem, conforme a vontade de Deus. Ou seja, discutir é até saudável, desde que ambos mantenham a divina promessa de que se trata de um acerto prazeroso e didático entre amigos, no qual controlar o tom de voz e medir bem as palavras seja parte essencial do acordo. Jamais esteja em suas mentes qualquer influência das telenovelas, que só mostra casais desajustados brigando (como na figura abaixo), e pior, acaba ditando a moda que faz escola em todos os lares sem Cristo.

Casal brigando-001Algo muito importante para o casal ter uma vida feliz e harmoniosa é possuir plena certeza de que os dois – ainda – são seres humanos e não esperar a perfeição, mesmo quando a vida de cada um esteja em dia com a santificação da Palavra de Deus. Neste clima ideal, para quem fez o correto matrimônio na igreja (“Casamento-a-Três”), é seguir mantendo conversas sinceras e honestas, e cuidar para não confundir a opinião do outro com o seu caráter, etc. Se os dois já tiverem atingido este nível de maturidade cristã, nem se importarão de dizer, cara a cara, o que agrada ou não ao outro, e o outro também não se chocará, pois entenderá muito bem este requisito para a santificação recíproca desejada por Deus. Verão então, bem às claras, que o importante é deixar tudo em luz forte e pratos limpos.

De todo modo, se entrarem numa discussão e perceberem que o outro está elevando o tom da voz, lembre-se de ouvir com mais atenção ainda, procurando, em silêncio e humildade, identificar A RAZÃO por trás do grito. Lembre que pode ser um grito de socorro ou até uma profecia, e Deus pode estar usando a boca de seu cônjuge. Ainda vale mais o que acabamos de dizer, porque quem estiver ouvindo deve se perguntar, no íntimo: “terei eu alguma culpa de algum erro que o levou a altear a voz comigo?”. Você verá que seu período de silêncio, no mínimo, lhe aclarou mais a cabeça e, passada a tempestade, você poderá perguntar, sem gritar: “você pode me dizer aonde eu errei?”. A Escola de Aprofundamento Teológico, ligada a este Site, oferece um ótimo guia para este caso, e você deve lê-lo por completo NESTE link.

Série-Libras-Sinal-de-Pensar2Se a resposta for racional e convincente, peça perdão e prometa em voz alta a correção, ou procurar lembrar deste dia para não cair mais no mesmo erro. Se a resposta não for racional nem convincente, mesmo assim espere um pouco para recomeçar a conversa gentilmente, explicando onde é que ele/ela faltou com a lógica e gritou sem razão. É assim que discutem casais crentes, mas somente quando a esposa não se adequou à exigência de silêncio solicitada pelo apóstolo Paulo [este Site oferece um livro especial para entendimento do silêncio da mulher, chamado “Eu obedecê-lo?”, e ele pode ser acessado gratuitamente clicando NESTE link].

Por último, caso você tenha mesmo “pisado na bola”, o melhor que você tem a fazer é baixar a cabeça e ouvir tudo quieto/quieta, e correr para pedir perdão (até “de joelhos” se for preciso): não existe nada mais demoníaco do que um condenado pego em flagrante jurar por todos os santos que não é culpado. Parece coisa do “pai da mentira” que você já conhece (João 8,44): não perca tempo: expulse este demônio do seu coração, com urgência, antes que seu casamento esteja em risco perante a sociedade e perante seu Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Relacionar-se com as pessoas, independente do tipo de natureza da relação, é sempre delicado, e precisa de muita compreensão e bom-senso. Em hipótese alguma podemos empurrar nossos erros para debaixo do tapete, ou para que apenas a um lado caiba a responsabilidade de tudo o que é dificultoso no relacionamento. Pior, em muitas situações, os problemas acontecem apenas por reações erradas que manifestamos, sem usar a Lógica para agir como um ser humano racional, e agindo como um animal irracional. Neste caso, e em todos os outros, devemos, antes de julgarmos o nosso parceiro, pensar em nossas próprias atitudes, tal como ensinou Jesus em Mateus 7,1-5. Isto fecha toda a questão das questões discutidas, com chave de ouro.

 

Sobre John Valente

Prof. John Valente - Especialização: relacionamento conjugal cristão; Formado em Administração de Empresas e Teologia, especializou-se em Ciências da Religião, e participou de diversos cursos e treinamentos na área de relacionamento conjugal, inclusive o Seminário de Relacionamento Afetivo da “Agência de Casamento” que lhe apresentou à sua esposa.
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