Frase desastrosa na Paquerologia só traz infelicidade

Com ajuda destrambelhada da mídia de massas e com as altas taxas de analfabetismo e semi-analfabetismo no planeta inteiro, a Humanidade foi levada a acreditar que o amor é tão incerto quanto uma loteria e tão descontrolado quanto dança de bêbado…

Frase desastrosa da PaquerologiaPensar que existe uma onda no mar que segue sua progressão sem qualquer relação com o ciclo das marés, ou que uma tsunami chegaria às cidades costeiras sem que nenhum evento anterior o tenha desencadeado, é uma idiotice tão medonha quanto acreditar que o coração humano, sob influência direta de um animal racional (a mente humana), poderia levar o racional a agir como irracional e sair a perder o juízo.

Trata-se, isto sim, de uma severa confusão incrementada pela mídia (esta constituída de gente tão ignorante quanto sua audiência) e recebida de braços abertos pela consciência insuflada pelos instintos mais primitivos, cuja reincidência se deve à desobediência voluntária da Queda edênica.

A história humana planejada por Deus seria a do controle mental total do indivíduo sobre seus instintos animalescos, justamente como resultado da espiritualização do Homem pelo Espírito Santo, ainda no alvorecer da Humanidade. E aquele controle benfazejo desejado pelo Criador estava tornando o Homem cada vez mais “divinizado”, ao ponto de merecer o título de “deus” ou semideus nas palavras do próprio Deus, repetidas por Cristo no Evangelho de João (10,35).

Coração na mão-1Naquele ambiente divinizante e santificado anterior à Queda, o coração do Homem e da Mulher estavam na palma da mão, sob o mais rigoroso controle da mente consciente, e o amor que Adão tinha por Eva e esta por ele era de uma perfeição somente comparável ao amor dos anjos por Jesus, e a vida deles refletiria felicidade infinita, não fosse a influência de uma outra mente superior, mas maligna, a rondar as paragens do Paraíso.

Vindo a desobediência a Deus, esta pôs a rodar a diabólica máquina de perdição, na qual o seu primeiro desastre foi justamente o casal perder o controle sobre si mesmo, passando a estar à mercê de sentimentos duvidosos, inconstantes e desconfiáveis, gerando o clima interior apropriado para a chegada da infidelidade emocional, e com ela a infidelidade em todas as áreas. Estava aberta a temporada de caça, e agora, como em toda guerra, a mentira e a insegurança prevaleceriam, e ninguém mais encontraria razão para acreditar em ninguém.

Isto posto, todos os bons sentimentos e todas as racionalidades ensejadas pela espiritualização que Deus operou na mente do primeiro casal, estariam abaladas ou danificadas, e o ser humano mal poderia saber se suas sensações boas eram de fato boas, ou se alguém a quem sentisse afeição estava de fato sendo amada por ele, e vice-versa. A pior de todas as ignorâncias havia entrado no mundo, a saber, desconhecer-se a si mesmo, e depois disso, desconhecer seus próprios sentimentos, quando mal pode saber se quem fala em sua mente é o próprio indivíduo ou o inimigo a quem se entregou.

Jeremias = Armadilha do coraçãoCom esta consciência descrita acima (por Jeremias), a qual só pode ser alcançada mediante o processo complicado do Novo Nascimento ensinado por Jesus Cristo, aqueles que tiveram o seu coração de pedra transformado em carne podem de fato, ainda que sem uma lente 100% limpa, desconfiar que seu coração é muito traiçoeiro e corrupto (Jeremias 17,9) e assim providenciar uma tentativa de recuperação, para a qual a leitura da Bíblia, a vida de oração e a indispensável convivência com outros cristãos têm papel fundamental, sob pena de a maldição do Éden dar continuidade à entropia inexorável da alma humana.

Uma vez restaurada a saúde da alma e do espírito, o indivíduo finalmente poderia voltar ao autocontrole de suas emoções, passando a administrar com vantagens toda a sua vida sentimental, na qual uma relação a dois poderia proporcionar uma felicidade ímpar na face da Terra, comparável à alegria dos casais no Paraíso celestial. Neste sentido, nenhuma inclinação impensada tomaria conta da mente consciente, levando o homem e a mulher restaurados às escolhas corretas, racionais e vantajosas, formando casais cujo sentimento seria inabalável e 100% fiel, tal como foi fiel o amor de Cristo pela igreja.

Homem ensina mulher

A Bíblia diz como o homem e a mulher devem proceder para formar um casal feliz

Com efeito, a partir de então, nenhum namoro começaria pela simples paixão e muito menos pela atração física, pois o raciocínio recuperado dos cristãos consagrados os faria antever, com sobejas provas, a maldição que tais relacionamentos acarretam, sem contar as angústias da insegurança com as incertezas do outro(a) e o desespero de uma gravidez indesejada. Iniciando a aproximação, o namoro e toda a vida a dois pela escolha consciente e racional de uma alma cheia de afinidades e gostos idênticos, aquele casal caminha feliz e seguro na orientação divina, sabendo que estão fazendo a vontade de Deus. Neste sentido, utilizar a leitura bíblica desde o início, ainda na fase de namoro, será sempre um ótimo investimento, mostrando a seriedade que se deseja para aquele relacionamento e garantindo a segurança de certa antevisão do futuro a dois.

Finalmente estaria desfeito o tremendo engano diabólico presente na sociedade, e que diz que “o amor de verdade não se escolhe, simplesmente acontece”. Esta idiotice estaria enfim recolhida à sua insignificância filosófica, e os casais verdadeiramente cristãos até ririam dela, mas também teriam motivos para chorar com pena dos casais que a seguissem e nela acreditassem. O amor verdadeiro, sobretudo quando fundado, consolidado e assessorado pelo Ágape de Deus, é uma rocha firme e segura nas mãos do Senhor, e toda a Razão humana dá-lhe razão, conquanto reequilibre e organize, com lógica e coerência, toda a ação do Homem e da Mulher sobre a Terra.

Sobre John Valente

Prof. John Valente - Especialização: relacionamento conjugal cristão; Formado em Administração de Empresas e Teologia, especializou-se em Ciências da Religião, e participou de diversos cursos e treinamentos na área de relacionamento conjugal, inclusive o Seminário de Relacionamento Afetivo da “Agência de Casamento” que lhe apresentou à sua esposa.
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