Como melhorar o seu casamento

Esta Agência também reserva parte de sua pedagogia para instruir casais não-cristãos a seguirem suas vidas sem brigas, ou para aperfeiçoá-la para o padrão bíblico do lar cristão, a saber, aquilo que chamamos “Casamento-a-Três”, como o modelo ideal de matrimônio onde o homem, a mulher e Deus formam as três pessoas da trindade marital terrestre.

Família orando e lendo a BíbliaUm fato geral em comum entre todos os seres existentes no planeta é a necessidade de companhia de um semelhante, sobretudo entre as raças criadas por Deus com espírito gregário, como no caso da raça humana. No nosso planeta, alguns animais se unem apenas para procriar e perpetuar a espécie, enquanto outros, embora “irracionais”, também alimentam laços afetivos que ultrapassam o mero nível instintivo.

Entretanto e contudo, devemos sempre lembrar que, como nós seres humanos somos os animais mais complexos de toda a existência biológica terrestre, nossos relacionamentos também são os mais complexos da biosfera, e por isso exigem uma atenção especial de quem os vive e de quem os estuda, como nós na Agência “Casamento-a-Três”. Com efeito, relações humanas nem sempre são como gostaríamos que fossem, e nelas se incluem as relações entre os sexos, que Deus criou para existirem dentro de uma instituição chamada Matrimônio.

Isto posto, podemos dizer que talvez o primeiro erro de quem quer iniciar um relacionamento com outro ser humano é se iludir com otimismos exagerados, acreditando que na vida a dois não terão certos problemas, quando estes aparecem até num “Casamento-a-Três”. Por isso, não devemos ficar imaginando como pode vir a ser o nosso relacionamento, tal como não devemos discutir o futuro. Afinal, Jesus pediu insistentemente que não nos preocupássemos com o dia de amanhã, pois “basta a cada dia o mal daquele dia” (Mt 6,34). Preocupar-se com o futuro lança perspectivas que, provavelmente, não serão alcançadas, e o tempo gasto com elas só redundará em frustração e desânimo ou coisa pior. Até a tentação poderá entrar num coração preocupado, e o indivíduo ficará entre a cruz e a espada, entre o anjo e o capeta.

Tentação-5E quando o casal permite que isso ocorra, as coisas começam a se complicar e a solução pode escapar perigosamente. Por exemplo: é muito difícil sorrir ou fazer de conta que algo não aconteceu durante muito tempo. Nosso consciente é muito egoísta e costuma trair nossa vigilância, levando-nos a abrir a boca e iniciar uma reclamação que pode cair num círculo vicioso e minar a relação. Às vezes é o consciente quem pondera e tenta levar tudo da melhor maneira possível, mas o nosso subconsciente nos boicota e nos empurra em direção a situações perigosas para a manutenção do casamento (convidamos o leitor a ler um artigo sobre esta guerra interior – veja AQUI – e também assistir um vídeo a respeito NESTE link).

É possível melhorar um casamento ruim? (Veja a seguir)…

Sim. Claro que é possível melhorar o casamento, sobretudo se o casal estiver disposto a entregar-se a Deus e procurar fidelizar seu compromisso com as regras do matrimônio cristão (“Casamento-a-Três”), e assim sair da mesmice e da errância das relações mundanas, que jamais tencionam aproximar as almas do padrão divino, e sim do divórcio. Logo, para que uma solução aconteça num casamento comum, será preciso envolvimento e boa vontade dos dois cônjuges, incluindo a certeza mútua do amor ou de que o casal ainda se ama e quer dar uma nova chance àquele sentimento.

Porque no mundo perdido da mídia e da sociedade atual, as pessoas acreditam que o amor vai definhando com o passar do tempo, se desgastando por conta das dificuldades inerentes à própria convivência doméstica (os irritantes problemas do cotidiano, que no mundo ninguém tem mais o mínimo de paciência para encarar), e assim fica difícil encontrar uma solução quando a própria possibilidade dela é suprimida pelo esfriamento do carinho e das boas lembranças.

Relógio da depravaçãoPior, não se deve colocar a culpa no tempo: Não é o tempo que desgasta as relações, mas nós mesmos prejudicamos nossa convivência com a nossa maneira errada de aproveitar o tempo e curtir a vida levianamente. O primeiro passo portanto é mudar a mentalidade que tínhamos quando desejamos nos envolver com a pessoa com quem casamos, pois certamente ali estava uma ideia pouco clara do que era um matrimônio, e o desejo sexual por certo havia “encoberto” todas as responsabilidades que a união exigiria, nos pegando de surpresa quando a libido esfriasse com o tempo (coisa que deve ser considerada normal, pela Medicina). Releia estes dois últimos parágrafos, pois neles há muitas coisas a acertar em seus planos.

Assim sendo, o grande balde d’água fria que cai sobre nós nos relacionamentos é quando percebemos que o casamento não é mais parecido com o período do namoro. O carinho não é mais constante, as palavras de amor e afeto se misturaram ou se perderam entre os problemas diários, o sexo já não tem mais aquela “magia”, o tempo a dois é menor, etc. Tudo ficou tão mais “pobre” que deixa a impressão de um amor que está morrendo, ou pior, deixa algo que a cada dia parece mais uma certeza de que escolhemos a hora errada para casar, ou pior ainda, que escolhemos a pessoa errada!

É isto que está acontece com seu casamento? Você tem sentido coisas assim? Se sim, continue lendo este artigo, e lhe pedimos para acompanhar nossas publicações, pois elas poderão lhe ajudar a encontrar, não a pessoa certa (que pode ser seu atual marido ou mulher), mas a consciência e maturidade espiritual para saber identificar, na pessoa que Deus escolheu para você, as coisas que seus olhos ainda não viram ou teimam em não ver.

Siga o modo de vida do Pequeno Príncipe (“O amor é uma semente que precisa ser bem cuidada”)

O-essencial-é-invisível-aos-olhosCaso você esteja vivendo exatamente a situação descrita nos parágrafos anteriores, sentimos informar, mas isso é algo extremamente comum numa relação amorosa, sobretudo entre casais não-crentes. Seu amor nasceu de um olhar, de um sorriso, numa festa ou na apresentação de um amigo; seu coração bateu forte, sua boca tremeu e você sentiu vontade de beijar aquela pessoa… SIM? Foi isso? Mas… E Deus? Onde ele estava naquilo tudo? Ele foi preterido para que você pudesse gozar sua liberdade “sem olheiros”? É isso? Não admira que as coisas tenham arrefecido ou malogrado, pois só o Amor Infinito (o Ágape) pode garantir alguma durabilidade ao frágil amor humano.

Pois ele nem chega a realizar plenamente o nosso desejo, e às vezes abre uma fenda em nosso coração por onde acreditávamos fosse entrar só amor, e ali entra também toda a carga emocional que criamos em nós desde a infância, e com ela outros maus sentimentos que estão em nós como moscas sobre o lixo. Enfim, é uma mistura louca de sentimentos, desejos e sonhos mal definidos, o que nos leva a experimentar uma relação amorosa sob o peso da tremenda ignorância social que nos últimos 50 anos só fez piorar, com o materialismo, o ceticismo científico e a influência das novelas da Globo!

Com efeito, até aquela semente mal regada começar a germinar por si mesma e criar raízes menos finas no terreno de nosso coração, estaremos sempre a vacilar e à mercê das emoções, que são sempre o terreno fértil para a desilusão. Quando a maturidade chega (sobretudo se unida à fé cristã), então alguns sentimentos da paixão impetuosa da juventude dão lugar a sentimentos mais sólidos, e assim a mente pode experimentar os primeiros sinais de um relacionamento mais duradouro e feliz.

Plantinha crescendo-1Este processo de morte da semente imatura para o florescimento da árvore frondosa do amor maduro e verdadeiro, precisa estar em nossa plena consciência, a saber, a do crescimento do sentimento, pois muitas vezes pode acontecer de estarmos reclamando de um relacionamento até certo ponto especial, justamente por não levar em conta que toda aquela loucura, aquele fogo da juventude, faz parte das primeiras etapas, ou da “seleção natural” das relações amorosas entre seres humanos. Até nisto o acompanhamento da fé iria ajudar, pois os cristãos sabem muito bem como age o difícil coração humano (Jr 17,9), enquanto não se render e deixar-se guiar pela instrução bíblica respectiva.

Nos próximos artigos entraremos em mais detalhes a respeito do assunto, como também traremos mais noções para melhorar o seu casamento. Afinal de contas, qualquer matrimônio não deixa de ser um mecanismo que precisa de reparos, sobretudo quando nossos ouvidos e olhos são precisamente aquilo que primeiro devem consertar-se. Porém se eles ouvem e enxergam bem, então temos mais uma razão para propormos nossa “receita médica” a quem já ouviu e viu onde o problema começa ou onde está incidindo. Creia: seu casamento pode ter cura, mas somente se ambos os cônjuges assim o desejarem.

Sobre John Valente

Prof. John Valente - Especialização: relacionamento conjugal cristão; Formado em Administração de Empresas e Teologia, especializou-se em Ciências da Religião, e participou de diversos cursos e treinamentos na área de relacionamento conjugal, inclusive o Seminário de Relacionamento Afetivo da “Agência de Casamento” que lhe apresentou à sua esposa.
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