Cantadas

GUIA DA CONQUISTA MASCULINA

COMO FALAR DE AMOR PARA UMA MULHER CRISTÃ

Cantadas bem feitasINTRODUÇÃO

Depois da Queda do Homem, a Humanidade passou a ter na libido sexual não apenas uma de suas maiores forças em atuação neste mundo, mas também sua maior válvula de escape da angústia e da depressão da culpa, sem medo de errar. “Macho e Fêmea os Criou (Deus)” segundo o Gênesis 1, versículo 27. Portanto, homem e mulher foram feitos para sentir desejo um do outro, e esta emoção em si não é um pecado, e só poderia dar errado se alguém a pervertesse. E foi isso o que o inimigo fez: a Humanidade caiu uma segunda vez, agora na carne, e as almas perderam, paulatinamente, todo o controle que tinham sobre seus instintos.

A partir daí, a história humana registra momentos em que a Humanidade foi mais ou menos lasciva, mas a espiritualidade fora golpeada de morte. Houve momentos de depravação total (como em Sodoma), e momentos em que a mulher, sabiamente, se tornou mais reservada, de modo que pudesse impor condições antes de ceder aos impulsos de seus instintos e aos ímpetos de seus pretendentes. Mas, uma vez satisfeitas as suas exigências mais “domésticas” (como a garantia de sustento para si e para seus filhos), ela se entregava à conquista do Homem, sempre na esperança de encontrar o seu futuro marido e protetor.

Os tempos atuais são outros, em muitas coisas, mas a libido é a mesma, senão que agora não recebe mais controle algum de instância nenhuma, seja mental, social, policial e muito menos ética, já que a mulher assumiu novos papéis e, por se tornar financeiramente independente, foi enganada com a falácia patética da pseudo igualdade entre os sexos, inclusive quanto aos resultados de uma transa desprotegida. Noutras palavras, embora a libido seja substancialmente a mesma (talvez até insuflada a maior na consciência), o desregramento moral imposto pela mídia de massas eliminou todos os pontos de equilíbrio das etapas do envolvimento homem-mulher, e agora a Razão não aponta mais nenhuma ocasião onde o sexo seja apropriado, fazendo este sair da alcova e ganhar até as ruas.

Pior, a continuar como vai, o futuro – talvez próximo – trará a exacerbação social do sexo, com a sociedade inteira aplaudindo formas doentias da libido, como a pedofilia, a zoofilia e o sexo grupal. De fato, pouco resta para atingirmos o estágio de total depravação, onde seres humanos se comportarão como animais que, mal se conhecendo, já se cheiram, lambem e fornicam, em plena praça pública. Deus nos livre de cair neste tempo.

Pois bem. No atual estágio, de infelicitação dos casais e de fragilização das relações, o “jogo do amor” apresenta a mulher simulando seus desejos mais íntimos, jamais revelando sua intenção (seja para a cama ou para o casamento), e estabelecendo uma verdadeira ‘guerra de mentiras’ de conquista, a saber, o homem fingindo que quer casar e só quer sexo, e ela fazendo de conta que está louca para transar, mas o que na verdade quer é um marido. Essa é uma guerra parecida com a atômica, pois ambos os adversários saem perdendo sempre!

Enfim, este artigo irá apresentar um meio de evitar os estragos desta guerra, e se concentrará aqui em explicitar e explicar modos de conquista, que o homem do mundo chama de “cantadas” (doravante é assim que os chamaremos neste texto). Antes, porém, um adendo: esta Agência não entenderá a cantada como “uma conversa cheia de lábia” para enganar e ‘derrubar’ a fortaleza da resistência feminina, mas sim como uma forma decente de criar amizade sincera entre dois seres humanos, os quais abrirão francamente o livro de suas vidas para descobrirem se poderão, um dia, após muita oração e louvor, virem a casar e formar famílias cristãs.

COMO AGIR

Numa cantada, o homem não deve aproximar-se da mulher como um troglodita e arrastá-la para a caverna, mas deve sempre deixar que a garota considere a decisão de o namorar como uma opção dela, pois se sentiu atraída por suas qualidades morais e espirituais, como o fato de ser um homem educado, inteligente, limpo, bem trajado e de boa família. Não é que para conseguir uma namorada cristã o homem tenha necessariamente que ser bonito ou que tenha de vestir-se como um “ricaço fashion”. Não. Ter boa aparência é saber cuidar do corpo, dos dentes, da barba e dos cabelos, e trajar-se adequadamente a cada momento. As mulheres em geral, mesmo as mundanas, quando vêem um homem com a barba por fazer, com os cabelos em desalinho ou com caspa, imaginam que esse descuido se estende a outros detalhes, e que ele pode estar com as cuecas sujas, as meias fedendo, etc. É assim a alma feminina. Você deve também ser um homem bem-informado para não ter dificuldades de conversar sobre qualquer assunto, pois, “sem papo”, você não ganha mulher. Lembre-se que tudo isso é importante, pois as garotas têm hoje uma quantidade muito grande de homens disponíveis, e isso significa que a guerra também é com ou contra a concorrência.

Antes de iniciarmos esta explanação pelos casos mais simples, lembre-se que toda mulher detesta que terceiros notem que ela está sendo “cantada”. Portanto, sua naturalidade é fundamental, e por isso a experiência dos mais velhos (como seu pai, por exemplo), é uma ótima pedida para conquistar moças de sua denominação. Seu pai, certamente, não se negará a lhe orientar em algum ponto no qual ele já errou e não erraria de novo.

CANTANDO UMA MOÇA NO ESCRITÓRIO

Há anos você trabalha numa empresa e nunca pensou em namorar uma determinada colega. Um dia, você soube que ela é crente (muitos crentes modernos demoram a testemunhar em voz alta) e começou a notar que aquela lourinha ali ao lado merece uma maior atenção pelas qualidades profissionais que demonstrou. Até lhe parecia antes um caso perdido, pois você sempre achou mais fácil conquistar moças desconhecidas, com o impacto de seu charme inédito e de sua estratégia dos primeiros papos. Mas não é bem assim: ela demonstra qualidades que vale a pena arriscar tentar algo além da amizade profissional. Assim sendo, na primeira oportunidade que tiver, e sem mostrar qualquer interesse específico, comente o absurdo de tanta gente trabalhar junta e ninguém se conhecer mais profundamente; já que passam a maior parte de suas vidas enfiadas naquele escritório, deviam ser mais amigos. Claro que ela tem a mesma opinião, sobretudo se ela já souber que você é crente e conhecer sua denominação. Sugira então que um dia desses vocês todos saiam em grupo, depois do trabalho, para comer uma pizza ou um sanduíche natural. Sem dúvida ela concordará e o gelo estará quebrado. Então você a encarrega de organizar o grupo. É claro que ela poderá não tomar qualquer iniciativa (mas, se tomar, melhor). Então, de vez em quando, você volta ao assunto. Até que um dia, sem mais nem menos, você a convida para conhecer um novo “point” onde uma bandinha gospel toca umas músicas belíssimas. Ela provavelmente irá, pois seu aparente desinteresse despertou seu puro interesse, no estranho jogo de paquera das mulheres.

No point, e quando a banda parar de tocar, não fale nada sobre o escritório para não entrar num “beco sem saída”. O importante é iniciar uma conversa com assuntos leves e variados. Evite falar de si, mas se for obrigado, fale de sua infância, de seus estudos, mas conte apenas o lado alegre ou bem humorado. E não minta aqui: lembre que a vida tem sempre uma piada e por isso não é preciso inventar nada. Nunca, porém, diga as coisas por inteiro, nestas suas primeiras abordagens. Deixe margem para que ela pergunte “como assim?”, “por quê?”: é sinal de que está mesmo interessada. Quando ela começar a falar, jamais a interrompa! Não se mostre galanteador, mas cavalheiro: sirva-lhe o suco ou o refri, ofereça-lhe a cadeira, mas sem afetação. Não fale de outras mulheres, a não ser que ela toque no assunto. Também não lhe pergunte por algum namorado do passado. É claro que ela teve ou talvez até tenha, e não viu nada de errado em assistir à bandinha gospel. Portanto, se ela falar de um namorado, não se assuste nem desconverse: é 99% certo que saiu com você porque o namoro está no fim, e ela já teve prova suficiente de que o outro não vale a pena.

Ao tocarem em assunto de cinema ou teatro, fale de um bom espetáculo em cartaz, convide-a para os próximos dias ou semanas (nunca para hoje!). Se você tiver feito tudo certo e ela estando ciente de que você já sabe que ela não tem namorado ou já acabou, ela estará muito mais interessada na continuidade “daquilo” do que você imagina. Caso não surja outra oportunidade para um novo convite, deixe terminar o expediente outro dia e lhe diga: “Gostei de curtir aquela banda com você por dois motivos”. Pronto, atiçou a curiosidade feminina! Se ela nada perguntar, diga-lhe logo o primeiro: “Sempre tive muita vontade de ser mais amigo dos crentes que trabalham comigo”. Sua explicação a decepcionará um pouco. Mas vale. Ela não resistirá em perguntar o segundo motivo. Aí você desabafa: “Nunca pensei que você fosse assim tão legal“. Se ela quiser saber como você pensava que ela fosse, estão pode apostar, é namoro à vista: “Eu achava que como todo mundo ali, você fosse muito fechada, 100% envolvida em trabalho, mas você é incrível: além de bonita e inteligente, tem um gosto musical igual ao meu“. Ela pensará o resto da noite em suas palavras, e poderá até orar por você.

Pode ser que pela conversa no point ela esperasse de você algo mais incisivo, que você “falasse de amor” meio apressadamente. Mas não vacile. Se tem certeza de que ela esperava isso, fale de amor, não necessariamente de amor a ela, mas de seu amor a Deus e de como sonha em ser um pastor ou coisa que o valha. Sendo ela uma boa crente, este será outro ponto positivíssimo para você. Mas quando entrar no assunto amor, engrene logo a doutrina e fale que existem 4 tipos de amor, e que você sente falta de dois deles (como é algo presumível por qualquer crente, ela não lhe perguntará quais são os dois). Isto a encantará por sua espiritualidade e então você pode soltar seu primeiro elogio direto, assim meio solto, e fale coisas como que “gostou de seus brincos discretos ou de sua maquiagem leve”. Ao falar dos brincos, diga que conheceu um bom ourives na cidade, tipo do cara que constrói lindos brincos com uma mini-bíblia esculpida neles; enfim, coisas assim, misteriosas, tocantes, inesperadas. Esse toque de mestre é na verdade seu passaporte para o futuro, se é que já o vislumbra ao lado daquela específica irmã e colega de trabalho. Na hipótese rara de ela “recusar” um elogio, está na verdade querendo ouvi-lo novamente. Não lhe satisfaça este capricho, mude de assunto.

No mesmo dia desta conversa, não lhe ofereça carona ao final do expediente. Mas no dia seguinte, assim que chegar ao escritório, ligue para a seção dela, só para lhe dizer bom-dia e que estava apenas querendo ouvir a sua voz. Daí até o namoro, a única etapa intermediária é o teatro ou o cinema. Não marque, porém, para a primeira sexta ou sábado seguintes. Lembre-se que ela pode ter marcado algum compromisso antes e seu convite poderia ser recusado. Se ela lhe contar que seu compromisso de sexta ou sábado à noite é na igreja, pergunte-lhe o endereço e pinte por lá. Isto também será um ponto positivo perfeito para você.

Ninguém vai querer decorar diálogos para conquistar uma colega de trabalho: estas instruções são apenas casos exemplificativos. O que você não pode é deixar a conversa virar um pingue-pongue como este:

– O que você faz quando não está no escritório?

– Ah, eu leio, ouço música, vou à igreja…

– Você gosta de teatro?

– Gosto, e você?

– Eu também!

Isto é um desastre incorrigível! E daí a pouco ela estará prestando atenção noutro crente do lugar, e todo o seu esforço poderá ter sido em vão. Se ela falou de música, aproveite a deixa e fale do novo disco que comprou ou do show gospel que pretende ver na semana que vem.

OUTRO EXEMPLO EM AMBIENTE DE TRABALHO

Chegou uma novata loirinha linda de corpo e de rosto, usando roupinha comportada, para a seção ao lado da sua. Você percebe “gaviões” disputando-lhe a preferência: Não aperte o cerco, apenas olhe, insistentemente. Mas não vise o corpo dela, só o rosto, como sempre deve fazer um crente. Se ela também olhar, não significa nada, e não se decepcione se ela baixar os olhos: pode ser apenas timidez ou dúvida quanto à sua espiritualidade. No segundo dia, você já pode ser mais convincente: olhe-a outra vez com decência e profissionalismo. Se ela corresponder ao seu olhar, ela já imagina que você se interessou por ela. Então, pode começar a planejar a sua “investida”.

Aproxime-se da seção dela, com alguma pergunta sobre o serviço dela, mas não diga nada que possa parecer uma cantada. Afinal, você não vai ganhar uma namorada em pleno ambiente de trabalho. Fale-lhe então da empresa, como que lhe apresentando certos detalhes que ela ainda não conhece. Pergunte-lhe sobre o seu emprego anterior e coloque-se à sua disposição para qualquer ajuda. E, com muita sutileza, elogie-lhe um pequeno detalhe que ninguém repararia – talvez um bibliazinha de ouro na pulseira do relógio ou uma pintinha que ela tem perto da orelha. Se ela perguntar sorrindo se você gostou mesmo, você está com 90% de chance de ela aceitar um envolvimento maior. Qualquer dia desses, ela lhe pede uma ajuda no serviço, e tempos depois, até uma carona.

Enquanto isso não acontece, continue apenas olhando vez por outra, sem insistência. Ao cruzarem por algum corredor da firma, comente que gostou da roupa ou do sapatinho que ela usava no dia anterior (nunca os de hoje, pois isto qualquer um elogia!).

Quando chegar a oportunidade, ajude-a no serviço. Mais à frente, dê-lhe a carona, mas no trajeto nada fale que possa parecer uma cantada. Isto vale para qualquer carona. Ela vai achar estranho. Deixe-a onde ela pediu. Só então, ao se despedirem, seja grande (como se não fizesse muita questão) e diga: “Qual o horário em que você vai à sua igreja?”. Se ela disser, lhe dará mais uma prova de que quer vê-lo outro dia, fora do ambiente de trabalho. Se não lhe disser, pode ser que ela de fato só queira mesmo a sua amizade profissional. Mas vamos supor que ela lhe disse direitinho: Domingo, às 5 da tarde, no templo da avenida tal e tal.

Atenção redobrada aqui: É importante conhecer A ALMA FEMININA para seduzir. Se você bancasse o apressadinho e a cantasse na primeira carona, como ela talvez pensasse, certamente toda a sua boa imagem estaria perdida. Aí seria difícil rearmar o jogo. O segredo de tudo está na surpresa, na originalidade e sobretudo na paciência, para nunca dar oportunidade a uma imagem negativa. Mulheres adoram homens surpreendentes, originais e pacientes.

Enfim, um último ponto. Pode ser que a colega de trabalho que você pensou em namorar seja daquelas moças que têm consciência de seus “dotes” e os exiba ostensivamente pelos corredores da empresa, pondo em dúvida a “qualidade” de sua filiação a Cristo. Então, evite subterfúgios e prepare o dia de mostrar para ela a sua grande amizade, deixando claro que ficarão amigos capazes de se ajudar na organização e/ou na igreja, mas nada além disso… a não ser que ela demonstre ser sensível a mudanças comportamentais. Não se engane: pouca gente muda, exceto uma boa cristã. E lembre que a mudança pode envolver até mesmo as roupas que usa, as palavras que diz ou as amizades que faz.

NUMA FESTA OU ANIVERSÁRIO

Você chegou numa festa para a qual foi convidado e, ao olhar pelo salão, viu alguém que lhe interessou. Se ela lhe olhou também, com certa insistência, não perca tempo, pois o ambiente lhe favorece: chame-a para dançar (lembrando que a dança de um crente é mais decente que ele mesmo!), mas não faça sinais à distância. Convide-a de perto, em voz baixa e tocando-lhe de leve o ombro ou a parte superior do braço. Não se precipite a lhe perguntar o nome nem o que ela faz na vida. Muito menos queira saber se está gostando da festa ou se é irmã de fulano. Essas conversas levam a impasses. Fale da música e, se você for bom dançarino, comente seus próprios passos e faça-a sorrir, pois é essa porta que você vai abrir para um posterior pedido de namoro. Porém, se não souber dançar nem fazer rir uma mulher, não dê vexames tentando. Neste caso, o melhor é uma conversa mais solta, sem muita gente por perto.

Já numa festinha de família, o espírito de intimidade possibilita que você se aproxime de uma garota, sem a “obrigação” de dançar. Ofereça-lhe um docinho e terá ganho a simpatia dela. Então conduza uma conversa variada, com mudança planejada de assunto. Isso dá a impressão de um papo rico e interessante (e de um certo “desinteresse estratégico” num possível namoro). Daí até convidá-la para sentarem-se em outro canto é fácil, mesmo que lá existam outras pessoas por perto. Essa troca de lugares tem duas finalidades. Você certifica-se de que ela “entrou na sua” e retira-a do campo visual de outro rapaz que talvez ela estivesse paquerando, antes de você chegar.

Outro exemplo: No meio de uma festa, você percebe uma moça solitária, no parapeito da varanda, numa janela olhar para longe ou num sofá fora do ambiente barulhento da festa. Moças nesta situação geralmente estão muito mais propensas a uma boa cantada do que as festeiras inquietas! Mas não lhe interrompa o silêncio. Chegue-se perto, apenas para que ela note sua suave presença, e diga-lhe algo rápido como: “Triste?” ou “Noite linda!”… E mergulhe também no silêncio contemplativo: por mais que esteja mesmo triste, ela sentirá alguma identidade com você. Talvez ache que você também brigou com a namorada, ou que também é crente e não gosta de festas ou até que aprecia mesmo olhar a Lua. Mantenha-se quieto e olhando ao longe também: pode deixar, ela vai tomar a iniciativa de puxar algum assunto. Paciência de pescador, calado naquela hora, mas jamais negue expressar sua visão de futuro, na qual quer contar com uma mulher de confiança para enfrentar a vida. Só então, quando ela perguntar algo, responda, mas ainda “evasivamente”. De repente, tome a conversa, mas a respeito de algo que estão vendo fora da festa: um carro importado, uma supermoto americana, o brilho da Lua na lagoa de frente. Se agir assim, logo logo ela lhe perguntará se aceita dançar com ela: Não recuse de modo algum, nem que não saiba dançar! Agora decore:

Todo o jogo da paquera é uma ENCENAÇÃO, e você precisa, infelizmente, aprender a representar, como no teatro, personificando ora um tipo, ora outro. É uma arte diabólica imposta pelo pecado, que impediu qualquer honestidade na aproximação de um homem e uma mulher neste mundo. O método usado é psicológico, tendo os dois que se estudarem para ganhar alguma confiança, que muitas vezes nem chega. E você, como macho da espécie espiritual, tem que estudar a fundo a alma feminina para descobrir a melhor representação da ocasião: É preciso ser ora galante, ora tímido, ora arrogante, ora audacioso. Mas jamais minta, sob pena de um dia ver espalhada a sua fama de “farsante”. Seja apenas um homem educado, frio, controlado, paciente e inteligente. Cristo lhe ajudará quanto mais intimidade você tiver com Ele.

NUM RESTAURANTE OU NUM JANTAR

Você está numa dessas casas requintadas, sozinho ou com amigos, e descobre uma mesa em que belas garotas conversam descontraidamente. Não consegue atrair o olhar de nenhuma delas. Elas estão realmente curtindo suas conversas, alheias aos circundantes. Se tiver se interessado em alguma, não se desespere. Para tudo dá-se um jeito. Elas estão rindo muito? Certamente estão falando de homens! Se estão conversando baixinho, também estão falando de homens! Use, pois, sua imaginação para que ela o veja, “nem que você tenha de tocar fogo na toalha” (nunca se chega a tanto). Levante-se, passe perto da mesa delas e tenha certeza de que pelo menos uma vai olhar, nem que seja a menos bonita. Não se assuste, vire a cabeça, como se pensasse ser uma conhecida, mas, certificando-se de que não, siga em frente. Na volta, passe por ali novamente e, se ela tornar a olhar, não vacile. Dê a volta e fale, como se estivesse se desculpando: “Incrível como você se parece com fulana. Na hora em que a vi, tive duas alegrias…“.

Você foi discreto e as amigas não suspeitaram de uma paquera barata, pois escolheu a menos bonita. Além do mais, você tocou na curiosidade feminina e ela vai querer saber quais foram as duas alegrias. “Porque pensei que fosse mesmo fulana, uma amiga que adoro e que se mudou para tal lugar e nunca mais a vi“. E fale mais da antiga amiga até a garota querer saber qual foi a segunda alegria. Então dê o troco: “Ainda bem que não era ela!“. Isto foi uma boa jogada, sem dúvida, mas se a garota não perguntar por que, diga logo, por exemplo, que você estava planejando visitá-la na próxima semana, e encontrá-la antes quebraria toda a “magia da surpresa”. Caso a feiosa queira saber por que preferiu que não fosse a sua conhecida, diga-lhe que é porque sua voz é ainda mais bonita. Mas cuidado: uma garota feia sabe de suas limitações, e portanto jamais elogie seu nariz torto ou seus “dentes de javali”. Elogie o requinte inesperado. Feito isso, comece a desmanchar o encanto: diga que está com amigos, que vai conversar com eles e que você depois volta. Não pergunte se pode voltar: lembre-se de jamais dar chance a levar um não.

Você conseguiu seu objetivo, que, na verdade, era ser notado por outra garota. Depois de uma meia hora de papo meio corrido (para voltar à mesa dos amigos), retire-se sem sequer olhar para as outras, ferindo assim suas vaidades. E tenha certeza: a partir dali elas conversarão sobre você, como que tentando estimular a feiosa a ir em frente (dirão, “ele é um gato” e coisas do gênero; e aí, Deus opera um estranho milagre: é que, quando a moça que você queria de verdade ouvir “as outras” lhe chamarem de gato, isso imediatamente despertará nela um também estranho sentimento, como se seus hormônios e instinto materno lhe dissessem: “ele daria um ótimo pai”). Portanto, esteja agora na conversa ao lado mas esteja atento para o caso de alguma delas olhar. Dê um tempo razoável e retorne à mesa delas, mas não traga os amigos.

Sente-se novamente ao lado da feia e desmanche-se em atenções a ela. De maneira alguma olhe para a moça que realmente lhe interessa. Uma mulher bonita, por mais crente que seja, não admite ver uma menos charmosa ser cortejada (isto é um defeito mais comum nas mulheres do que em nós, e é oriundo do pecado, e não da sociedade). Enquanto isso, fique observando as chaves sobre a mesa e descubra quem está de carro, pois, naquela noite, você dará ou pedirá uma carona, mesmo que tenha de abandonar seu próprio carro no estacionamento. A bonita então iniciará um cerco malicioso sobre você, por uma questão de honra. Se ela fizer isso, a feia já era. Se não fizer, há duas opções: deixar seu cartãozinho de visitas com todas elas (você jamais pode paquerar sem levar cartões! Ora bolas!), anotar o telefone de TODAS elas para saírem outro dia e apertar a mão de todas em sinal de amizade sem malícia. Aí sim, você poderá telefonar para sua preferida, que Deus lhe dará em princípio para sua experiência, até você descobrir se ela era ou não da vontade de Deus.

Outro exemplo: Suponha que num restaurante seu interesse seja despertado por uma mesa onde estejam sentadas duas moças. Não vacile com este mundo louco: descubra discretamente se por acaso elas não são “namoradas” uma da outra, e se não forem, então se aproxime delas do mesmo modo que ensinei para a mesa com muitas garotas. Mas se você estiver com um amigo crente, e dizendo antes para ele qual das duas você se interessou, vocês dois poderão sentar-se à mesa, após troca de olhares mais insistentes. Se alguma delas cochilar na vigilância e der na telha, não espere muito: mulheres detestam homens inseguros. Ao sentar com as duas, encaminhe sua atenção à sua pretendente e deixe seu amigo conversar ou até paquerar com a outra. Estes favores especiais é um privilégio do meio cristão, pois no mundo dificilmente um homem ajuda outro a conquistar uma moça sem tentar mostrar-se mais capaz da conquista (este é o defeito típico do macho pós-adâmico sem Cristo).

GAROTA ACOMPANHADA NEM PENSAR!

Você é, antes mesmo de pertencer a si mesmo ou a quem quer que seja, pertencente a Cristo. Por isso os conceitos mundanos nem sequer se arriscam em sua mente, sobretudo no ardiloso jogo da paquera. Assim, no mundo se diz que as mulheres “mais gostosas” são justamente as que têm “dono” ou namorado! Conversa! Veja como isto é uma falácia terrível, por duas razões:

(1ª) A expressão ‘gostosa’ não funciona neste caso, pois ninguém pode saber antecipadamente QUAL mulher vai ser a melhor na cama, e muitas das que pareciam ser “um mar sem sal”, foram grandes amantes e despertaram muitas paixões (segundo os registros históricos), e muitas que pareciam um arraso por seu corpo libidinoso, mostraram-se uma decepção só! Logo, só a mente do diabo poderia tentar lhe convencer de que uma mulher que você mal enxergou, ou que você apenas viu abraçada com outro homem, poderia ter um sabor especial por ter uma bunda enorme ou um peito empinado! Psiu!: você não está vendo o que o diabo quer? Você nunca ouviu histórias de caras que se deram mal por tentar mulheres que já tinham dono? Ora, amigo, esqueça essas palhaçadas e caia na real! Gostosa é a mulher que lhe fará feliz ao longo da sua vida, e não aquela que usar o biquíni mais imoral.

(2ª) Quando uma mulher está acompanhada, mesmo que o cara ainda não seja o namorado que pretende ser, Deus já colocou você sob a sentença pesada do adultério, e seu simples olhar para ela já está condenado por Deus. Jesus chegou até a pedir que, mesmo se somente o teu olho te fizer pecar com ela, tens que arrancá-lo para não ires com olho e tudo pro inferno! Logo, não se engane aqui. Com Deus não se brinca: para ele, mulher acompanhada já tem dono, e isso explica porque ele fez nascer muito mais mulher que homem no mundo, justamente para você não ter a desculpa de que há pouca mulher a escolher! Então, isto posto, se você viu uma moça acompanhada, faça de conta que não viu e saia de perto! Deus lhe apresentará uma solteira e solteiríssima, pode crer.

JÁ QUE FALAMOS DE PRAIA…

Uma moça conhecida sua foi à praia no mesmo dia em que você foi, por mera coincidência. Ótimo. Uma praia não oferece mistério, a rigor, pois se você tinha alguma preferência em termos de corpo físico, as roupas de banho lhe facilitarão sua “investida”, pois você não errará no quesito “beleza”. A praia também não será problema se houver algum conhecido seu na roda em que está a moça que você se interessou, pois praias sempre quebram a “magia noturna do amor” e introduzem outros elementos que esfriam uma paquera. Assim sendo, achegue-se ao grupo onde a moça está. Converse primeiro com seu conhecido e deixe qualquer conversa com ela para a última “da fila”. Aos poucos comece a dispensar maior atenção a ela, na medida em que suas conversas descontraídas a cativarem pelo seu bom humor e otimismo. Não se precipite. Saiba que se sair da praia tenho ganhado a amizade dela, o próximo passo pode ser conseguir o endereço da igreja dela e assim sua jornada estará bem encaminhada.

Imagine agora um grupo de garotas desconhecidas tomando banho de sol. Uma delas lhe interessou bastante. No caso dela não perceber o seu olhar, aplique o truque de baixar na mais feia, e o resto você já sabe (vide acima como proceder).

Com uma garota sozinha na praia, não seja tímido, nem tenha medo do ridículo. Lembrando de garantir certeza de que um cara “acompanhante” não foi tomar banho de mar (se houver um acompanhante, caia fora para longe, ou volte ao seu lugar para descobrir se o cara não é só um irmão brincalhão), peça-lhe então que segure seu relógio enquanto você dá um mergulho. E não se exiba de jeito nenhum nem demore na água! Mulheres detestam exibidinhos e atrasados incômodos. Quando voltar, pegue o relógio, faça de conta que não o está conseguindo colocar no pulso e peça a ajuda dela. Terminado isso, você poderá: (1º) Ou ir saindo numa despedida com entrega de cartãozinho – que deve sempre existir dentro de sua carteira – ou dizendo para ela que gostaria de um dia poder revê-la (se ela tiver se interessado em você, não titubeará em lhe passar seu telefone ou o endereço da igreja dela), pois uma saída antecipada da praia pode indicar para ela que você é um cara ocupado com muitos afazeres ou que já está no horário de seu culto; (2º) Ou ir sentando mais perto dela, embora não na mesma barraca (espere ela dizer: “sente mais pra cá”), e assim começando um papo legal. Talvez não seja bom reclamar da água fria ou da força da correnteza: há garotas que interpretam isso como “um fracote que tem medo do mar” e isso pode ser o fim. Tenha juízo e perspicácia que o assunto vai ser bom e vai render. Faça algumas perguntas sobre ela e deixe ela responder tudo sem interrupção, intercalando as respostas dela com frases como “eu também penso assim”, ou “também gosto disso”.

PELO SMART OU CELULAR

Esteja sempre de plantão. Distribua fartamente seu número de contato. De repente, alguém liga apenas para conversar ou lhe mandar uma foto. Não tenha dúvidas, o objetivo é outro. Mas siga o script. Converse sobre tudo, até que surja a oportunidade para um convite. Descubra sua agenda doméstica na conversa e tente marcar uma ida até sua casa, mas jamais se derrame em galanteios pelo telefone, pois toda mulher acha um covarde o cara que passa cantadas por telefone. Se você não se lembra de quem é mesmo que está lhe telefonando, faça de conta que não tem dúvidas, para não decepcioná-la, pois elas sempre pensam que são “um caso muito especial” na vida da gente.

Não perca, porém, a oportunidade de pequenas “brincadeiras” ao telefone, mesmo que a moça esteja tratando de assuntos profissionais. Esteja sempre alerta, pois jogando bastante verde poderá colher muitas maduras. Isso é válido também na escola e no trabalho: brinque sempre com todas, construa situações de brincadeirinhas, do tipo se colar, colou. Caso contrário, desconverse. Mas não se deixe parecer um conquistador barato, e jamais conte a mulher nenhuma que já teve muitas namoradas: isto lhe dará a fama de “crente-galinha”, que para elas será sempre galinha. Você já ouviu isso: o segredo é a alma do negócio, e a confiança delas vale ouro.

Nunca deixe de ligar para quem lhe deu o número, mesmo que não esteja a fim de namorá-la. Na pior das hipóteses terminará conhecendo as amiga dela e talvez uma futura namorada. A conversa pelo telefone depende basicamente de sua voz e sua presença de espírito, pois você não conta com o impacto de sua presença física, o magnetismo de seu olhar, e não pode dar aquele pequeno toque no ombro ou no braço da moça. Portanto, fale claro, com a voz suave e despreocupada, pois você tem um aliado fantástico, a imaginação feminina do príncipe encantado (pode crer, isto ainda existe, sobretudo entre as crentes). De qualquer forma, jamais “justifique” o motivo do telefonema. Também não faça mistério sobre quem está falando, a não ser que tenha certeza de que ela vai adivinhar. Neste caso, prometa-lhe um sorvete colorido se acertar. Ela acertará e vocês terão um pretexto para sair, mesmo que ambos detestem sorvetes. Se ela não souber quem está falando, você corre sério risco de ouvir o nome de outros caras, menos o seu. Não se dê esse desprazer. Também não se importe se descobrir que você não tem a preferência dela. Afinal você está telefonando justamente para conquistar esta preferência.

EM PLENO TRÂNSITO TAMBÉM SE PAQUERA

O automóvel é um grande aliado na sedução. Muitas mulheres, mesmo sendo crentes, ficam 50% seduzidas somente pelo carro do irmão, mesmo que emprestado do pai. Portanto, mãos à obra: a garota de um carro que passou ao lado do seu pode ser uma futura namorada. Trocados sorrisos e buzinadas, não adianta tentar conversar de um carro para outro, a não ser num sinal luminoso de trânsito. O certo é indicar-lhe que pare mais adiante. Aí você salta do carro e vai até o dela. O resto é como você já sabe (vide ‘esquemas’ acima). Mas cuidado: lembre que o trânsito de hoje também é uma fuga de assaltantes, pois em qualquer esquina podemos ser surpreendidos, e por isso posso garantir que só leve o caso adiante se ela decidir parar numa lanchonete, numa sorveteria ou numa igreja (entre nesta, mesmo que não seja da sua denominação). Se ela não parar em lugar nenhum, está feito. Agradeça a Deus não ter acontecido nenhum imprevisto e parta pra outra.

Nem sempre uma linda mulher sozinha num carro é uma boa sugestão de paquera. Algumas nem olham: devem estar indo ou voltando da casa do namorado. Quando forem duas garotas, a situação melhora, mas somente depois de se certificar de que não são as duas “um casal”. Se não forem, não se amedronte nem dê freadas, fechadas ou ultrapassagens. Elas certamente não irão muito longe, se acharam que encontraram um cara interessante no percurso. Portanto, se ficou bem caracterizado o que você estava procurando, elas devem parar na primeira lanchonete ou sorveteria mais próxima. Estacione o carro perto e recomece o jogo do início, como nos passos que ensinei na primeira paquera num restaurante ou num jantar.

Existem, porém, os casos das moças que realmente estão com destino certo – uma faculdade, um trabalho, uma igreja, uma consulta a um médico ou dentista – e não demonstram vontade de parar ou que se desviem da rota. No sinal vermelho, faça de conta que está escrevendo algo e mostre, através do vidro, um bilhete com letras bem grandes e bem feitas (que você já deve ter pronto dentro do porta-luvas) com seu nome e telefone. Não duvide, para certas coisas a memória de mulher é fantástica e ela ligará ainda hoje. Isso é válido também para a jovem crente que mora em frente à sua casa ou igreja. Vocês se olharam da varanda ou pela porta da frente, mas seria ridículo ficarem trocando sinais ou pedir que ela venha até você. Use o truque do bilhete num cartaz bastante visível. Ela acenará para que você venha ao culto, ou ligará para você após a pregação.

EXEMPLOS FINAIS

É claro que existem centenas de possibilidades de conquista. O importante é ser natural e honesto, como manda o bom caratismo de um cristão. Como um bom estrategista, você nunca deve se insinuar se não quiser algo sério com uma mulher, seja ela quem for; isto é, nunca ataque para desperdiçar munição. Se estiver indeciso quanto ao que quer ou quanto a quem quer, o conselho mais sensato e cristão será não paquerar ninguém. Lembre que para Deus as virtudes de um bom marido já começam no namoro, e sua decisão no início da paquera será encarada por Deus como o ponto a partir do qual Ele examinará e talvez encaminhará seu destino.

Existe até uma conquista meio “descarada”, que consiste em cantar alguém ao mesmo tempo em que vai lhe contando que aquilo é uma cantada. Por exemplo: você se aproxima da sua preferida e lhe diz, assim meio brincalhão: “Eu estava querendo paquerar você, mas não estou conseguindo achar um pretexto para me aproximar. Você não quer me ajudar?”… Não deixe ela responder, continue: “É que sou meio tímido e estive pensando: que tal chegar lá e perguntar de onde é mesmo que eu a conheço? Mas isso é tão vulgar”. Pode ter certeza, ela não estará achando você tímido e concordará que a outra fórmula era mesmo vulgar. O resto é iniciar aquele papo legal e um namoro já poderá se tornar visível ao final da conversa.

Nesta época de Internet, “WhatsApps” e outras facilidades tecnológicas, muitos dizem que paquerar ficou muito mais fácil. Bem; isto é 50% verdade e 50% não. Mas é verdade muito mais porque a sociedade depravou-se a tal ponto que hoje em dia em tudo se põe o sexo, e com isso sempre vem a ideia de conquistar um parceiro de cama, não necessariamente um namorado. Ora, se todo mundo está previamente pensando “naquilo”, ninguém tem mais trabalho para contar o que deseja, a não ser que não seja sexo. Logo, não é a atual tecnologia que abriu as portas dos motéis e programas noturnos, e sim a mentalidade obscena e imoral da Humanidade. Então a frase está 50% incorreta quando nos lembramos que, por trás de um avançadíssimo celular, pode estar uma alma insegura, que não quer se depravar como as outras, e ainda olha feliz para uma igreja sonhando com o cristão que sairá dela com um buquê de rosas para lhe entregar.

Se você pertence mesmo a Cristo, é até seu dever cristão não deixar que as moças que você conhece caiam nesta desilusão diabólica, que se insinua para elas contando a mentira deslavada de que TODAS as moças dão bem cedo, e TODOS os homens só querem sexo. É seu dever evangélico falar da Moral cristã e da família tradicional, e isto já será, sem a menor sombra de dúvida, a grande conquista de sua vida, depois da qual você nem precisará mais passar cantada em ninguém. Sua namorada estará à sua porta.