Atitudes corretas para namorar depois dos cinquenta*

É ótimo quando completamos bem os nossos 50 anos! É um tempo onde nossas ilusões de juventude estão no fim e nossos relacionamentos tendem à seriedade e sobriedade. Contudo, nada impede de conversarmos sobre o agir nesta idade, sobretudo no tão complicado campo da paquerologia…

Cinquentões felizes-4Depois de o mundo inteiro eleger Sandra Bullock como uma das mulheres mais lindas do mundo, procurar o tão sonhado amor aos 50 também está em voga, e isto é um sinal ao mesmo tempo bom e ruim. Bom porque mostra que a felicidade a dois pode abranger a vida inteira, mesmo após uma viuvez dolorosa ou uma solteirice insistente, e mau porque prova que os casamentos estão acabando cedo, o que denota uma sociedade que abandonou os valores cristãos e entronizou o sexo em primeiro lugar, aceitando relações rápidas e descartáveis.

De qualquer forma, há o aspecto positivo de que hoje em dia não apenas os cinquentões, mas também as mulheres de 50, estão sendo mais valorizadas (tanto pelos outros quanto e acima de tudo por si mesmas) e isto pode ser um sinal de que alguma coisa útil Deus está extraindo deste conturbado ambiente relacional da Pós-modernidade.

Em razão do objetivo deste post, e aqui não importa a idade, sempre vem alguma insegurança e ou “frio na barriga” na hora de entrar no jogo da paquera. Pior: Seja qual for o seu poder aquisitivo, o seu sorriso e até a sua beleza física, paquerar sempre comporta uma ansiedade (não raro estresse), o qual é tido, porém, por muitos especialistas, até como um bom sinal nisso tudo.

Bruxa concentra-se no espelhoEste “frisson” vitimaria sobretudo as mulheres; porquanto se muitas delas, ainda lindas e adolescentes, sentem-se inseguras ao ponto de tentar “golpes baixos”, o que não dizer aos 50 anos, quando a sinceridade do espelho irrita? Ora, por mais que sejam experientes e inteligentes, elas têm o vício (empurrado goela a dentro pela sociedade hedonista da tirania da beleza) de colocar o aspecto físico em primeiro lugar, o que às vezes acaba em frustração e depressão. Logo, como a insegurança parece surgir de qualquer jeito, decidimos trazer algumas orientações para a paquera depois dos 50, em ponderações que ajudarão muito mais às mulheres do que aos marmanjos grisalhos.

Ora; comece pensando uma máxima que pode ser 100% verdadeira: O amor não tem idade. Sobretudo quando você, que leva a vida aos pés de Cristo, sente que Deus lhe comissionou para uma missão evangelizadora do mundo, e um dos caminhos mais compensadores para a missão é justamente iniciá-la a partir de um casamento (de um Casamento-a-Três), contando com a ajuda de seu cônjuge cristão. Sim, o amor não teria idade, mas seu corpo tem: Seus hormônios estão diferentes e afetam seu comportamento de modo diferente. Logo, antes de qualquer “desespero” arriscado, ou antes de qualquer mínimo envolvimento (mesmo uma simples paquera), busque o autoconhecimento pelas melhores fontes: o conselheiro espiritual de sua igreja, o seu pastor, o seu padre, mas, sobretudo, a Palavra de Deus. Veja:

Conhecer bem o que você quer de sua vida, bem como o que Deus quer de você, pode ser a chave para a sua autoconfiança. E nem é preciso dizer que sem autoconfiança é impossível se sair bem uma pessoa qualquer, de qualquer idade, nos jogos iniciais da paquerologia. Na verdade, sem a autoconfiança, as coisas nem acontecem, como se o universo inteiro conspirasse contra os tímidos e os medrosos.

Casal com psicólogo-1Dentro deste autoconhecimento e autoconfiança, é preciso se conhecer bem do ponto de vista emocional. Por mais que a experiência dos 50 já tenha lhe feito caminhar em todas as áreas da emoção e do trabalho, tudo o que é novo, como uma nova oportunidade de paquera, costuma exigir demais de áreas aparentemente inexploradas de sua psique. Por isso, ter os nervos sob controle pode exigir um treinamento extra, e assim entrar no jogo do amor aos 50 tem que ser algo menos impulsivo do que aos 20 anos, necessitando de melhor tempo de reflexão e ponderação (e, às vezes, até ajuda profissional).

Tendo esses pontos bem acertados em si, e depois de consolidada a armadura psíquica do espírito e das providências aqui sugeridas, você poderá então dar atenção a uma nova paquera. É a ocasião ideal para você não ficar perdendo tempo com quem não vale a pena (você já deve saber disso muito bem agora) e aí reside sua grande vantagem perante os jovens e as jovens: você conhece bem o ser humano e já não cai mais nas armadilhas do amor fácil e outros perigos.

Mulher madura-5.gifE então, com a sua experiência e providências tomadas, dá para saber muito bem, logo de cara, o que o(a) paquera pretende. Como você não é mais jovem e não quer mais só curtição, já sabe como agir quando ele/ela der sinais de que só está pensando em “brincar” ou “ficar”, na linguagem mundana. Por exemplo: Uma mulher de 50 pode ter todo o domínio da situação, e até convertê-la a seu favor: Homem nenhum pode mais enrolá-la, e os cinquentões sabem disso muito bem! E mais: quando um homem demonstra interesse por uma mulher madura, é porque ele realmente quer algo a sério com ela. É aí que você “apresenta” a sua ideia de “Casamento-a-Três”, e ele, sendo levado a ler a respeito no nosso Site, entenderá sem dúvida que era justamente isso que ele estava procurando.

Uma última coisa. Lembre-se que a meia-idade é uma das melhores fases da vida para se ter um novo relacionamento (pois esta idade não traz mais os erros e as precipitações da juventude) e até para o aspecto sexual da questão, quando se trata de uma relação levada ao altar do Senhor. Vestindo-se de conformidade com a decência cristã e a atenção redobrada, lance mão de sua “majestade” e de seu lindo sorriso, que certamente fluirá de seu rosto quando você encontrar aquele homem que Deus lhe apresentar. E seja feliz! Sua autorrealização pode ser justamente “o tempero” que renderá aquele amor que há algum tempo atrás você nem imaginava existir!

(*) Este artigo estabelece a nova periodicidade semanal deste Site.

 

Sobre John Valente

Prof. John Valente - Especialização: relacionamento conjugal cristão; Formado em Administração de Empresas e Teologia, especializou-se em Ciências da Religião, e participou de diversos cursos e treinamentos na área de relacionamento conjugal, inclusive o Seminário de Relacionamento Afetivo da “Agência de Casamento” que lhe apresentou à sua esposa.
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