Atitudes corretas para manutenção de uma relação conjugal

Dada a fragilidade das relações atuais e os perigos que rondam os casamentos entre cristãos despreparados, esta Agência vem iluminar algumas situações onde se podem colher “bons conhecimentos salvadores de casamentos”…

Amor a perder de vistaNem os melhores mestres de relacionamentos sabem explicar porque os sentimentos “esfriam” com o tempo, mesmo quando tudo vai bem. Esta Agência pensa que é bem provável que o casal, ao longo dos anos, seja “tragado para dentro de um vórtice de compromissos, responsabilidades e preocupações”, que acabam diluindo o sentimento que os levou a contrair os laços do matrimônio, mesmo quando feito nos moldes bíblicos do “Casamento-a-Três”.

Claro que isto é só uma parte da questão. Na verdade, o próprio coração humano, após a tragédia emocional da Queda Adâmica, nunca mais se refez do tombo e do assombro que foi aquele dia fatídico em que o Homem e a Mulher perderam TODOS os poderes celestiais, após romperem a sua amizade com Deus. Este é o ponto-chave de partida para qualquer reflexão neste assunto de esfriamento do amor e da atrofia das emoções.

Na verdade, não apenas o nosso corpo vai sofrendo mudanças ao longo dos anos, mas também nosso coração (físico e espiritual) vai se transformando de maneiras peculiares e quase sempre imperceptíveis à consciência, com a má notícia de que temos uma tendência a piorar (desgostar, desanimar), e não a melhorar. Quando paramos para pensar e olhamos o calendário, nem nos damos conta de que já se passaram 5 ou 10 anos e quase todo o encanto que tínhamos nos primeiros beijos, está longe de parecer os beijos rápidos de agora.

Dentista tirando tártaroNão podemos deixar de entender que o casamento é uma espécie de “mecanismo” entre duas pessoas (quando descrentes), e entre três pessoas (quando cristãos genuínos), e, como qualquer mecanismo, precisa de manutenção preventiva, como aqueles reparos e cuidados de um dentista, ainda mais num mundo em constante deterioração como este da pós-modernidade, onde se a voz de Deus não se calou para tanta gente surda, pelo menos se calaram as igrejas (que, seguindo à moda da mídia, só abrem a boca quando seu discurso não desagradar as massas, das quais parecem depender para sobreviver ou se manter no triste comércio da fé! Tristes tempos do deus-dinheiro!).

Assim sendo, o que o casal precisa ter plena consciência é da unidade que formam com Deus, num “Casamento-a-Três”, na qual o amor humano com o tempo, vai perdendo as cores típicas da paixão, i.e., vai perdendo em quantidade e ganhando em qualidade. É bem provável que Deus, tendo visto o dano causado ao coração humano, permitiu uma experiência apenas sinalizadora do amor divino (experimentado por nós pelo fogo da paixão erótica) até ao dia em que a consciência, iluminada pelo espírito de Cristo, galga a um patamar de amor maduro e sóbrio, no qual o coração tem a grata surpresa de sentir algo maior e mais calmo, aliado à segurança espiritual.

Apresentamos abaixo algumas dicas importantes para a vida do casal, em detalhes que podem fazer grande diferença para consolidar a relação. Não se esqueça de que estar casado não dispensa o ato da conquista (que reacende o coração e o corpo), não dispensa sermos bem educados, não dispensa “o respeito pressuposto”, pelo contrário, é depois do casamento que precisamos provar que aquilo que sentimos antes não era ilusão pelo outro(a), ou pior, que não era falsidade nossa contra o outro(a).

1# – Visitar os sogros (essa é velha, mas é super eficaz)

Visitando os sogrosPode parecer que não, mas visitar os sogros, fora de datas comemorativas, ajuda muito a consolidar o amor do casal. Ninguém melhor do que pai e mãe experientes para reflorestar um terreno pouco florido ou meio seco, enquanto os corações ainda querem ficar juntos pelo tempo que prometeram no altar.

Claro que existem sogros e sogras que não são flor que se cheire, mas não podemos esquecer que assumimos um compromisso com o(a) filho(a) deles, e por isso, em nome do amor e da felicidade matrimonial, é preciso fazer um esforço para visitá-los com certa freqüência. Além do mais, se forem também cristãos e frequentarem a igreja, provavelmente serão aliados do casal e farão de tudo para reavivar o sentimento que os uniu.

Pode parecer chato para você, mas de repente para o(a) filho(a) de seus sogros não. Então passe a pensar nisso com carinho: sacrifícios em nome do amor sempre serão ótimas provas de amor e carinho, como o próprio Cristo demonstrou.

2# – Serem mais amigos que cônjuges

Serem mais amigos q cônjugesVocês fizeram o “Casamento-a-Três” e agora se tornaram uma família: isso não quer dizer que deixaram de ser amigos. Se a amizade deve prevalecer em qualquer relacionamento acima de qualquer coisa, num relacionamento amoroso cristão ela é tudo, e geralmente é onde está a grande força do casal. Nela você não encontra somente um amor, mas a alma de alguém capaz de lhe dar todo apoio e até de se sacrificar por você!

A regra bíblica de falar a verdade sempre, por mais difícil que seja, também é uma maneira de trabalharmos a espiritualidade tão decisiva num relacionamento íntimo, que é o mais sujeito a sofrer tentações e provações. E é bom que seja um hábito que inicie logo no namoro, pois quando outros problemas chegarem (como os financeiros, por exemplo), a sinceridade é o baluarte para a segurança do casal, que deve ser respaldada pela Bíblia.

Afinal de contas, agora que deixamos de ser um para ser uma família e uma trindade, onde preocupações e cobranças acerca do futuro podem erguer muros largos no meio de um relacionamento, saiba compreender o(a) outro(a) o quanto necessário, escale o muro quantas vezes for necessário, e mostre o quanto você está do lado do seu cônjuge como o seu melhor amigo.

3# Sim, cuidado com as questões financeiras

Dinheiro é fogoÉ bom o casal também tratar de questões financeiras, porém, desde que na hora certa e sem ensejarem atritos típicos do mundo mercantilista em que vivemos, lembrando que essa situação mundana incomodou até Jesus, que não perdoou os vendilhões do Templo (que a rigor eram ignorantes, em comparação com os “biblistas” de hoje!).

Além de tudo, como sabemos pela Palavra de Deus que dinheiro não traz felicidade, é preciso construir esta na pobreza mesmo, como foi prometido no altar do “Casamento-a-Três”. O dinheiro ajuda muito quando não se tem Deus como aliado, ou quando seus pecados encobrem o Seu Rosto de nós. Assim sendo, tome cuidado e não misture questões financeiras com outros assuntos, sobretudo os assuntos do coração. É a Bíblia que nos ensina, por meio de Salomão, que devemos separar um tempo para tudo: tempo para cuidar das crianças, tempo de trabalhar, tempo para discutir questões financeiras, tempo para relaxar, etc..

Por exemplo: Quando sentamos para conversar sobre questões financeiras, o assunto flui naturalmente, até sem estresses, chegando sempre a um denominador comum. Entretanto, quando o assunto é tocado na praça de alimentação de um shopping (depois de uma sessão de cinema), é bem provável que ele se torne uma intriguinha chata, justamente por ter chegado fora do momento ideal: “não misture questões chatas com momentos de lazer”, ok?

4# – Nunca deixarem de ser macho e fêmea

Sejam sempre Homem e Mulher-1Há alguns parágrafos atrás, dissemos que o mais importante é a amizade do casal. E é verdade. A amizade, por ter na raiz de seu nome a palavra amor, é uma das formas mais sublimes de amor; tanto é que Jesus chamou os apóstolos de amigos! Porém aqui sentenciamos, em nome de Jesus: que esta amizade não prejudique a intimidade de vocês. Com efeito, e com a passagem do tempo, as pessoas muitas vezes vão deixando de se tocar, de se beijar, de trocarem palavras carinhosas (e secretamente “eróticas”, por que não?), e assim vão ficando muito mais amigos do que cônjuges, e isso pode ser a brecha que satanás queria para penetrar. Tanto é assim que, na 1ª Carta aos Coríntios, Paulo pede que os casais JAMAIS “se desgrudem” um do outro (traduzindo em linguagem popular), exceto para orar, visando evitar que satanás os tente pela incontinência ou abstinência.

Assim, pode-se dizer que, se o casal tiver maturidade para viver estas contradições da vida a dois, podem ouvir agora que amizade é uma coisa e amor é outra, embora uma coisa esteja na raiz da outra e vice-versa. Porém, para o bem do matrimônio, podemos dizer que nenhum casal cristão pode esquecer que, antes de eles dois serem amigos, são um casal sexuado que possuem necessidades físicas como todos os animais, e Deus criou o sexo para o desfrute deles, com DUAS funções distintas (veja NESTE link um vídeo sobre o assunto e aguarde um tempo: estamos preparando uma matéria sobre as DUAS funções do sexo). Não percam isso de vista.Frase do Peq Príncipe-3Agora, se nós estivermos falando para um casal para quem as coisas já deterioraram ao ponto de “mal se encostarem” (ou que foram vencidos por muitos compromissos, cansaço, estresse e até antipatia mesmo: uma tristeza), uma ótima pedida é trabalhar como militar em tempos de guerra, ou seja: marquem numa agenda o(s) dia(s) em que vocês vão fazer sexo, e assumam isto com o mesmo amor do Pequeno Príncipe de Exupéry: o principezinho dizia que quando sabia de antemão que sua amiga ia chegar às 17 horas, ficava feliz desde as 10 da manhã, na espera de ver aquela pessoa vindo ao longe! Moral da história: sexo também é muito bom quando o casal já sabe, com boa antecedência, que vão transar naquela noite ou naquele fim-de-semana! Tem gente que acha até melhor assim! (Eita Exupéry sabido!)…

Vou repetir: Foi isso mesmo que você ouviu. Deixar marcado no calendário um dia especifico para transar pode até parecer coisa automática e sem espontaneidade, mas se você prestar bem atenção em si mesmo e no seu corpo, no dia marcado você estará esperando muito mais ansioso(a) por aquele momento especial, além de ter a certeza de que não haverá dores de cabeça, nem trabalhos trazidos pra casa nem outros problemas para afastá-lo(a) do encontro.

5# Respeito a toda prova não é só respeito

Abraham e Sarah-2Em um relacionamento saudável, não existe insegurança e desconfiança. Mas o que seria um relacionamento saudável? É óbvio que é uma união de cônjuges feita aos pés de Cristo, naquilo que chamamos de “Casamento-a-Três”. Melhor dizendo, seria um relacionamento sem mentiras, sem falta de carinho, sem desamor, com toda cumplicidade, companheirismo, e com outra coisa fundamental em qualquer relação sadia: aquilo que chamamos de “respeito pressuposto” (veja link dado acima neste artigo sobre este assunto).

No “Casamento-a-Três” (bem como numa relação saudável) existe o respeito comum da conceituação humana convencional, que é aquele respeito óbvio da individualidade de cada um. Mas existe também um respeito especial, que opera como uma espécie de “antecipador” dos conflitos de opinião, e impede que a língua solta dos corações sem Deus desande a tagarelar nas horas mais impróprias, sufocando a autoridade da hierarquia bíblica e levando o casal a viver terríveis dias de insegurança e dor. Aliás, até o “servir ao próximo”, de que tanto falava Jesus, segue esta mesma regra do respeito pressuposto (veja vídeo explicativo AQUI).

Finalmente, no relacionamento saudável dos lares verdadeiramente cristãos, existe a pura consciência de que estamos a cada dia aprendendo um pouco um com o outro e com a Palavra de Deus, e mais e mais até o fim de nossas vidas (aliás, para sempre, pois a vida humana não terá fim!). Deus planejou a sua criação como uma grande escola ao lado dEle, como professor, e ficou feliz quando viu que o casal cristão, crescendo e amadurecendo todo dia, iriam sempre reviver e reacender aquele primeiro amor que os levou a dizer “SIM” perante o altar.

 

Sobre John Valente

Prof. John Valente - Especialização: relacionamento conjugal cristão; Formado em Administração de Empresas e Teologia, especializou-se em Ciências da Religião, e participou de diversos cursos e treinamentos na área de relacionamento conjugal, inclusive o Seminário de Relacionamento Afetivo da “Agência de Casamento” que lhe apresentou à sua esposa.
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