As duas grandes frustrações de um casamento

Parece um bosque florido, que pode exalar o perfume inebriante da Natureza, mas também pode conter a serpente venenosa da amargura. Um casamento, por mais espiritualizado que seja, sempre carrega seu veneno ou sua fera, e os casais bem intencionados precisam estar atentos às armadilhas do destino.

Rotina=Maior-problema-entre-casaisA vida humana é, apesar de conturbada pelas nossas inabilidades e iniquidades, algo muito interessante, pelo menos a título de estudo. Ora vejam só: conhecemos uma pessoa um dia; depois nos apaixonamos; depois passamos a fazer parte da vida dela e a compartilhar tudo o que nos permitir a nossa confiança. Com o passar dos dias, meses e anos, vamos nos sentindo cada vez mais ligados àquele ser (que ainda nos é virtualmente desconhecido!) e temos a clara impressão de que ali está a pessoa perfeita para darmos o passo seguinte: o Casamento.

Conversamos a respeito disso e descobrimos, para nossa felicidade, que nosso parceiro pensa como a gente e deseja o mesmo que nós, i.e, ficar do nosso lado até que a morte nos separe. É romântico pensar deste modo e, acreditem ou não, é extremamente necessário continuar pensando romanticamente. Contudo, neste mundo-cão, muitas pessoas casam já pensando na possibilidade de se divorciar, e até arranjam de última hora um tal de “contrato pré-nupcial de separação de bens”, contra o qual esta Agência se levanta ferozmente.

Se isso acontece com o leitor(a), se você já tinha em mente esta idéia do contrato pré-nupcial, atente para o que você verdadeiramente sente. Porquanto não podemos iniciar uma caminhada de amor já programando a saída para um caminho sem volta! É preciso ter consciência de que o sucesso de qualquer relacionamento depende exclusivamente de nós, e, no caso de um casal cristão, depende de Deus. Logo, ter uma boa conversa nos inícios da relação, talvez antes mesmo de começar o namoro, é o procedimento apropriado para evitar todo tipo de situação como esta. Porque sem compreendermos bem o(a) parceiro(a), não existe milagre capaz de ajudar a quem já inicia um namoro num regime de desconfiança peremptória.

Porém, digamos que este não é seu caso e que você fará de tudo para que seu casório siga até que a morte os separe, como pede a Bíblia. Mas então você percebeu, depois de alguns ou de muitos anos, um certo distanciamento ou “esfriamento” do cônjuge. Sem dúvida isto é algo frustrante… e, com efeito, SE havia alguma dúvida sobre a hora em que a Palavra de Deus deveria entrar em ação, esta é a hora exata! (Muitos casamentos acabam por causa de frustrações como essas, pois elas possuem a capacidade de corroer nosso ânimo e desfazer tudo aquilo que sentíamos ou sonhávamos, nos fazendo acreditar cegamente que tudo desmoronou como se fosse um castelo de cartas). Isto posto como exemplo, vejamos aqui as duas maiores frustrações ou faltas que o(a) parceiro(a) produz: a falta de carinho e a falta de intimidade (que são coisas bem diferentes). Vejamos.

A falta de carinho

As 2 grandes frustrações de um casórioDurante o período de namoro, os dois mal conseguiam ficar sem se ver; no noivado, aconteceu a mesma coisa; claro, não era a mesma “loucura”, mas ainda sentiam o ansioso desejo de estarem sempre juntos e, exatamente por esta razão, decidiram casar. Até aí tudo correu bem, mesmo com o estresse da organização de tudo numa casa; e finalmente começaram a partilhar uma vida a dois. As primeiras semanas foram uma lua de mel; os primeiros meses também; o primeiro ano. Depois o casal sentiu que passaram a aparecer pequenas “oscilações de carinho” – após alguns anos – e cada um começou a sentir uma estranha saudade de determinados momentos no passado de sua relação.

Isso é frustrante, sem dúvida, pois não sabemos direito se a pessoa continua nos amando do mesmo modo ou não, com a mesma intensidade ou não. E pior: tal dúvida pode pintar na cabeça do parceiro também. Isso mesmo: ele/ela pode sentir a mesma coisa. E sabe por quê? Porque com a cumplicidade e a amizade desenvolvidas ao longo dos anos, esquecer o carinho e a intimidade necessária faz a pessoa se sentir desvalorizada e desmotivada, seja ele ou ela.

Por isso é extremamente importante não deixar o carinho arrefecer a relação a dois, estando sempre “juntos e misturados”, o quando possível. Por exemplo: Para que assistir um filme noutro sofá quando se pode sentar ao lado dele/dela e segurar na mão? Por que não colocar as pernas sobre as pernas dele/dela? É importante para nossa alma – herdada de Adão e Eva – termos essa intimidade, pois nossa pele não reage apenas à dor, mas Deus a criou com tantas terminações nervosas justamente para nos proporcionar prazeres inefáveis, reagindo a “impulsos táteis” (pequenas descargas elétricas correndo pelos nervos) ao encostar na pele daquele que amamos. Esta é uma cena típica de um “Casamento-a-Três”.

A falta de intimidade

Mulher nega sexo por desânimoEste problema – que parece o mesmo mas não é – é decorrente do que acabamos de relatar acima; ou seja, quando o casal perde o contato físico do carinho, então é quase certo que irá perder também a intimidade, tão importante para a manutenção do amor, diminuindo a freqüência dos momentos românticos. Pior, este poderá ser o estopim para diminuir também as relações sexuais (mesmo sem chegar a uma interrupção total, mas atendendo ao desejo de separação instilado por satanás, que já antevê feliz o dia em que vocês terminarão tudo).

Deus nos deu a necessidade de nos sentirmos amados e desejados (no bom sentido), como parte de nossa filiação ao seu grande coração, que também sentiu a mesma coisa quando desejou criar seres livres e autônomos em seu Reino. Por isso, quando sentimos a frigidez no relacionamento, as coisas começam a escurecer por todos os cantos e com isso damos chance ao desânimo, e com este sentimento ruim o inimigo abre uma brecha para a apreciação de alguém fora da relação, fazendo aparecer aí o grande perigo combatido por Deus, a saber, a traição.

Assim, se for o seu caso (i.e, que seu marido ou sua esposa não esteja mais dando tanta atenção ao sexo), o melhor a fazer é sentar e conversar uma boa conversa para recolocar as coisas nos devidos lugares, pontuando os sentimentos que estão sendo minados pelo clima frio que reina entre vocês. Este é o passo mais importante a seguir. Porém mudar “de artes” também é bom, e sem dúvida valerá a pena: viajar um fim de semana; investir em roupas íntimas mais “sensuais”; ensejar ou reacender certas fantasias; usar o perfume do início do namoro; enfim, tudo pode ser feito antes que precisem recorrer ao pastor ou à terapia de casais.

Casal na chuva-05Faça assim, como se tivesse “dado a louca”: Deixe tudo ao seu redor com toque romântico e caliente, investindo em maneiras diferentes de seduzir ou amar o seu/sua cônjuge. Enfim, saia daquele “arroz com feijão” básico; parta para a descoberta de outras posições sexuais (há até livros cristãos falando disso: segue uma pequena lista abaixo*) e libere-se como única mulher do seu marido e único homem de sua esposa, não esquecendo que Deus lhes permitiu tudo entre quatro paredes, desde que em perfeito consentimento mútuo e visando exclusivamente o amor que os uniu na igreja.

“Decore” isso como você decorou sua casa: tenha sempre sob controle os rumos do seu casamento e, nunca deixe de fazer alguma coisa que evite o desânimo. Atualmente existem ótimos livros e filmes que podem devolver ao seu relacionamento o ânimo do primeiro amor, ensinando até técnicas de reconquista quando ambos se amam e querem levar o casamento até o fim de suas vidas. Que Deus continue abençoando o casamento de vocês!

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(*) Este site está coletando títulos de livros eróticos escritos por cristãos para disponibilizar no Site desta Agência. Alguns livros já podem ser adquiridos no Brasil. Eis alguns deles:

(1) “O Ato Conjugal” – Tim e Beverly LaHaye

(2) “Libertação e Sexualidade” – Robinson Cavalcanti

(3) “Eu obedecê-lo?” – Elizabeth Rice Handford

(4) “Casados mas felizes” – Tim LaHaye

(5) “Problemas sexuais entre evangélicos” – Pr. Wanderson da Silva

(6) “Celebração do Sexo” – Douglas Rosenau

(7) “Sexualidade sem Censura” – Cláudio Duarte

(8) “Vida sexual no casamento” – Prof. Felipe Aquino

 

Sobre John Valente

Prof. John Valente - Especialização: relacionamento conjugal cristão; Formado em Administração de Empresas e Teologia, especializou-se em Ciências da Religião, e participou de diversos cursos e treinamentos na área de relacionamento conjugal, inclusive o Seminário de Relacionamento Afetivo da “Agência de Casamento” que lhe apresentou à sua esposa.
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