A “justificativa” dos que querem o ménage é a “chatice”…

A chatice das mulheres (todas) faz com que nenhum homem ame de verdade e assim o que resta é o tesão, que acaba “substituindo bem” o amor pelo prazer “sublime” que traz. Pior: o mesmo fenômeno parece estar ocorrendo com as mulheres!

Menage-a-trois-2Recentemente fomos “sacudidos” pelo envio de pesquisa relatorial acerca da sexualidade na pós-modernidade, e ficamos pasmos com uma constatação assaz perturbadora: o macho moderno não sente nenhuma falta de amor, “Amor” no sentido verdadeiro e estrito, de sentimento profundo na alma e independente de situações de erotismo ou mesmo de proximidade física (há mesmo casos relatados de sentimentos que se intensificam com a ausência e a saudade!). A prova é tanta que é de um “macho heterossexual sadio” a célebre declaração, que já virou até “Frase de Caminhão”, a qual diz sem qualquer hesitação: “Amor mesmo só o de mãe!”.

A razão precípua de tal “desprezo pelo amor”, segundo um analista da pesquisa supracitada, segue por ele entendida como sendo resultado das convivências quase 100% problemáticas e sofríveis com o sexo oposto, a saber, a constatação efetiva e real de que aquilo que no passado se chamava de amor (segundo os pesquisados) nada mais era que uma submissão a alguma forma de “escravidão”, seja a ditadura da vontade do homem, da mulher, dos filhos, da autoridade civil ou até da autoridade religiosa!

Ou seja: todo o romantismo do passado, registrado nos anais da História como a realidade de lares felizes e amores eternos (ou que duravam até que a morte os interrompia), não passava de uma espécie de “ilusão consoladora” das desilusões e desencontros reais de vontade e personalidade, invariavelmente presentes em todos os lares, com as honrosas exceções de lares “autoritários” (se e quando havia alegria na submissão de um dos cônjuges, geralmente a mulher), geralmente cristãos ou religiosos de religiões ascéticas.

Padrão de beleza medieval-2Noutras palavras, é como se a Humanidade inteira tivesse assumido voluntariamente – e às vezes alegremente, como possuída por uma demência – o destino insípido de relações “frias”, onde o sexo quase nunca variava de posição nem de frequência, e os maridos e mulheres aceitavam isso sem questionar, como se aquilo fosse o mandamento da vontade de Deus! (Pior, as mulheres aceitavam isso não apenas por causa da religião, mas também por uma imposição da sociedade hipócrita da época; e os homens só aceitavam isso por possuírem vida dupla, a saber, o erotismo que não viviam com suas esposas era vivido com prostitutas de verdade, “conquistadas” em cabarés de verdade!): eis o retrato no mundo antigo, não tão antigo assim, pois até meados do Século XX esta era a realidade nua e crua, mais crua do que nua.

Com a chegada da modernidade, empurrada compulsoriamente pela mídia de massas (que só queria viciar o povo para vender mais propaganda e os produtos por ela veiculados), aquela mesma Humanidade “fria” foi levada a desconfiar e até a rejeitar os ditamos da Moral e da Ética, como se estas nada mais tivessem feito que “proibir” os prazeres da carne, e nesta pseudo verdade todo mundo esqueceu de todas as demais responsabilidades e controles absolutamente necessários à paz social e até ao futuro, assinalados em todos os manuais ético/religiosos do mundo inteiro.

E aí, após a chegada da Televisão sem censura e de suas co-irmãs impressas e antenadas, quando a sociedade inteira recebeu em seus próprios lares as cenas mais imorais da vida sexual desregrada, a patologia geral foi levando os olhos e depois as mentes a enxergar como verdade a mentira de que só o sexo de fato tem “graça”, e o amor é muito circunspecto ou formal demais para gerar “atração de qualidade” (vê-se isso aparentemente na música “Amor e Sexo” da Rita Lee, que também a compôs pensando em lucrar com o gosto já depravado da sociedade ou agradando à mídia imoral).

Deste ponto em diante até chegar à coisificação dos corpos e à descartabilidade do amor, foi preciso apenas um passo, a saber:

Putas em cabaré-02(1) Por um lado, os homens, nunca antes disciplinados por Moral alguma (mesmo nas épocas românticas medievais mais severas eles tinham suas amantes e meretrizes), receberam de mão beijada exatamente aquilo que queriam, isto é, mulheres baratas e disponíveis a relações sexuais sem compromisso; e se já não se davam por inteiro ao amor verdadeiro – o sexo sempre lhes bastava para serem felizes! –, agora tinham mais uma razão para não amar ninguém de verdade, pois então a única coisa que ainda os levava a algum sentimento mais nobre havia perdido toda a sua nobreza, a saber, a Mulher de pureza e de pudor.

(2) Por outro lado, as mulheres, iludidas pela voz do galo que cantava e elas não sabiam aonde, parece terem olhado para si e visto o quanto foram enganadas por seus cônjuges e parceiros, que nunca lhes tributaram qualquer respeito no sentido da fidelidade! Pior, também olharam para seus corpos e parece terem visto o quanto haviam perdido com sua fidelidade aos maridos infiéis, que davam prazer às meretrizes e a elas um mero papai-mamãe desajeitado, muitas vezes por um furo no lençol e um muro eclesial.

Resultado 1: Se para os homens, que já se divertiam com prostitutas curtindo prazeres que o casamento tradicional não lhes dava, foi uma mão na roda a proposta moderna da libertação sexual das mulheres – mesmo com os reveses de machões ignorantes que matavam as infiéis em nome da honra, na fase de transição entre o passado e a modernidade – e eles agora podiam ter tudo o que sonhavam (“somente o sexo era tudo, e o amor poderia ser cogitado como apenas uma exigência da sociedade hipócrita”), não restou mais espaço algum para o amor nos corações masculinos (“Ninguém quer viver um grande amor”) e tudo o que havia de romântico a modernidade se encarregou de extinguir, sepultando-o para sempre debaixo de sete palmos!

Orgia num mar de cobras negrasResultado 2: Se para as mulheres, que nunca se divertiram sem o cerceamento das regras morais e sacramentais de casamentos muitas vezes realizados vazios de sentimento, agora havia o espaço 100% aberto da nova visão masculina do prazer (a saber, que quanto mais mulheres transassem mais prazer eles teriam em troca!), então elas se entregaram tresloucadamente ao prazer, e sem se importar com o fato de que quanto mais libertinagem menos compromisso, o que inexoravelmente encaminhava a sociedade para a mera devassidão, ou seja, um tempo em que qualquer casamento vira piada e as relações informais duram mais – “e até ganham certo prestígio, pois sem nenhuma obrigação de copular e até de estar junto, o sexo flui melhor e mais sensualístico”.

Ora. Estamos agora bem no olho do furacão, com a depravação aplaudida por todos e a “Moral desmoralizada”, e nenhuma reivindicação tão desesperada pelo amor bate mais à porta de coração algum, e a contabilidade dos relacionamentos acaba enxergando como muito mais lucrativa a relação descomprometida, onde o prazer e a diversão ditem todas as normas! Neste mister, se é o prazer que importa e governa todas as consciências (ou inconsciências), o terreno propício e fértil para a fantasia erótica campeia solto, e depois disso, tudo o mais é possível! (Estão vendo a pedofilia no horizonte?)…

Sono depois da orgiaAté porque, mesmo com a liberdade desbragada das mulheres, o pênis masculino – agora solto de vez – nunca vai ficar – como nunca ficou – plenamente satisfeito com um só regime de penetração, ou com a penetração num só orifício, e por isso é que a Internet está a cada dia mais eivada de propostas (diretas ou indiretas, aquelas mais que estas atualmente) de sexo a três, sexo a quatro, troca de casais, orgias e até sodomias, tudo para não deixar a peteca da libido cair, pois tesão algum nunca funcionou por muito tempo sem o tempero da “novidade”, de outras vaginas ou da vagina das outras, da carne nova, dos ânus oferecidos (ânus mil), das taras bacanais e de todo tipo de variação para  manter-se em alta, ao contrário do Amor verdadeiro, que cresce a cada dia com o hábito da regularidade e da fidelidade. [Pior: as últimas estatísticas médicas trazem um dado estarrecedor, a saber, que quem tem praticado sexo grupal há muitos anos tem apresentado dificuldade de ereção com sua própria mulher, ou com uma mulher só, demonstrando que a mente acaba se viciando de tal modo na promiscuidade que só “transfere” tesão para o pênis quando os olhos enxergam muitas vaginas juntas! Eita castigo brabo para quem pretende ser decente!]…

Assim, chegamos num tempo em que após a descoberta de que um longo relacionamento é muito difícil e sacal, as opções se abrem desmedidamente em todas as direções, e não mais contam com a oposição de ninguém, nem mesmo das mulheres, que também viram no prazer um substituto mais palatável do que aquele “Amor piegas da antiguidade”. Logo, quando elas mesmas encontram um homem língua solta para confessar que prefere a solteirice para poder “gozar a vida” adoidado, e com isso revelam que sua fantasia principal é o sexo grupal, elas não mais se espantam nem se rebelam contra isso; pelo contrário, lembram que uma relação apenas pelo prazer não comporta as chatices de compromissos formais com gente conhecida (como a família do homem ou da mulher) e lembram também que relações rápidas evitam a convivência com as chatices próprias de cada um por longos anos, como acontece no Casamento Formal civil ou religioso.

Serpente enganou EvaEstá explicado o título deste artigo: a “justificativa” dos que querem um ménage ou o sexo grupal é a “chatice” da mulher – para o homem – e a chatice do homem – para a mulher –, pois num encontro onde não se troca nada (apenas prazer), nada mais resta de “aderências e intromissões” (como as famigeradas ‘DRs’), saindo cada um para seu canto como se nada tivesse acontecido, e feliz por ter satisfeito fantasias que até bem pouco tempo atrás eram impossíveis sem a plena aceitação e até adesão das mulheres! (Enfim, dirão hoje felizes os depravados pós-modernos, na língua deles: “Burros foram os homens do passado que escravizaram tanto as suas esposas, essas verdadeiras ‘deusas imorais’, quando elas poderiam muito bem ter-lhes retribuído tudo aquilo que só a modernidade veio comprovar, a saber, que a mulher também podia gostar de ‘sacanagem’ em grupo!” – Numa palavra: tudo do jeito que o diabo gosta!).

Este arrazoado pode ser, afinal, apenas o desabafo inconsolado de um Cristianismo cada vez mais impopular, ou o estertor de uma era de caminhos seguros entre dois abismos, e a Humanidade pode ter jogado lá dentro todas as suas fichas e até seu salva-vidas! O mundo vivido só pelo prazer pode, sem dúvida, dar algum prazer, mas somente prazer “não salva ninguém da velha serpente”, nem mesmo uma pessoa que vivesse apenas esta vida física, aprisionado à terceira dimensão. O mundo sem Moral e sem Ética nunca vai acertar o caminho do Bem, pois o Mal sempre se imiscui entre nós, e a entropia tende a fazê-lo triunfar sobre os planos humanos. Os devassos preferiram viver sua vida com os olhos fechados, mesmo que o lugar onde tenham entrado seja, de fato, um covil de serpentes. Eu prefiro abrir os olhos, e ver onde anda minha serpente!

 

Sobre John Valente

Prof. John Valente - Especialização: relacionamento conjugal cristão; Formado em Administração de Empresas e Teologia, especializou-se em Ciências da Religião, e participou de diversos cursos e treinamentos na área de relacionamento conjugal, inclusive o Seminário de Relacionamento Afetivo da “Agência de Casamento” que lhe apresentou à sua esposa.
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