A idiotice do século: “Todo mundo está fazendo!”…

Um site de notícias internacional “faz a caridade” de empurrar para o abismo as moças que já não têm futuro algum a não ser entregar-se às taras inconfessas dos machistas modernos, simplesmente pelo fato de que “divas” internacionais também fazem loucuras, e se fazem, devem ser copiadas!

Todo mundo tá usando saia-corvinEsta é uma época de fato esquizofrênica, doentia, onde a mera insinuação de popularidade de um gesto leva multidões a repeti-lo, sem que ninguém apareça e se pergunte: “Ei? Espera aí! Por que é que eu tenho que fazer isso? Por que tenho que imitar essa gente? Por que é que somente sendo manipulado eu sou benquisto pela sociedade?”. Ora, ora, massa bruta, quem te ensinou a ruminar assim, como todo mundo rumina, e vai seguindo o som da corneta do boiadeiro? Não fui eu mesmo que esculachei a tal de Maria-vai-com-as-outras? Quem dera ainda pensássemos como nossos avós, que mantinham seus hábitos inalteráveis!

É na pós-modernidade, pois, que as piores loucuras estão chegando ao nosso conhecimento e ganhando cada vez mais adeptos convencidos, e não será exagero imaginar o dia em que a mídia irá trazer uma nova moda (por exemplo, “Coma seu cachorrinho… Entenda como quiser… Você é livre!”) e todo mundo vai adotar um cachorrinho para adotar a moda, e em breve teremos sanduíche de cachorro quente e de cachorro vivo! Quem duvida que a idiotice chegará aos extremos? Walter B. Pitkin pelo menos não duvidava de jeito nenhum (confira AQUI).

Gente caindo num buracoA Megaidiotice está explícita: é a mania estúpida e destrambelhada de seguir aquilo que todo mundo está fazendo, independente do que isso signifique, ou à revelia da Razão e do bom senso. Neste sentido, o leitor pode procurar QUALQUER comportamento (eu aposto em QUALQUER comportamento) tresloucado ou esdrúxulo para os padrões da “normalidade mediana” da Humanidade, que não tenha sido iniciado a partir da imitação de um outro louco por aí! Eu duvido e aposto todo o meu salário que nenhuma loucura modernoide teve início sozinha, ou seja, sem que ninguém tenha copiado ninguém! Isto simplesmente não está na “Cartilha da Burrice” de que falava Pitkin!

Jumentos são exatamente jumentos porque seguem outros burros! Não existe asno inteligente agindo sozinho e ensinando os burros a abandonar a burrice. Tudo é uma questão de seguir a multidão e de alcançar a popularidade das massas de manobra! O próprio nome diz: são massas para ser amassadas, modeladas e manobradas a bel prazer dos interesses político-econômicos dos governos, e por isso estes não levam adiante nenhum plano verdadeiramente libertador da burrice, pois a burrice do povo é sua garantia de poder e enriquecimento!

Enfim, o leitor já entendeu. Mas não admira o amigo que, neste último dia 7 de outubro de 2015, um famoso site de notícias especializadas (o “Yahoo Vida e Estilo International”) publicou um post no qual figuras famosas – divas como Rihanna e outras – vestiam vestidos transparentes e deixavam os mamilos à mostra, no meio dos quais elas haviam trespassado metais, depois de pagar fortunas para terem piercings exibidos naquela específica região, desprezando toda a delicadeza do lugar e as advertências médicas para proteção das mamadeiras naturais de seus corpos.

Piercings nos mamilos

Piercing no mamilo – A moda diz: “Ah, vai lá, todo mundo está fazendo!”…

Pior, o post do Yahoo foi publicado “sem cuspe”, isto é, botando pra quebrar, e pedindo abertamente às babacas idiotas da audiência que também botassem piercings ali, como se não fizessem mal em qualquer outro lugar no corpo (sim, acreditem: tem gente que já pôs piercing até no anel do ânus, depois sentou sobre um espelho, fotografou e postou o “ferro cheiroso” nas redes sociais! Pasmem!). Claro que o Yahoo pode ter redigido o post ironicamente, como se dissesse: “Nossa audiência é tão alienada que nós podemos ironizar e dizer ‘ah, vamos, todo mundo está fazendo!’ sem medo, pois isso só aumentará o nosso IBOPE” – E as alienadas nos obedecem feito ovelhinhas estúpidas!

De fato, não há mais o que duvidar da esquizofrenia desta época! Tá tudo errado!, como dizia o Sérgio Brito. E pior: verificar que divulgadores de notícias e até (de)formadores de opinião acabam promovendo tais loucuras (como o Yahoo e a Rede Globo), não permitindo nenhuma sensação de otimismo em relação a estes tempos modernos! E nem mesmo “a fé que me faz otimista demais” (do Roberto Carlos) tem qualquer chance de sucesso nesta Era de Tresvario, depois de ter sido descrita como Era da incerteza.

Trenzinho aplaudido em pleno palcoPior, se uma coisa qualquer é divulgada na mídia, não há mais conversa alguma que chegue com boa performance aos ouvidos seduzidos pela loucura, que não a ouvirão ou a ouvirão com má vontade e ainda lhe julgando “retardado” no tempo e adiantado na proibição, proibição esta que não cabe mais em dicionário algum! É o fim de qualquer tentativa de Educação Moral, e isto explica porque as escolas de hoje não constroem mais verdadeiros cidadãos, criando o caráter sempre duvidoso do homem pós-moderno.

Só nos resta seguir como “retardado” às lições que Cristo nos deixou na sua santa Palavra, e também orar para que nossos filhos e parentes não caiam neste vazio mental da mídia, seguindo uma multidão que há muito rumina com os carneiros de Panúrgio. Se a verdadeira educação cristã nunca foi dada a esta geração perversa e corrupta, temos que seguir o caminho diametralmente oposto e educar, mostrando que ser “redondo” é cortejar a morte, e ser “quadrado” é garantia de firmeza quando a ventania chegar. Afinal, é muito mais difícil “furar” um quadrado para meter-lhe um piercing do que furar um redondo, que o riacho poluído carrega para a fossa, e muitas vezes é furado por traficantes. Deus tenha pena desta geração perdida!

 

Sobre John Valente

Prof. John Valente - Especialização: relacionamento conjugal cristão; Formado em Administração de Empresas e Teologia, especializou-se em Ciências da Religião, e participou de diversos cursos e treinamentos na área de relacionamento conjugal, inclusive o Seminário de Relacionamento Afetivo da “Agência de Casamento” que lhe apresentou à sua esposa.
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