Muito além do “Santander Cultural”: eles querem sodomia com menores em público!

Se havia alguma dúvida de que a intenção secreta do inimigo de Deus era sodomizar a Terra, esta dúvida agora se foi de vez com uma nova lei no Canadá, a qual revoga a proibição da sodomia adolescente que os conservadores tinham decretado a duras penas.

A América do Norte, que engloba os dois gigantes do globo (EUA e Canadá), está agora a fazer mais uma demonstração de decadência moral e espiritual perante o mundo, sem no entanto apresentar nada de novo no conhecimento adquirido acerca da esquerdização do planeta, engendrada pelo Comunismo e pelo Socialismo, em todos os quatro continentes, como prova da chegada do governo único ditatorial do antiCristo.

Não é, portanto, nada espantoso para quem já conhece o Comunismo e seus insidiosos processos de penetração, com o domínio da Mídia mundial, a doutrinação das escolas e universidades e o aparelhamento das instituições. O que nos espanta é mais uma vez observar o grau de acatamento da sociedade às propostas mais depravadas da mente diabólica dos esquerdopatas, como se todas as dezenas de séculos de história do Cristianismo tivessem sido apenas “contos de fada” descartáveis, com a mentira de um Deus vivo que quer a santificação da Humanidade.

Mas antes de continuarmos, vamos conhecer melhor o que está havendo no Canadá, aquele Canadá tão belo e tão cativante que nos legou artistas do quilate de Celine Dion, Avril Lavigne e Alanis Morissette, e músicas tocantes como a bela “Canada”, que o StudioJVS remixou (veja AQUI nosso remix). Mas enfim, vejamos em palavras pontuais O ABSURDO diante de nossos olhos. É inacreditável, mas infelizmente é a realidade nua e crua do inimigo entrando e dominando todas as consciências humanas. Vejam:

(Abre aspas) “O governo canadense anunciou nesta terça-feira (15/11/2016), a intenção de revogar uma lei que proíbe a prática da sodomia antes dos 18 anos, por considerá-la “discriminatória”. O artigo 159 do Código Penal canadense estabelece que “qualquer um que mantenha relações sexuais anais com outra pessoa” pode ser punido com até dez anos de prisão, exceto se forem relações consensuais entre “esposos” ou “duas pessoas que tenham pelo menos 18 anos” (a idade de consentimento sexual no Canadá é 16 anos!). “O artigo 159 pune injustamente as relações sexuais em algumas circunstâncias. Nossa sociedade ‘evoluiu’ nas últimas décadas e nosso sistema de justiça penal também deve fazê-lo”, declarou a ‘louca’ ministra da Justiça, Jodi Wilson-Raybould. “É hora de que este artigo seja revogado”, afirmou ela, ao anunciar um projeto de lei com esse objetivo, e pior, na presença de outros depravados representantes da comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros).

A organização Egale, que representa essa comunidade, sustentou em um informe recente que dezenas de pessoas teriam sido acusadas em virtude desta lei nos últimos anos no Canadá, inclusive em províncias onde a norma foi invalidada pelos tribunais. Pior, os adeptos do sexo grupal também denunciaram que a lei reprime as relações anais “em lugar público”, ou quando “mais de duas pessoas participam ou presenciam”.” (Fecha aspas).

O que acabamos de ler deve horrorizar a qualquer consciência sadia, sobretudo se for cristã ou amiga do Conservadorismo que “conserva” a Moral evangélica como único meio de evitar o caos na Terra. O horror está justamente no fato de toda a imoralidade presente no processo está sendo tratada como coisa “normal”, sadia e até “decente”, já que é matéria posta em lei. E pior, com a manipulação esquerdista que quer iludir a Humanidade ao dizer que a Direita é retrógrada, e que “a Direita quer que o Conservadorismo vingue porque não quer a ‘evolução’ da Humanidade”, como se botar 10 pessoas transando juntas em público fosse qualquer coisa de “moderno” (ou pior, evolutivo), quando na verdade as massas transavam coletivamente em plena luz do dia há milhares de anos, lá nas cidades de Sodoma e Gomorra, que Deus destruiu com fogo e enxofre. Portanto, não há nada de novo nisso, e muito menos de “evolução”, pois transar no meio da rua é prática dos animais involuídos, e também a inclusão de menores do meio da suruba, que os cães também fazem!

Nem mesmo a alegação de liberdade, que a Direita supostamente viria proibir, não cola de jeito nenhum, pois ninguém deseja qualquer proibição (exceto aquela que envolver violência e morte) alcançando o quarto nupcial dos esposos legitimamente casados, conforme o acordo que fizerem os casais cristãos. O que se deseja, na Direita, é o respeito aos ambientes públicos, não apenas porque as crianças precisam viver a sua infância protegida das maldades adultas, curtindo a inocência salutar de sua idade, mas também porque A NINGUÉM interessa ver a intimidade dos outros, numa flagrante quebra da privacidade alheia.

A Direita, a rigor, não irá proibir uma suruba discreta, feita entre amigos que querem curtir sexo grupal em sigilo absoluto, desde que sendo todos adultos e bem resolvidos (embora “bem” resolvidos naquela malícia do diabo que foge da santificação de Deus!). Nem proibiria, do mesmo modo, o sexo anal, seja de mulheres ou de homens, desde que a regra fosse o sigilo e a idade adulta, além da não violência e da higienização para evitar doenças.

Logo, toda alegação de lutar contra a “evolução dos costumes” e contra a liberdade que a Esquerda alega ser a intenção da Direita, não passa de mais uma mentira do inimigo de Deus, pois ele sabe muito bem que o Conservadorismo também quebra as tramas que ele engendra, levando as almas à felicidade da vida com Deus, e é isto que ele quer impedir! Aliás, como este autor explicou no livro “Radiografia de Maria”, o que o demônio quer não é a nossa castidade, mas sim a nossa infelicidade, e o inimigo pode muitas vezes lutar contra o sexo, como ocorre com homens novos que sofrem de impotência ou com mulheres sadias que não sentem orgasmo. É óbvio que se o diabo quisesse APENAS depravação sexual, jamais iria possibilitar impotência e anorgasmia.

Isto posto, já que o intuito final é a “infelicidade geral da nação”, nada melhor para levar à depressão, à angústia e à tristeza, do que uma efetiva diminuição da recompensa sexual, e esta diminuição se dá justamente pela exacerbação da frequência e da banalidade do ato sexual, coisas que só as surubas públicas proporcionam, pois quanto mais sexo houver e quanto mais gente participar, menos os corpos devolverão qualidade ao prazer, fazendo o retorno da experiência ser cada vez menor, até ao ponto de que nem mesmo uma fila de centenas mulheres a transar com um homem satisfaça mais a fome de orgasmo que o cérebro viciado impõe! Isto se prova perfeitamente olhando para o que dizem os ex-viciados em drogas, sobretudo os convertidos ao Evangelho, quando contam que iniciaram sua desgraça pelo uso da maconha (a maconha é sempre a porta de entrada para drogas mais pesadas) e depois de alguns anos a ‘marijoana’ não mais lhes garantia o prazer inebriante dos primeiros meses, o que lhes ‘empurrou’ para a cocaína, para o craque, para a heroína e drogas mais potentes, ficando o prazer mesmo assim cada vez menor, como uma verdadeira maldição! E é esta “maldição da infelicidade final” que deseja o demônio!

O exemplo do Canadá é sintomático e bastante elucidativo: a decadência e queda final da Humanidade não advirá da mera explosão da violência urbana ou do terrorismo internacional, pois o diabo nem precisa de cadáveres para gozar o seu vampirismo anímico. Ele precisa de almas, e almas bem infelizes, para que ele mesmo goze, goze o estranho orgasmo da blasfêmia, rindo das lágrimas de Deus!

Saber que uma sociedade “tão evoluída” como a de um país como o Canadá está aprovando em lei a suruba pública, o homossexualismo e o sexo com adolescentes (leia-se pedofilia), nem chega a espantar o cristão mais atento, mais consciente e mais preparado biblicamente com os sinais do fim, pois o seu Senhor lhe alertou, há mais de 2.000 anos, que a sociedade caminharia nesta direção. E disse mais, que todos os maus pagarão por seus atos. Não é uma bebida de bom gosto, mas tira a sede de Justiça dos nossos corações consagrados lembrar que Jesus até nos pediu, diante dessa sociedade imoral, que deveríamos “exultar e alegrar” com esses sinais, porque eles anunciam o final da História, onde enfim a Justiça prevalecerá. Maranata!

 

Publicado em Casamento | Deixar um comentário

Elizabeth Rice Handford: A heroína “anônima” de um Cristianismo moribundo

Uma serva do coração de Deus e uma senhora cristã consagrada poderá ter passado pelo mundo sem que ninguém a conheça, ou pior, sem que nem mesmo a cristandade feminina a valorize na devida conta, provando o quanto o Cristianismo está com seus dias contados…

O que impressiona nesta nova geração de “intelectuais cristãos” é o quanto se mantêm arredios ou ‘enojados’ em relação a certas posturas bíblicas universais, que eles “com a maior cara dura” silenciam ou fingem não existir, como se uma verdade de Deus fosse revelada e NINGUÉM a reconhecesse e ninguém a acatasse em seu conjunto de crenças pessoais. Ora, a bem da verdade, o desacato a tais posturas bíblicas não se dá por mera cegueira involuntária, e sim por uma tentativa demagógica de atender às maiorias, ou de se manter no politicamente correto e ganhar popularidade, a qual parece ser, atualmente, a única “recompensa” para quem ainda não descobriu que no prêmio da soberana vocação em Cristo (Fp 3,14) também entram coisas irritantes e até impopulares, como o próprio Jesus também enfrentou irritações e impopularidades em seu tempo.

A continuar a ideia e a prática de se apegar a conceitos exclusivamente por sua maior aceitação popular, não será nada espantoso chegar o dia em que a Bíblia será um livro despedaçado, ou colado em pedaços convenientes, e assim deixando de ser a viva e eficaz Palavra da Verdade (Hb 4,12)! Se a bola da vez for apresentar ao mundo um conjunto de ideias que deixem o povo seguir sua vida à vontade, a bel prazer e a mau prazer, que diferença fará em seguir o Cânon e a bíblia-do-diabo? Afinal, não é exatamente esta a proposta do inimigo?

Ora; o Zé-povão, ou o povo livre e solto na buraqueira, jamais desejaria uma vida onde alguém lhes ditasse regras morais, limites de liberdade ou mesmo moderação de excessos, e por isso a Bíblia Sagrada (quando aceita por inteiro) é de fato, neste sentido, o grande inimigo da Humanidade, e nenhum cristão genuíno deverá se espantar de quantas investidas serão feitas contra a Revelação de Deus, e todas elas planejadas não para queimar Bíblias em praça pública, mas para desvirtuar e anular o controle moral sobre as almas, em todas as áreas da vida.

Pior: dentro dessas áreas de controle em geral, há algumas tão detestadas que nem chegam a entrar em cogitação, sendo sumariamente suprimidas, mesmo no meio dos maiores “intelectuais cristãos” de hoje. Alguns deles até acatam a exortação, vinda dos defensores do politicamente correto, de que eles mesmos certamente ‘exageraram’ em suas convicções, e podem ter ido longe demais na exigência de santidade encontrada no Novo Testamento, como se algumas palavras de Jesus fossem mera ornamentação intelectual para impressionar os pecadores de seu tempo (um exemplo disso é quando Jesus disse “sede santos como o Pai é santo” – Mt 5,48).

Logo, dentro deste clima atual de total aversão à Moral cristã imposta pela Verdade revelada, a interpretação literal do versículo que diz “virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina” (II Tm 4,3) se faz impor, e inaugura uma sangrenta batalha entre a mentira do inimigo e a Verdade de Deus, que sempre trará e exigirá a santidade como regra sine qua. Neste espírito, vou escolher uma só verdade detestada pelo Zé-povão e descartada por toda a cristandade atual, com a honrosa exceção de Elizabeth Rice Handford, única serva de Deus a enfrentar e a defender, com humildade e heroísmo, a regra da submissão da Mulher (Ef 5,22).

Ora; a dificuldade inteira começa pelo próprio cotidiano das igrejas e das suas “escolas bíblicas dominicais”, incluindo até a grade curricular dos atuais seminários teológicos, nos quais a própria ideia da submissão é omitida, suprimida ou relativizada ao extremo, como se Deus não tivesse deixado, por escrito e bem claramente, a sua santa vontade para a organização familiar (lembrar sempre que aqui me atenho tão somente ao meio cristão, pois no mundo a mera hipótese de se “ventilar” tal coisa corresponde a um ato de guerra, e nenhum ouvido continuará aberto a partir daí).

E pior: a qualidade do discipulado cristão atual está tão precária e a baixeza da espiritualidade evangélica está tão evidenciada na cara de todo mundo que concede até bons argumentos para que as esposas não sejam submissas, já que a Palavra de Deus diz que a submissão da Mulher deve ter a contrapartida da convivência desta com um esposo decente, fiel e extremamente santificado, o qual a ame tanto quanto Cristo amou a Igreja! Assim sendo, como pedir a submissão dentro de um lar – de um lar cristão – onde o marido se comporta como um homem comum, sendo às vezes grosso, frio e até infiel? Eis aí o drama dantesco em que a igreja atual está inserida, e esta realidade infelizmente está presente em toda a cristandade, incluindo evangélicos e católicos em geral.

Pois bem. Mas aqui, para efeito de ter o que conversar, vamos partir da hipótese de que alguns – pelo menos alguns – lares cristãos são dignos deste nome, por possuírem almas cristãs conscientes e consagradas, na intenção diária de fazer a vontade de Deus. Neste caso, neste unicíssimo caso, o lar onde habitam esposos e filhos felizes, o plano de Deus para organizar a vida familiar deu certo, e o Senhor está feliz por ver ali uma constante vitória contra satanás, calcada numa hierarquia sólida e bem assumida por seus membros. Ali os filhos são obedientes a pai e mãe, e sua obediência tem o salutar exemplo de submissão de sua mãe ao seu pai, e se espelha no ótimo clima de amor e alegria reinante entre os dois. Enfim, é um lar que jamais apresentou qualquer indício de conflito, maldade ou mesmo maledicência, e sua permanência “até que a morte os separe” nunca resultou em estatísticas de páginas policiais ou mesmo de conselhos eclesiais.

Ora; alguns “sinais” dessa realidade podem ser trazidos agora, a partir de dois ou três testemunhos impressionantes, que impressionam não pela coragem em si, mas pela clareza de visão, para enxergar algo que toda a sociedade rejeita e todos os poderes do mundo se põem em contrário. Senão vejamos.

Uma destemida e lucidíssima jovem brasileira vem a público e se coloca contra o Feminismo, falando com argumentos típicos de Liz Handford. Confira AQUI. Depois a mesma jovem, totalmente consciente do papel decisivo e decisório do Homem na hierarquia do lar, vem dizer que a Mulher não foi feita para ser entendida, e sim amada (na verdade, a partir da Queda Edênica, nem homem nem mulher ficaram inteligíveis para os seres incontaminados do Além, e somente a inteligência de Deus pode “entender” o que as almas fazem em suas burras vidas de pecado, e foi por isso que Jesus pediu um perdão especial a seu Pai – Lc 23,34): confira o outro vídeo AQUI. Ela se chama Luana Basto e já fez escola em seu Canal, conquistando uma grande legião de seguidores, aos quais ela “discursa” com louvor, sem qualquer papa na língua!

Contudo e com efeito, é a palavra de um sacerdote religioso, na verdade um bispo católico da cidade de Toledo, Espanha, chamado Pe. Braulio Rodriguez (sumariamente rejeitado por esta geração perversa e corrupta, só interessada em curtir o prazer e espalhar a depravação), que tem chegado aos céus com o louvor dos anjos que batalham diuturnamente pela santidade universal. Um resumo “desaforento” acerca do argumento deste bispo heróico segue NESTE link, e seria bom que nossos leitores também investigassem outras fontes, tais como ESTA AQUI.

Finalmente, na inquietante constatação de que o Cristianismo fundado por Jesus – nos moldes desejados por Ele – está com seus dias contados, e que mais uma vez a Mulher tem uma participação decisiva na derrocada dos planos de Deus (primeiro em Eva agora em todas, e com a colaboração maliciosa dos Homens animalescos que só querem usar o corpo da Mulher como objeto descartável), uma mulher sobressai como luz do mundo e sal da Terra, alcançando um patamar que talvez nem Maria alcançou, pois a mãe de Jesus nunca lutou contra uma sociedade inteira para orientar as mulheres a serem submissas aos seus maridos como ela era submissa a José, ao contrário de Elizabeth R. Handford, certamente a última heroína oculta de um Cristianismo moribundo.

 

Publicado em Casamento | Deixar um comentário

Por que CS Lewis chamou o divórcio de cirurgia impossível?

Numa visão estarrecedora dos efeitos do pecado na vida conjugal, a separação de Angelina Jolie e Brad Pitt mostram com clareza o tamanho da desgraça que a Queda trouxe para a convivência homem/mulher, e ainda dá o que falar para o futuro de todos os casais…

A solidão incômoda sentida por Adão meses e meses antes da criação de Eva oferece um ponto de observação bastante elucidativo e pedagógico, e percorre toda a história humana até iluminar, com luzes puras e honestas, o cotidiano de todos os casais de mundo na era pós-moderna. Uma análise isenta e sem “pré-conceitos” pode ensejar uma ciência sadia acerca da vida conjugal e facilitar que as aproximações entre os sexos culmine em resultados melhores ou não desastrosos para todos aqueles que desejam e precisam de vida a dois.

O escritor irlandês CS Lewis, nosso mestre emérito incondicional, certa vez explicou que a separação de vidas, seja ela uma mera ruptura de amizade até um conflito armado, estava completamente fora dos planos do Criador, cuja vontade e planejamento incluiu resolutamente a glória de uniões estáveis e duradouras (leia-se eternas) para todas as almas que se aproximassem umas das outras, seja nesta vida física ou na espiritual. Um menino faria uma viagem até uma aldeia próxima e ali conheceria um outro menino também “viajante” e a partir dali, nasceria uma amizade para a vida toda. Um menino também poderia encontrar uma menina curiosa que gostava de descobrir “casas de mau agouro” e ali iniciar uma amizade que vencia todos os medos e duraria para sempre. Melhor: a regra que servia para os meninos e meninas também regia a vida dos adultos e dos idosos, numa terra distante onde ninguém virava inimigo de ninguém e onde nenhuma relação seria interrompida, e onde todas as lágrimas eram de alegria, seja nas chegadas ou nas “despedidas”…

Era este o mundo desejado e planejado por Deus e que sem dúvida impera em seu Reino celestial, onde nenhum de nós, salvo se chegar à santificação, merece morar, sob risco de fazer nascer a diabólica “raiz de desunião” que caracteriza com pleno realismo o cotidiano do inferno. Pior: é esta triste realidade que o nosso mundo atual está apresentando, em cores vivas, aos nossos olhos, e ninguém, profissional algum (seja psicólogo, terapeuta, sociólogo, pedagogo e até ministro religioso) está conseguindo solucionar ou pelo menos atenuar, na inexorabilidade dos conflitos de opinião e de vontade permitidos pelo Livre-arbítrio perpétuo outorgado por Deus.

Os exemplos são numerosos ou incontáveis, e as estatísticas dão arrepios e até “vergonha” a cada um de nós, quando temos humildade para um olhar interior e vemos o quanto somos irascíveis ou iracundos, teimosos, brigões, enfatuados, opiniosos, arrogantes, dominadores, egocentristas, irritantes, desagregadores e, quando conseguimos ver que a rigor possuímos toda sorte de “antipatias sociais”, como se fôssemos cães raivosos cujo único prazer é curtir a solidão do silêncio e da opinião única (uma espécie de “auto ditadura”).

Neste reino de reis auto eleitos e egolátricos de plantão, de fato não sobraria nenhum espaço para uniões alegres e estáveis, e todos os prazeres do planeta fugiriam por entre os dedos e com eles escaparia toda forma possível de felicidade; porquanto o Criador construiu todas as almas para serem felizes EM SOCIEDADE, como bondosos animais gregários e familiares, fiéis e leais, formando um ambiente de eterna bem aventurança.

Alguns exemplos recentes nos fazem ver a dureza e tristeza da realidade atual da beligerância subsistente entre as almas, e vamos nos ater aqui tão somente a exemplos extraídos da Mídia e em relação às relações conjugais, para tentarmos enxergar por que CS Lewis chamou uma separação de “cirurgia impossível”. Lembremos, entretanto e a princípio de conversa, que todos os conflitos começam no campo da comunicação, e é na opinião de cada um que reside o gérmen diabólico de todas as brigas e intrigas, e é preciso manter-se 100% “isento de emoções precipitadas” (100% cabeça-fria) para poder ter abertura mental e enxergar a raiz de todos os tipos de separações.

O exemplo mais triste e chocante de todos é, a nosso ver, o recente caso do divórcio entre Angelina Jolie e Brad Pitt, que a Mídia abordou em abundância igualmente triste, muitas vezes desnudando feridas dilacerantes da intimidade do casal, que a rigor jamais deveriam chegar ao grande público. De qualquer modo, o conhecimento de tais feridas enseja uma visão mais detalhada da frase de Lewis e expõe o onde e o porquê de tal separação constituir uma cirurgia impossível para com a vontade de Deus.

O problema é que a liberdade total só é possível em relação a almas puras e humildes, com as quais todas as diferenças são relevadas ou tratadas com tanto amor que nem sequer se parecem diferenças, ou se parecem com meras “brincadeiras de meninos” ou jogos pueris, e cada parte recebe a outra como uma agradável contribuição ao prazer da convivência, sem a qual haveria um lamentável decréscimo ao bem comum e à felicidade geral. Porém num mundo decaído, onde o próprio coração – órgão da felicidade – foi golpeado de morte pela presunção de superioridade, a liberdade de uns termina onde começa a do outro, ou seja, incomoda mais do que agrada. E aí a opinião não encontra mais ouvidos dóceis em qualquer assunto, e o consenso de todos os espíritos foi extinto.

Quando o primeiro casal pecou, Deus, por seu infinito amor, ao invés de desobedecer à própria Lei da Liberdade por Ele outorgada, manteve-a intacta e foi isso que criou o campo para a eterna discordância de opiniões, passando a salvação a depender da convivência harmônica dos contrários. Até a hierarquia, único remédio para a convivência em ambientes decaídos, passou a periclitar em toda a Terra, e até mesmo uma ordem expressa pode ser desobedecida pela teimosia e burrice, e por isso o Senhor precisou sacrificar sua própria vida para nos dar exemplo e chamar de volta à Razão.

O outro caso emblemático de separações dolorosas destes últimos anos se deu com o casal William Bonner e Fátima Bernardes, e a Mídia não poupou ninguém das notícias da intimidade do casal, que jamais deveriam vazar. A dor e a infelicidade vividas por um casal até então “exemplar” no meio artístico levaram Fátima a afirmar que “casamento e prisão são a mesma coisa”, o que expõe com letras garrafais a realidade do fracasso interior, ou a desventura de uma alma que se decepcionou ao ponto de desabafar sua própria desintegração. Obviamente que tal declaração, sobretudo vindo de uma artista “Global”, de uma multinacional de Comunicação a serviço da imoralidade dos demônios, pode estar querendo dizer justamente o contrário do que Lewis imaginou como “dor profunda”, ‘ferida sangrenta’, “cirurgia impossível”, ‘trauma desumano’, enfim, pode ser coisa muito pior do que isso.

Pode ser que Fátima estivesse querendo dizer que “os moldes ANTIGOS do casamento são uma desgraça insuportável, e por isso as pessoas deveriam optar por não casar e viver a sua sexualidade de maneira livre e sem regras”. Então a “prisão” é apenas o matrimônio cristão, ou aquilo que esta Agência chama de “Casamento-a-Três”: por que não? Por que o matrimônio não seria uma prisão, já que “obriga” as almas a tolherem a liberdade irresponsável desejada por seus instintos?

De qualquer modo, a lição que fica (mais que o amor que fica) é a de que a cirurgia impossível constitui uma operação profunda numa região da alma em que nem o bisturi de Deus pode entrar, tal como podem nascer tumores cancerosos numa região do encéfalo onde nenhum cirurgião consegue alcançar, nem mesmo com raios laser, sem matar uma função vital do cérebro do paciente. Então, após o nascimento do câncer (uma ofensa imperdoável ou coisa pior), separar almas que se amam ou que juraram amor perante o altar é uma violência sem medida, porque no fundo elas jamais gostariam de perder uma à outra, e assim se obrigam a odiar sua própria decisão de amar!

Eis porque a Bíblia diz que o homem não separe o que Deus uniu, não porque Deus seja mau e deseja ver para sempre juntas – aprisionadas uma à outra com correntes infernais – almas que vivem brigando e se matando todo dia, trocando o amor que prometeram pelo ódio que exorcizaram. Nada disso. Na verdade Deus também acreditou nelas, no sentido de olhar para elas não com sua visão antecipatória, mas pelo otimismo de quem sofreria junto, sofreria por inteiro, sofreria muito mais, tal como um pai sofre muito mais do que os filhos quando vê dois deles romperem amizade e se odiarem para sempre. Está aqui a dor profunda! Está aqui a lança atravessando o coração de Maria! Está aqui o sofrimento que nem Deus suporta. Livra-nos Deus de passarmos por uma cirurgia dessas!

 

Publicado em Casamento | Deixar um comentário

“Virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina”…

O tempo de silêncio total da Verdade está às portas! A expulsão sumária da Bíblia de todos os lugares e depois o seu virtual banimento (queimada na fogueira como bruxa) provam que nenhuma maldade praticada hoje deve espantar mais os cristãos de qualquer denominação.

Nestes “últimos dias do mundo” ninguém precisa mais de introduções bem ornamentadas para iniciar o tema da decadência humana, porque o caos agora já constitui prato principal no cardápio de todos os lares e restaurantes sadios, se é que estas coisas ainda existem além da mera hipótese retórica. As consciências que hoje respiram o ar poluído de todos os ambientes talvez ainda possam ser levadas a “morrer pela boca”, fisgando os últimos peixes do milagre da multiplicação operado por Cristo. Melhor: a multiplicação agora mostra claramente que ela não foi um milagre operado por Lutero.

A mera leitura casual da Bíblia pode ensejar as razões do argumento precípuo deste artigo, porquanto a Escritura aponta o recrudescer do caos em todas as áreas da vida, num lento processo de “integração” e interfusão da desordem com a natureza alienada do homem mundano, e ninguém pode mais reclamar de não ter, à frente dos olhos, todas as provas da derrocada generalizada da Humanidade e dos projetos da vontade humana.

Neste sentido, como o caos está dentro e fora de todo mundo, o Século XXI tem sido o lugar teológico perfeito para nos mostrar as duas coisas, a saber, o quanto o mal se espalhou pelos quatro cantos, e o quanto o Homem em si – cada um de nós em particular – construiu muralhas de “proteção” para sua suposta “integridade”, quando de íntegro ele não tem mais nada.

Esta segunda coisa, ou esta segunda área da Humanidade, a pseudo liberdade dos libertinos, se encarregaria de construir a segunda muralha nos corações, e esta traria uma porta de cofre para os ouvidos da ilusão, de tal modo que ninguém mais ouviria qualquer apelo ao bom senso, se este contivesse algum mínimo freio ao hedonismo e ao epicurismo. Foi justamente isto que o apóstolo São Paulo quis dizer quando disse que “virá um tempo em que não suportarão a sã doutrina” (II Timóteo 4,3-4), e a única força capaz de tapar os ouvidos com tanta “cola maluca” é a ignorância e o medo de ser infeliz, que o inimigo reforça com suas mentiras.

Porém é aqui que entra o terror profetizado contra nós cristãos. Ora; tapar os ouvidos para a Palavra de Deus é, para todos os efeitos, o mínimo que deveríamos esperar de um planeta que rodopia sem rumo numa esquina prostituída da Via Láctea, na qual todos os meliantes do inferno foram aprisionados com sua própria ira, até que experimentem a ira do verdadeiro Deus, que já lhes preparou um lugar perfeito para a fedentina sideral das trevas. E pior, aquele lugar imundo e tenebroso também terá espaço para almas humanas rebeldes, que já nem parecerão almas, já que ali restará apenas uma energia amorfa e desintegrada de sua individualidade, e pela qual apenas respondem os seus obsessores (se é que responderão alguma coisa), aqueles que já terão domínio completo daquilo que um dia pensava ser “uma alma infeliz”.

Não é à-toa que o mundo moderno “está preparando os lança-chamas para queimar Bíblias”, quando um regime comunista tiver um novo Hitler no comando (a perseguição à Palavra de Deus já começou sutilmente no Brasil, e poderá “ganhar o mundo” – Confira AQUI). Afinal, que outro intento teria a bestialização humana engendrada pelo exemplo dos vampiros, que não o de transformar gente em demônios alienados para vampirização? (Confira essa loucura AQUI e pasme).

Com efeito, e embora creiamos na perfeita Justiça de Deus-pai (que preparou até um Purgatório para que ninguém diga que viveu muito pouco tempo na Terra para “aprender as coisas”), não podemos deixar de afirmar que todas as almas perdidas para sempre no Lago de Fogo ficarão lá tão somente por conta e ordem de suas próprias vontades livres, as quais foram incansavelmente procuradas por Deus para mudarem de atitude, não apenas dificultando-lhes o caminho da liberdade irresponsável, como também fazendo apelos interiores em suas consciências, naquilo que o Livro do Apocalipse chamou de “eis que estou à porta e bato” (Ap 3,20).

Assim sendo, esta constatação põe por terra toda a argumentação do pieguismo religioso que, julgando-se justo por conta de uma misericórdia bajulatória, sempre chama a “bondade” humana pela bondade de Deus, como se Deus fosse tão somente um velhinho bonachão como o papai Noel, que distribui brinquedos até para crianças desobedientes ou endiabradas.

Nada disso. A Justiça divina será feita, doa em quem doer, para espanto de muitos e desespero de alguns. Os “ouvidos de ouvir” que o Criador deu a todos nós (até para os deficientes auditivos) nunca poderão alegar não terem ouvido o apelo, pois ele se faz desde que o mundo é mundo, e desde que o Homem é homem (Romanos 10,18). Os corações maliciosos não perdem por esperar. Que continuem eles a praticar o mal e a chamá-lo de bem (Isaías 5,20-21). Que continuem vivendo apenas para seu prazer e seu egocentrismo, sem inculcação. Que acumulem muitos bens e deitem bêbados nas suas redes (Lucas 12,19-20). Se é a vontade deles que importa, então eles não serão mesmo bem vindos: que corram para o diabo que os carregue!

 

Publicado em Casamento | Deixar um comentário

Erro catastrófico da Igreja em condenar apenas o homossexualismo “prático”

Num flagrante equívoco teológico na condenação ao homossexualismo prático, a Igreja Católica deixa de lado propositalmente as demais instruções bíblicas acerca de toda a sexualidade humana, certamente visando apenas crescer em popularidade…

Qualquer analista cristão da sexualidade humana sabe que as regras dadas pela Revelação neste mister são rígidas e aparentemente impiedosas, sem que se encontre na letra das Escrituras a mínima condescendência para com tudo aquilo que esta geração chamou de “liberdade corporal” (leia-se, liberdade total para com o próprio corpo), a começar pela própria definição de corpo, que passa longe da ideia popular de “um ser de carne e osso com emoções, instintos e intelecto”. Denunciando até mesmo a propriedade privada do corpo como pertencente a Cristo (que o teria comprado com o preço de seu próprio sangue), a Bíblia não deixa margem ou brecha alguma para a maioria – 98,2% – das práticas comuns da sexualidade, o que deixa este articulista bastante à vontade para escrever, já que o autor intelectual deste argumento seria o próprio Deus.

Isto posto, e sem a mínima condição de iniciar de modo diferente, este comentarista adianta-se célere para explicar que o presente artigo é dedicado apenas a heterossexuais cristãos, e não se limita a seguir rigorosamente a doutrina de nenhuma denominação eclesial legitimamente instituída, atrelando-se tão única e logicamente à Palavra de Deus, aqui tomada como soberana e independente da receptividade de todas as atuais lideranças religiosas.

Com efeito, para facilitar aos cristãos se situarem bem, dentro do contexto bíblico, iremos oferecer os trechos escriturísticos ilustrativos desta argumentação, partindo do seguinte princípio: Que Deus condena todo o homossexualismo em si, e não apenas uma parte dele, como se o juízo de Deus fosse duvidoso ou hesitante como os juízos humanos, e não aquele “sim, SIM, e não, NÃO”, que Jesus pediu para nortear a nossa própria palavra (Mateus 5,37), isto é, sem fazer bajulações ou “vista grossa” para nenhum vício camuflado de virtude.

A mais famosa vítima da Lei do Apedrejamento foi salva pela “sagacidade” de Jesus: “Mas vai e não peques mais!”…

A passagem da Escritura que melhor esclarece que espécie de vida Deus deseja que vivamos, sobretudo após nossa entrega a Jesus (fé e batismo), é aquela que o Filho de Deus sentencia para os apóstolos influenciados pelo Judaísmo, que aparentemente só condenava A PRÁTICA do adultério, e não a sua raiz psicológica. Para os judeus – todos os apóstolos eram judeus – uma mulher seria apedrejada quando flagrada ou denunciada em sexo extra marital, ou pré-marital, ou comercial (tudo isso sendo resumido pelo termo genérico “porneia”: relações sexuais ilícitas: sim, isso existe!), etc.

Então Jesus explicou o que Deus de fato quis dizer quando falou “não adulterarás”, que a Igreja Católica (ICAR) sabiamente traduziu por “não pecarás contra a castidade”, e a igreja protestante estranhamente não adotou, embora creia nisso. Não pecar contra a castidade, portanto, é muito mais abrangente e profundo, pois tanto “pecar” quanto “castidade” são expressões generalizantes, que englobam coisas que nossa hipocrisia e sem-vergonhice jamais citariam como exemplo, as quais no entanto são indisfarçáveis perante os olhos de Deus.

Logo, para Deus, uma mulher adultera não propriamente quando pratica ato sexual fora das leis do Matrimônio (e muito menos quando é flagrada fazendo sexo), mas quando seu coração, lá atrás no tempo e lá na profundidade de sua psique, desviou-se da vontade divina e da Lei da Santidade e decidiu, por livre e espontânea vontade, usar seu corpo fora da Lei e fora do tempo próprio do Matrimônio, explorando sua carne tão somente como objeto de prazer ou paixão louca. Tudo isso Jesus explicou (e o Evangelho resume perigosamente a uma só expressão, a saber) dizendo que se alguém olhar com intenção impura para outrem já cometeu adultério, o que aparentemente condena mais o olhar do que o pensar e o sentir! É óbvio que Jesus, conhecendo a ignorância dos seus contemporâneos, julgou por certo que apontar o pecado VISUAL como sinal de adultério concreto bastaria para a igreja primitiva – e a que viria depois dela – deduzir que o pecado era muito maior, sobretudo depois que a Psicologia moderna dissesse que o desejo é independente da visão, e o pensamento é até anterior a ela!

Continue lendo

Publicado em Casamento | Deixar um comentário

Sexualidade na ótica evangélica atual: onde entra o pecado?

Um casal cristão fundou uma “sex shop”, um empresário inaugurou um “bordel” apenas com bonecas do tipo “real doll”, pastores liberam filhos para transar antes do casamento, enfim, onde entra o pecado disfarçado na Cristandade?

Esta é uma questão por demais “capciosa” para a grande massa de cristãos a captarem em sua totalidade, dada a sutileza com que as orientações morais deixam escapar, involuntariamente, o “X” da questão para o pleno atendimento da vontade de Deus, a saber, a nossa santificação. Discursos como o da gravidez indesejada, dos riscos de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), da proibição do sexo antes do casamento, da exigência de vida consagrada, do respeito à igreja e aos pastores, da obediência aos pais e até ao Evangelho, tudo isso, convenhamos, ainda deixa de fora O CERNE ou o centro propriamente dito da questão, por incrível que pareça, e a verdade jaz numa omissão até certo ponto involuntária.

Porquanto uma atitude ou conduta deixa de ser “normal” – ou legal, pela Lei de Deus – não quando simplesmente um jovem, louco de tesão por sua namorada recente, impede-se de tocar nela ou até de aproximar-se da casa dela, muitas vezes num processo inconsciente de auto flagelação, como em obediência a um suposto “respeito” a um Evangelho ascético e quase “muçulmano” das hipocrisias islâmicas. Porque a santidade desejada por Deus está longe de ser mera proibição aos instintos mais primitivos do bicho-homem, e se Deus fosse operacionalizar sua contabilidade escatológica por essa ótica, o mais lógico teria sido criar um “Zoológico Celestial” e não um Reino Humano para seres racionais civilizados.

Fica evidente, pois, que a Santidade de Deus e a que Ele exige de nós ultrapassa em gênero, número e grau o nosso conceito de santidade, e certamente não reside especificamente na mera interrupção da liberdade de nossos instintos, e nem mesmo em atitudes frontais de fuga dos prazeres, os quais são o ingrediente básico da felicidade de seres gregários como os humanos. Aqui como lá é exata a noção de que “o buraco é mais embaixo”, e é nele que queremos chegar para ajudar o leitor cristão a identificar bem o âmago da vontade santificadora de Deus.

Nem mesmo a louvável ordenação de homens e mulheres para a vida consagrada no meio católico romano (onde nem padres nem freiras podem casar) coincide rigorosamente com aquele “X” da questão que citamos no início, e a nossa dificuldade nessa questão é justamente encontrar “o ponto nevrálgico” deste entendimento, porquanto no sexo em si não haveria PROIBIÇÃO ALGUMA da parte de Deus, se esta tivesse que contar com uma auto flagelação voluntária por parte do ser humano. O buraco é mais embaixo mesmo.

Isto posto, talvez possamos dizer agora que a atitude do voluntariado para chegar a satisfazer a santificação verdadeira, teria que possuir componentes 100% conscientes na plena lucidez da mente humana, de tal modo que um homem ou mulher que procurassem ser santos entenderiam perfeitamente que a santidade só é alcançada quando a Razão (ou a mente lógica), aliada a um coração que conseguiu ser calmo e feliz, descobre que toda a ontologia do ser tem que corresponder ao controle racional e tranquilo de um “eu-consciente” em paz com seu eu-subconsciente, de maneira que ter poder para evitar o uso do corpo apenas para prazeres “da carne” daria o inefável prazer de sentir a vitória tranquila do eu-superior, a qual estamparia a mensagem mais elevada de toda a Criação, a saber, a de que cada eu-superior deve MANDAR E COMANDAR toda a sua ontogonia, e não as circunstâncias fortuitas das relações exteriores.

Continue lendo

Publicado em Casamento | 1 comentário

O verdadeiro amor não resiste à malícia

A experiência acumulada de investigação da natureza humana obriga a conclusão inquietante da fragilidade do amor, que perde conteúdo com o desgaste da impureza sexual, o que não acontece com o Amor de Deus.

Num filme extraordinário, lançado em 1989, uma realidade sobressai com letras garrafais, calando a voz de uma sociedade corrompida e sem rumo, cuja devassidão trouxe a reboque a perda da capacidade de amar, não apenas pela incapacidade dos protagonistas no jogo do amor, mas pela própria inibição deste para estripulias e desordens desintegradoras do caráter. O filme se chama, na versão exibida no Brasil, “Sexo, mentiras e videotapes”(*), e sua ficha técnica deve ser consultada NESTE link para familiarizar o leitor com a obra referida.

Estrelado por James Spader (como Graham Dalton); Andie MacDowell (como Ann Millaney); Peter Gallagher (como John Millaney); e Laura San Giacomo (como Cynthia Bishop), o filme não tem nada de cômico, pelo contrário, constitui um drama pesado e até certo ponto “depressivo”, mas que carrega uma história absolutamente plausível, se é que não foi baseada num fato real, altamente ilustrativo para as lides de uma agência de casamento como a nossa Casamento-a-Três.

O enredo “traduz” direta e indiretamente a história de um homem jovem (entre os 30 e os 40 anos), cujo passado desregrado aparentemente lhe rendeu uma patologia sexual das mais incômodas (a impotência sexual) e pela qual o mesmo quase se perde no destino inexorável das almas deste mundo, cuja felicidade, sem a amizade de Deus, agoniza entre a busca do orgasmo e sua alma gêmea, sendo ambas um labirinto angustioso de idas e vindas, na escuridão e no desespero.

Graham Dalton, personagem interpretado por um James Spader, ainda belo e cativante por suas feições “angelicais” (que vieram a calhar muito bem com a história real), viveu um desastre amoroso objeto do enredo, e por causa dele teve a mente afetada de tal modo que perdeu toda a capacidade de ereção, passando a “gozar a vida” apenas na missão de entrevistar mulheres, perguntando a elas sobre como sentem o orgasmo e o sexo, e gravando suas entrevistas em “videotapes” que lhe davam alento e prazer pelo resto de sua vida.

As entrevistas configuram de fato uma ótima pedida para quem sofreu um trauma como o dele, uma vez que afeta diretamente a parte central de seu problema, oferecendo o “ânimo epitelial” que a sinceridade das mulheres – daquelas em particular – é capaz de atiçar no imaginário erótico masculino (aqui vai uma dica para os casais bem casados: que tal conversarem sobre como SENTEM o orgasmo nas várias situações onde ele ocorreu ao longo de seu relacionamento? – E se o casal puder ouvir os depoimentos de outras mulheres, a ilustração poderá mesmo obrar milagres!).

Todavia e contudo, o destino reservava um outro desfecho para o infeliz mancebo que não mais contava com sua virilidade e autoconfiança sexual, fazendo com que ele – e quem quer que sofra deste mal – fosse “definhando” a cada dia, perdido em sua ontologia golpeada de morte, em sua parte mais sensível, aquela que mais lembrança traz da visão beatífica do Paraíso. Incapaz de satisfazer a si e a qualquer mulher em geral, isolou-se forçadamente de sua vida social e quedava-se envergonhado em sua solidão com as filmagens das entrevistadas, como um masturbador que perde sua juventude no banheiro e sua saúde na palma das mãos (só que ele não se masturbava, pois não conseguia mais ter uma ereção).

E a vida foi passando, passando e passando, e as entrevistas iam crescendo em número e qualidade, pois as mulheres, intuitivas como são, iam a cada dia percebendo o real problema omitido por seu entrevistador, e por isso as “confissões” de orgasmos ficavam cada vez mais “ousadas e safadas”, para dizer o mínimo. Talvez até envolvessem algum interesse em “salvar” aquele homem, e de fato ele tentou algumas vezes com algumas, mas nada mudou a sua inexorável decepção.

Até que uma certa mulher (pimba!), chegou e calhou direitinho na exata medida de sua fantasia perdida, e, a partir dela (da fantasia), a saúde sexual de Dalton recuperou-se plenamente, mas claro, nunca igual ao que era antes do trauma! A fala calma, a sinceridade cristalina, o ar de santidade (sim, santidade), e a fisionomia também “angelical” de Ann Millaney (a bela Andie MacDowell) fizeram o seu papel salvador, dando a Dalton aquele encontro consigo mesmo, que é a maior alavanca para a plena atividade sexual, sobretudo do macho.

Como um mero instrumento para a fantasia erótica que guardava a chave-mestra da ereção qualificada, mas também sendo um instrumento ideal por ter em si uma cópia quase idêntica da mesma fantasia, Ann chegou no momento certo do destino de uma alma infeliz. Assim, numa entrevista necessária, mas até certo ponto desnecessária, o casal acabou se envolvendo numa conjunção espiritual e sexual sem fim, onde se vê o gravador da entrevista ser chutado e deixado de lado, bem como a sua grande coleção de entrevistas até então usadas como “remédios insípidos”, além de virtualmente inúteis para uma ereção que dependia da fantasia realizada.

O casal de personagens desfila uma cópula absolutamente bela para uma cena da Sétima Arte, sem nenhum apelo barato ao sexo explícito, mostrando que seu roteirista e diretor (Steven Soderbergh) não queria, de fato, a mera exploração sexual agradável ao IBOPE, mas sim deixar uma mensagem por demais espiritualizada na Ciência do Amor. E é esta mensagem que vamos investigar agora.

Fala-se com precisão de uma Ciência do Amor, porque o amor é de fato uma ciência, no sentido de que precisa de um aprendizado teórico-prático dos mais exigentes, uma vez que exige rigores bem no meio da difícil convivência humana, e ainda afugenta-se sem adeus na negação de suas exigências, tal como um menino malcriado que birra com seus pais por um mero brinquedo de uma cor diferente daquela por ele sonhada. É uma teima até ranzinza como a de uma ave melindrosa, que abandona os próprios filhotes se alguém pelo menos chegar perto de seu ninho! E pior, é o caso de toda a sua energia vital, aparentemente dependente de uma birra, estar de fato dependente de uma perfeita ordem para não desintegrar-se, como os tanques de combustível de um foguete exigem que TUDO esteja perfeito para levantar a nave, perfeito em seu corpo e perfeito em todas as ações dos técnicos de terra para fazê-lo alçar voo.

Ou seja: o amor tem que ser perfeito em si mesmo, e em tudo o que lhe diz respeito, e até nos comportamentos que pretendem despertá-lo; do contrário, nem despertará, e se despertar não será amor! Eis aqui a razão de tanta gente errar nesta matéria, e de tanta gente procurar o amor em vão, e de tanta gente confundir amor com tesão e vice-versa, expondo às claras a triste realidade anímica da criatura humana separada de Deus.

Isto posto, parece que o amor nos obriga à conclusão única e peremptória: ele é tão santo que JAMAIS poderá ser abrigado por um coração não-santo, e por isso estava certo o Pr. Richard Foster ao dizer que “não existe amor no mundo”. Por isso, dedução óbvia, somente o coração santo (o coração divino), pode sentir e dar amor, e nós morreremos à míngua nesta triste visão da morte sem amor, o insípido destino da frustração eterna!

De qualquer modo, mesmo sabendo que o Amor em si é algo inalcançável pelo coração humano, podemos admitir que há algumas coisas que trabalham para dificultar o amor em nós, e esta Agência “Casamento-a-Três” elege a depravação sexual como o maior inimigo do Amor verdadeiro. Neste sentido, o filme Sexo, mentiras e videotapes vem a calhar com perfeição neste raciocínio, porque seria impossível à Humanidade encontrar outra linguagem capaz de traduzir este drama anímico do Homem em sua eterna busca da reconciliação com Deus. Poder-se-ia usar as seguintes palavras nesta tradução: “Quem quiser o Amor (representado pelo personagem “brocha” do filme), vai ter que RENUNCIAR à malícia representada pelo personagem que põe o pênis dentro do buquê de flores! (o cara chamado John Millaney (Peter Gallagher)”. Porquanto a imoralidade, a malícia sensual e a exploração do sexo como mero instrumento do prazer operam na direção oposta do Amor verdadeiro, e Deus não moverá uma palha para alterar as coisas para o lado dos depravados, porque entende que há uma deliberada escolha da malícia como fonte de prazer, menosprezando o Amor como capaz de recompensa superior!

De fato, CS Lewis e outros gênios cristãos nos mostram que a perseguição doentia pelo prazer sexual leva à redução da recompensa do sexo, e o indivíduo perseguidor do prazer obterá cada vez menos recompensa pela sua busca, tal como o viciado em droga precisará cada vez de mais droga para alcançar o estado “nirvânico” das primeiras experiências, e cada nova droga lhe dará um prazer cada vez mais fraco, obrigando-o a doses cada vez maiores e ao final, a overdose mortal.

Em entrevistas que nós mesmos fizemos nesta Agência, ficou claro que os homens que tiveram sua adolescência e juventude toda levada na busca de cópulas sem fim, reconheceram enfrentar problemas de ereção e ejaculação precoce com muito mais frequência do que jovens que dedicaram suas vidas a estudos e à religião, e houve mudanças para pior até na “qualidade” dos orgasmos na meia idade. Muitos deles contaram sentir mudanças até na pele do pênis, no tempo de ereção, na quantidade de esperma ejaculado, na inconstância da ejaculação, sem falar nos que revelaram flacidez na pele, dores estranhas, desconforto nos testículos – antes e depois das cópulas – e até diferenças na micção, devido a alterações imperceptíveis no interior da uretra.

É claro que a Medicina também procura uma explicação para tudo, mas não pode abandonar de vez a intuição dos médicos para entender tais problemas; porém a maioria desses médicos (que também agia “desregradamente” na juventude) não atribui aos seus excessos os efeitos sentidos na maturidade, e até lucram com interpretações diferentes, pois com elas podem conquistar mais clientes e vender mais remédios de farmácias “apadrinhadas”. Neste caso, somos obrigados a recorrer a outros estudiosos da sexualidade humana, inclusive a outras áreas que nela opinaram, como espiritualistas, teólogos, pastores, filósofos e psicólogos cristãos, todos de orelha em pé na investigação dos estranhos efeitos da maturidade no desempenho sexual, sobretudo masculino.

Enfim, é impossível não extrair daí a óbvia resposta, a qual obriga a ver que a Humanidade se encontra no meio de uma encruzilhada angustiante e autodestrutiva, tendo que optar entre um frágil “amor casamenteiro” e o prazer sexual, iludida pela falácia demoníaca de que o orgasmo é coisa da Terra e não do Céu! Aliás, a falácia chega até a mentir mesmo, dizendo que o amor não dá prazer, exceto se une os corpos numa cama, quando na verdade o Matrimônio cristão é um turbilhão de prazeres constantes, no meio dos quais se encontra o orgasmo, como mero “intervalo” e coroamento dos inúmeros outros prazeres planejados por Deus para a felicidade integral do casal.

Sim, o verdadeiro Amor não resiste à malícia. Toda a experiência acumulada pelos estudiosos da natureza humana nos obriga à conclusão de que o Amor divino, enquanto habitando num planeta conspurcado, perdeu boa parte de sua estrutura e proteção espiritual, não sendo mais capaz de garantir uma “recompensa ontológica hipersensitiva”, e assim tendendo a ser substituído ou misturado aos prazeres carnais, que não conseguirão encontrá-lo. Os homens e mulheres que ainda tenham, em sua jornada terrestre, o desejo do Amor Infinito, tenderão à eterna frustração de sonhar com ele e não senti-lo, ou de morrer com seu sonho sufocado no peito, até que vejam, com os próprios olhos arrasados pelo tempo perdido, o que acontece com os casais casados no Céu.

_______________________________________________________

(*) – As duas versões que encontramos no Youtube são ruins, pois uma não deixa ler a legenda por completo (a tela fica achatada), e outra não retira um letreiro que aparece sobre a legenda. Se o leitor quiser ver o filme de modo perfeito, terá que comprar o DVD ou um canal pago de filmes online.

 

Publicado em Casamento | 1 comentário

Ruim com roupa, pior sem roupa

A “autoridade” moral do homem moderno será posta em dúvida com um simples gesto, contido na pergunta: “o que acontece quando o ser humano tira a roupa?”; e pior, esta dúvida vai incriminar todo mundo e cada um de nós, que engasgamos com a pergunta.

Chegamos ao fundo do poço, e talvez no fundo no fundo, tenhamos chegado mesmo ao fundo, tal a fedentina que se espalha nos quatro cantos do mundo, aonde quer que olhemos, seja com que intenção for. Ninguém mais dá a ninguém o mínimo indício de que, no apagar das luzes (literalmente falando), aquela moral espectral vá se manter a mesma, dependendo da companhia ou da solidão que gozar. À guisa de introdução, a moral de ninguém ganhou força, pelo contrário, todos agora apreciam os momentos onde as regras poderão ser “flexibilizadas”, ou afrouxadas, até o banhar-se no lamaçal. É a herança pós-moderna dos “porcos chauvinistas”, por um lado, enlameando-se com os porcos anarquistas, fazendo discípulos para que todos aceitem emporcalhar-se.

A Moralidade nobre do medievo, conquanto convivesse com atrasos tecnológicos que punham em dúvida a higiene real dos “paletós” e dos vestidões longos, guardava certos valores históricos de alta qualidade, mesmo quando não regida pela Igreja ou pela espiritualidade, e então aquele era um tempo onde a lealdade e a confiança ainda podiam dar as mãos, e onde as mãos podiam sair ilesas da fogueira das vaidades.

O cidadão e a cidadã – cobertos até o pescoço – que empreendiam longas e cantarolantes caminhadas entre os bairros minúsculos comparados aos super bairros de hoje, podiam certamente cair numa situação perigosa – marginais e criminosos sempre existiram – e se ver em apuros; mas um braço cobrindo um rosto em lágrimas, ou uma perna machucada no degrau oculto de uma fachada, ou a notícia de um lobo nas redondezas, eram suficientes para arrefecer os impulsos predatórios dos transeuntes, e ali, muitas vezes, surgiam verdadeiros anjos da guarda e grandes amizades.

A própria continência com o chapéu, ou o mero tirar o chapéu na entrada, ou mais ainda, o entregar todas as armas – inclusive canivetes – ao entrar numa casa alheia, davam seguras mostras de que aquela era uma época abençoada no mais elevado sentido, e não era à-toa que servos elogiavam o bom tratamento de seus senhores e estes tratavam seus servos às vezes como amigos, para não dizer como filhos. O prazer de calçar e descalçar os sapatos – muitas vezes fedidos – de seus patrões e patroas, o engomar as roupas, o trazer as vestes ao alcance da mão atrás do biombo com a cabeça para baixo ou para trás para não “ferir a proibição da nudez pública”, enfim, eram todos sinais de uma era de almas valorosas no seu caráter, e que viam com clareza a importância e a necessidade da Moral cívica pública e doméstica.

Mas a modernidade chegou. E ela parece ter trazido, como uma gestante parideira, todos os males da explosão demográfica que extinguiam tudo o que ao menos de longe parecesse diminuição da liberdade, agora confundida com o hedonismo que a degeneraria em libertinagem. Não tardaria a chegar o tempo em que a sociedade se levantaria contra toda forma de culto moralizante, permitindo a sobrevida exclusiva de cultos esvaziados ou insípidos, que jamais trazem palavra alguma para fomentar o ascetismo ou a santidade. E este Mal insidioso venceu: ganhou a sociedade inteira.

Resultado: toda a Humanidade veste agora “armaduras e escafandros” (trancafiada em si mesma por sentir medo de tudo e desconfiança de todos) e ao mesmo tempo está desnuda diante de todos, pois não guarda a sua nudez para mais ninguém, dependendo da ocasião, do sentimento, do dinheiro, etc. E assim caminha a Humanidade, na aurora imunda do admirável mundo novo…

Neste início de século XXI, já dando sinais violentos desde o ano 2000, as roupas perderam por completo o seu significado, e a civilização incivilizada agora estourou a boca do balão e não tem mais vergonha alguma de se reconhecer falsa e lasciva, e lá se foram os anos em que ainda havia espaço para alguma confiança na seriedade alheia! Homem sério? Mulher séria? Onde estão? Quem são? São alienígenas? Não, na verdade são túmulos de vento como catacumbas roubadas que ninguém mais visita! Em que lugar restou algum valor? Em que alma restou alguma lealdade e honestidade?

Continue lendo

Publicado em Casamento | Deixar um comentário

Ser ou não ser santo… Eis a questão!

Para o Cristianismo, nenhuma conversa ou discussão sobre “fórmulas de se criar uma sociedade justa e fraterna” ganha sentido sem que a questão da santificação seja enfrentada sem rodeios, e qualquer outra conversa cai na ideia de Cristo: “o que disto passar vem do maligno”…

É o tema mais reprisado por este site “Casamento-a-Três”. É o assunto mais evitado e o compromisso do qual mais se foge no mundo. É o remédio mais amargo e a solução mais adequada, aliás, única, para salvar alguém da perdição eterna. E tudo se resume numa frase minúscula de Jesus, talvez a única palavra dEle que ninguém respondeu completamente, pois ninguém seria 100% fiel ao desejo de Deus. Foi quando Jesus disse: “Sede santos porque eu sou santo”. Disto depende toda a Teologia cristã e todo o destino da Humanidade.

Conversas vão e vêm sem cessar e sem enfrentar corajosamente a questão, como se a proposta de Jesus fosse uma loucura descabida, e como se a História não registrasse os exemplos de elevada pureza testemunhados por santos e santas que abandonam tudo para viver a clausura ou a contemplação. Eis assim que as desculpas esfarrapadas da alma pós-moderna não passam da “preguiça do viciamento na malícia”, com o que ninguém tem ânimo para se dispor a renunciar os desejos da carne, a qual termina com a vitória do animal sobre o racional.

A visão então chega à infância. Porquanto é nesta fase belíssima do ser humano que a humanidade e a espiritualidade tinham e têm força para vencer a carne, e então os olhos descobrem a culpa nos pais, nos avós, nos bisavós e assim sucessivamente até Adão e Eva. Todas são desculpas esfarrapadas. Porque Deus nunca tirou de nós o poder de reação, e este aparece bem rápido e fácil quando se trata de vencer a preguiça para fazer “justiça” com as próprias mãos, saindo de casa num domingo de descanso para linchar um ladrão que assaltava na vizinhança. Para a maldade, enfim, sobram forças até tirânicas para satisfação do egocentrismo, que também paralisa e move o mundo para a luxúria.

Shakespeare cunhou a célebre frase “ser ou não ser, eis a questão”. Talvez ele tenha pensado muito mais longe do que esta frase estava dizendo, ou talvez tenham divulgado a frase de modo incompleto. Ele deve ter pensado como Jesus, pois ele também costumava pensar muito longe e profundo, como você pode ver AQUI, no chamado “Pentagrama Shakespeareano”. Aposto que a frase original foi “ser ou não ser santo: eis a questão”. Tal como agora é título de livro (confira AQUI).

Vejam a estupefação das criancinhas diante de tamanha imoralidade (à época, ninguém pinava em público e chamava isso de “dança”)

Pior, se a questão da santidade é o grande divisor de águas ou o CENTRO do Cristianismo e da salvação, o que esta sociedade moderna tem feito é um verdadeiro suicídio, um suicídio imundo e covarde, que leva multidões de jovens e adolescentes (às vezes até crianças – veja GIF ao lado) à depravação sexual e a um abismo sem volta, no qual quase sempre se encontra o pó branco e a picada mortal.

Mas nada disso adianta falar. Quem passou a língua no sorvete não deixará ele inteiro na casquinha e o digerirá logo. É o mesmo que tentar salvar um alcoólatra mandando ele cheirar a garrafa de cachaça. Claro que não funciona. É preciso afastá-lo da garrafa, do bar, da turma, do ambiente de bêbados, do mundo (está claro agora o valor e a utilidade da clausura? O homem moderno agora pode ver a sapiência dos monges medievais? E o perigo da Mídia de massas a empurrar, goela a dentro, todo mundo para a orgia dos instintos?)…

Pior, NEM as igrejas pós-modernas estão colaborando com a santidade de seus membros! Até pastores e bispos parecem já derrotados pelo tentador, e a imoralidade se pode ver até nas roupas das moças crentes! Os pobres evangelistas que ainda teimam em pregar a santidade de vida são ora desprezados pela surdez voluntária dos seus supostos ouvintes, ora são até alijados dos grupos de expressão na igreja, sendo forçados a uma das duas atitudes: afastamento do templo ou “incorporação da moda”, deixando-se levar na onda erotizante para o caminho sem volta.

Nosso estúdio divulgou recentemente um vídeo onde mostra um verdadeiro absurdo sofrido por cristãos na porta de sua igreja, quando praticamente todos de seus jovens cercaram-na numa “corrente de braços dados” para impedir a entrada, pichação e destruição do “altar do Senhor” por parte de mulheres vadias, demônias disfarçadas de mulheres, verdadeiras sacerdotisas da imoralidade, fingindo empunhar a bandeira do feminismo quando queriam mesmo era satanismo anti-cristão dos brabos! Quem quiser ver tal loucura cliquem NESTE link e pasmem!: é preciso prova maior de que a Humanidade se tornou inimiga da santidade?

Enfim, devo perguntar: seria possível redigir um artigo sobre vida cristã e não tocar na questão da santidade de vida? As igrejas imorais dizem que SIM. Elas já inventaram o “cristianismo-água-com-açúcar” e no meio deste não existem santos, talvez nem na Glória, pois os que já se foram NÃO MERECEM qualquer atenção e muito menos petição. Talvez creiam que a santidade só voltará ao Reino de Deus quando o próprio Senhor matar todo mundo e resgatar somente um pequeno rebanho, talvez os 144.000 da heresia testemunha-de-Jeová. É por isso que já há consenso na ideia de que o ‘Cristianismo Autêntico’ de CS Lewis está moribundo, com seus dias contados, e será justamente isso que acelerará a volta de Jesus.

Se esta geração má e corrupta não se rende a Jesus, se as igrejas se transformaram em pocilgas reais e virtuais, se os que deveriam guiar cegos também perderam a visão, e se cada alma agora se sente perfumada no meio da lama, o apelo dos santos medievais está mais do que atual, e o carmelo canta os hinos da parusia, como o “hei de ver meu Redentor”. Então um aviso e um conselho estão presentes aqui, nas entrelinhas. Quem tem ouvidos de ouvir, que os ouça. Buscai o Senhor, enquanto se pode achar. Maranata!

 

Publicado em Casamento | 2 comentários

Moças evangélicas engravidam antes de casar (II)

A maior e mais “benquista” prova de que a depravação total já avançou neste mundo muito além do que supunha o mais pervertido Don Juan, é a frequência com que se encontram moças crentes grávidas antes do casamento.

A onda erotizante, agora globalizada, está aí, a todo vapor. Ninguém mais tem qualquer dúvida a respeito. Se alguns de nós nunca foram levados por ela, então escapamos por um verdadeiro milagre! E pior, toda a parafernália religiosa em uso por esta geração hipócrita está a plenos pulmões, enganando e sendo enganada por todo o mundo, e ninguém dá o menor sinal de que esteja entendendo a célere supressão da Moralidade, como se esta tivesse sido a grande vilã da História contra a felicidade humana.

Para não nos alongarmos em um filosofar místico religioso, o maior exemplo que temos em mãos é a frequência com que as chamadas moças “evangélicas” se casam já grávidas, e sem que qualquer drama de consciência esteja envolvido (nem nela nem na família), como se todo apelo de Deus pela santidade mostrado nas Escrituras não passasse de invenção humana, e como se algum humano quisesse ser santo ou de fato quisesse encontrar mulheres santas na Terra!

O exemplo mais eloquente e bombástico desses últimos meses vem de uma “família famosa” da Televisão brasileira, cujo próprio pai a “satirizou” – para não dizer censurou – em público, como o leitor pode conferir clicando NESTE link. Na verdade, sendo Sílvio Santos um judeu da velha tradição da Fraternidade Ofertante do Novo Templo, não é nenhum espanto ver ele se comportar dessa forma, pois para ninguém – de juízo moral sadio – é razoável suprimir a doutrina para encaixar almas que desobedecem a Deus, mesmo uma que uma destas seja filha biológica dele.

O nó cego desta questão fica explícito no fato de que ninguém mais – sobretudo gente desta geração perversa e corrupta – vê pecado algum no sexo, seja que sexo for, como se Deus nunca tivesse usado sua inteligência para criar um universo onde leis e regras existissem, ou onde estas pudessem ser negligenciadas sem qualquer efeito temporal ou atemporal! Noutras palavras, vive-se a vida sem que nenhuma lei exista e muito menos um Legislador, e gozam-se dos prazeres sem que nenhuma regra de bom funcionamento seja respeitada ou mesmo conhecida, não importando o quanto a dita Ciência tenha evoluído das cavernas aos computadores: a ignorância da Ciência quanto ao sexo beira a insanidade, e nem mesmo as incontáveis doenças sexuais (DSTs) sugerem algo errado no seu funcionamento ou algo doentio na sua repetição, e assim a Humanidade inteira reservou uma “terra sem lei” para o sexo, separado de tudo o mais da vida e da sobrevivência.

E a coisa se dá mais ou menos assim: a Ciência moderna diz que comer é bom; comer demais é perigoso. Beber faz bem; beber demais faz mal, tanto para o indivíduo quanto para a sociedade. Já no caso do sexo, a Ciência atual diz que sexo é bom, sexo é saúde, e sexo demais faz bem, tanto para o indivíduo quanto para a sociedade! Ou seja: para o sexo nada há a condenar, não há perigo algum, não há excesso algum, não há vergonha alguma, enfim, tudo é válido, seja em que circunstância for, seja em que estado civil for, seja em que idade for, seja – e nisto todos concordam – em gênero, número e grau! (Quem lê entenda).

Assim sendo e com efeito, não há mais motivo algum para espanto algum com coisa alguma, e por isso as notícias sobre fatos e ‘causos’ sexuais não impressionam mais ninguém, e então as piores sacanagens – do sadismo à suruba – divulgadas como ocorrendo na nossa vizinhança, nos ambientes acadêmicos, nas melhores famílias de Londres e até na nossa própria família em nada desabonam o nosso bom nome e nem o sobrenome de ninguém, e assim todos nós ficamos como que “irmanados na baixeza” e protegidos pela sujeira uns dos outros!

Não é à-toa que um judeu da velha Tradição Fraterna, chefe de uma família benquista no país inteiro e zeloso de suas crenças mais íntimas, se vê obrigado a engolir a hipocrisia de um “cristianismo água-com-açúcar”, já vendido ao mundanismo e eivado de imoralidades, e onde sua própria filha desfila uma religiosidade superficial e jamais cumpridora da Torah, ou mesmo dos 10 Mandamentos do Senhor.

Finalmente, nem há necessidade de uma frequência rotineira aos modernos templos evangélicos de hoje para ver a quantas anda a moral cristã na dissimulada vigilância dos pastores, quando eles mesmos “fecham os olhos” à indecência de suas filhas e sobrinhas, ou quando não estão eles próprios implicados na impureza e escondendo coisas que terminariam por validar a indecência de suas filhas e jovens da igreja. Pior: neste tresloucado quadro da imoralidade pós-moderna, moças evangélicas casarem já grávidas nem chega a ser o maior absurdo, quando a igreja inteira abandonou a instrução bíblica há décadas sem conta, dando lugar ao inimigo que ruge em derredor. Um horror. Se alguma admoestação pode ser indicada para atender este estado de coisas, talvez somente Jesus pudesse sentir de novo seu velho drama e gritar: “Eli Eli Lamá Sabactani!”…

 

Publicado em Casamento | Deixar um comentário